A mim, faz-me confusão ouvir do género "ah e tal o serviço publico tem que ter audiencia" e depois argumenta-se que o serviço publico tem que garantir emissões desportivas de 10horas ao sábado e domingo (como faz a RNE1), quando, as rádios que dominam largamente a audiencia em Portugal (RFM, Comercial e M80), não tem emissão desportiva sequer... Então queremos as pseudo audiencias, como? O melhor dos "dois mundos"?? Isto não é dificil entender para pessoas que se dizem "atentas" ao meio...
(e com isto não fujo à questão das audiencias serem o que os promotores querem que sejam, mas se se debate e argumenta em função disso, como manter este tipo de argumentação?)
1- Parte do princípio que as audiências se constroem com música.
A falta de estratégia das generalistas levou a isso. Não havendo investimento, muitas optaram pelas musiquinhas a metro.
2- A Antena1 tem que ter no seu horário nobre um produto apelativo e recursos humanos que façam a diferença. É assim que acontece na esmagadora maioria dos países europeus, nomeadamente na France Inter que nem sequer passa música.
3- Sim o desporto é importante, pois ainda é dos poucos conteúdos que exige o rigoroso direto, jornalistas e transversalidade territorial.
Também aqui a Antena1 pode e deve fazer mais. Até podia começar por denunciar o artista ou os artistas que acabaram com a Tarde Desportiva e se houve pressões internas ou externas...
Em Espanha, há ao sábado e domingo 6 rádios de cariz nacional com tardes e noites desportivas...
COPE e SER têm cerca de dois milhões de ouvintes cada uma ao sábado e domingo nos seus programas desportivos.
Se as rádios generalistas desistiram e optaram pelo caminho mais fácil esse é outro problema...
Vejamos...
A RR escolheu o caminho mais fácil
A TSF é o que se sabe, basta ler o que é dito aqui no fórum
A OBSERVADOR não tem estrutura e uma rede de emissores
Resta a Antena 1 e a sua evidente falta de investimento no horário nobre e as vicissitudes de uma nomenclatura organizacional cristalizada...