Caro pdnf,
1 - Concordo com quase tudo o que diz. Quanto aos jovens, não acho que a rádio esteja no topo das preferências deles (para além de que são cada vez menos, infelizmente). A RTP tem que procurar targets etários mais jovens, obviamente. Mas essa missão já não cabe, PRIMORDIALMENTE, aos canais lineares de TV e rádio.
2 - Bem, nessa linha de pensamento, pode dizer o número que quiser. 8, 12... porque não 20? Como bem refere Pedro Ribeiro em entrevista recente, as audiências medem, sobretudo, notoriedade, e não consumo real. Nesse sentido, não é por acaso que os autocarros de Lisboa e Porto estão permanentemente ocupados pelas rádios dos dois grandes grupos privados. Pergunta: As rádios públicas, têm a mesma exposição de marketing?
Se considera, e bem, que o peso da rádio no orçamento da RTP é muito reduzido, não lhe parece que o preço de fazer uma rádio TOP 40, é absolutamente incomportável nesta altura? E para que serviria mais uma rádio a passar os hits do momento, se isso já existe - e bem - na oferta privada? Se o SP português, ao contrário dos parceiros europeus, não tem capacidade orçamental para cobrir todo o espectro de oferta possível, não é mais sensato tentar cumprir objetivos básicos como ter boa informação, defender a música e a cultura portuguesa, oferecer mais diversidade de conteúdos e musicais, mostrando que existe mais do que apenas aquilo que vende e domina os tops? As audiências não são a única coisa que conta, muito menos as que são publicadas de dois em dois meses pela marktest. Há muito mais para além das audiências.
Mas, caro pndf, ainda assim, saúdo a sua lucidez e análise. Saudações.