Autor Tópico: RTP Antena 3  (Lida 1323766 vezes)

pdnf

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Re: RTP Antena 3
« Responder #2730 em: Dezembro 07, 2021, 12:54:58 pm »
Atenção que segundo o SMAQ estão a trabalhar cerca de 30 maquinistas que asseguram a linha amarela Santo Ovídio-IPO e a ligação Campanhã-Senhora da Hora,os troços mais concorrido da rede, pelo que o impacto na Trindade será algum, mas não será tanto quanto aquilo que seria de pensar. Não é uma paralisação como em Lisboa que quando existe encerra toda a rede.

Para além disso, na praça em frente à estação passam imensos autocarros, as paragens são lá. Nomeadamente, a do 600 que faz Aliados - Maia (Fórum) e que já anda sempre cheio em autocarros articulados, tem frequências melhores que as do Metro e hoje será mesmo a melhor alternativa ao Metro.

Portanto, não vejo que a emissão fosse sair assim tão prejudicada quanto isso.
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Boxx

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Re: RTP Antena 3
« Responder #2731 em: Dezembro 07, 2021, 02:44:36 pm »
ao que dizem, os espetáculos têm estado completamente esgotados, pelo que há muita gente a querer participar no funeral.

Não são assim tantos, o Sá da Bandeira não é um Coliseu... Neste caso eles vão para a sala principal e encheram 850 lugares. Para uma rádio nacional, está à escala do que a Marktest vem dizendo.

É uma tática clássica de artistas e entertainers dizerem que "esgotaram" quando na verdade apenas escolhem e vão para salas curtas, serve tanto para imagem como para criar ao potencial interessado a ideia de "eia, tenho mesmo que ir ver isto, está com tanta procura que até esgota".

No limite podiam ir para um sítio só com 50 lugares, esgotarem e dizer isso. Tudo estratégias.

é uma radio nacional, mas como se vai apregoando por aqui, ninguém ouve! Como é possivel esgotarem uma sala com 850 almas?

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Re: RTP Antena 3
« Responder #2732 em: Dezembro 07, 2021, 03:10:41 pm »
ao que dizem, os espetáculos têm estado completamente esgotados, pelo que há muita gente a querer participar no funeral.

Não são assim tantos, o Sá da Bandeira não é um Coliseu... Neste caso eles vão para a sala principal e encheram 850 lugares. Para uma rádio nacional, está à escala do que a Marktest vem dizendo.

É uma tática clássica de artistas e entertainers dizerem que "esgotaram" quando na verdade apenas escolhem e vão para salas curtas, serve tanto para imagem como para criar ao potencial interessado a ideia de "eia, tenho mesmo que ir ver isto, está com tanta procura que até esgota".

No limite podiam ir para um sítio só com 50 lugares, esgotarem e dizer isso. Tudo estratégias.

Já para não falar dos bilhetes oferecidos...

Julio Carvalho

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Re: RTP Antena 3
« Responder #2733 em: Dezembro 07, 2021, 03:40:11 pm »
A Rádio Sim, mesmo no ano em que acabou,  a sua Gala esgotou com muita antecedência.
Fiz duas visitas, no dia da Rádio, no Open Day, uma no Chiado, outra nas actuais instalações da Buraca, e os velhotes que iam visitar os estúdios da Sim, eram aos magotes, viam-se autocarros vindos de vários sítios, uma autêntica loucura.

E tinham uma audiência residual, que não chegava a 1%, bem pior que a 3...












« Última modificação: Dezembro 07, 2021, 04:30:50 pm por AG »

Boxx

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Re: RTP Antena 3
« Responder #2734 em: Dezembro 07, 2021, 03:44:14 pm »
ao que dizem, os espetáculos têm estado completamente esgotados, pelo que há muita gente a querer participar no funeral.

Não são assim tantos, o Sá da Bandeira não é um Coliseu... Neste caso eles vão para a sala principal e encheram 850 lugares. Para uma rádio nacional, está à escala do que a Marktest vem dizendo.

É uma tática clássica de artistas e entertainers dizerem que "esgotaram" quando na verdade apenas escolhem e vão para salas curtas, serve tanto para imagem como para criar ao potencial interessado a ideia de "eia, tenho mesmo que ir ver isto, está com tanta procura que até esgota".

No limite podiam ir para um sítio só com 50 lugares, esgotarem e dizer isso. Tudo estratégias.

Já para não falar dos bilhetes oferecidos...

Há coisas que nem de graça...

O Bigode do Sala

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Re: RTP Antena 3
« Responder #2735 em: Dezembro 07, 2021, 07:54:09 pm »
Já que o tema da relevância da Antena 3 ser tão recorrente neste amável fórum, deixo aqui uma recordação que o algoritmo do YouTube me brindou.

https://youtu.be/FyGUg9u_psU

Em 2011 era possível trazer uma banda «semi-mainstream» no panorama musical anglófono para dar um concerto acústico nos estúdios da 3.
Os resultados são expressivos: mais de 1 700 000 de visualizações.

Muito se tem discutido sobre o futuro da estação.
Não concordo com a visão de ser uma rádio jovem de massas, como foi o seu propósito inicial.
Se em 1994, conseguiram uma grande equipa agregando os jovens que saíram da recém-defunta RDP-Rádio Comercial com a dreamteam da NRJ, hoje tal agregação de estrelas seria mais difícil. Para além de que, na minha opinião, a principal razão é que há 27 anos não existia nenhuma rádio nacional dita jovem.
Existiam sim, nos grandes centros urbanos a NRJ Rádio Energia, a Nova Era no Grande Porto e a Cidade em Lisboa, deixando órfãos os jovens portugueses do Interior do país.
Hoje em dia esse cenário não se verifica, com uma cobertura eficaz da Cidade FM em grande parte do território continental e a expansão da Mega Hits com a ocupação do parque emissor da malgorada Rádio SIM.

Na minha óptica, o vídeo que aqui deixo é um bom tónico para o que deveria ser a Antena 3.

Uma verdadeira «Alternativa Pop»!
Uma rádio que temperasse bem o popular de qualidade com o melhor da música alternativa.
Que, tal como no passado, estivesse sempre em busca de novas bandas/artistas nacionais.
Sem amiguismos ou elitismos.
Que fosse uma academia de novos comunicadores, renovando a equipa existente, deixando alguns históricos de qualidade como o Alvim, o Calado, o Álvaro Costa, o Henrique Amaro ou o Freitas como formadores.
Que fomentassem debates e fossem às escolas e universidades tomar o pulso de como é ser-se jovem nos dias hoje.
Que fosse ágil e que percebesse que a rádio hoje em dia só sobrevive com uma forte presença no digital e de que o Facebook não pode ser a principal ferramenta de divulgação (quando a há).

Os programas de autor podem e devem continuar, aos fins-de-semana, se possível em directo.
Ah, e por falar em directo, que hajam emissões de fim-de-semana e nocturnas e não meros enlatados e mal sincronizados.

Por fim, também penso que a 3 deveria ter uma redacção jornalística própria, editando jornais e tendo dois ou três repórteres na rua.

É um investimento avultado? Talvez! Mas quanto custa à RTP/TV certos apresentadores e a sucessiva aposta em produtos televisivos de fraca qualidade, sendo eles meros franchising a preço d'ouro?

Saudações bigodeanas!

Enviado do meu Redmi Note 9 Pro através do Tapatalk

«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

pdnf

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Re: RTP Antena 3
« Responder #2736 em: Dezembro 08, 2021, 01:25:39 am »
Já que o tema da relevância da Antena 3 ser tão recorrente neste amável fórum, deixo aqui uma recordação que o algoritmo do YouTube me brindou.

https://youtu.be/FyGUg9u_psU

Em 2011 era possível trazer uma banda «semi-mainstream» no panorama musical anglófono para dar um concerto acústico nos estúdios da 3.
Os resultados são expressivos: mais de 1 700 000 de visualizações.

Muito se tem discutido sobre o futuro da estação.
Não concordo com a visão de ser uma rádio jovem de massas, como foi o seu propósito inicial.
Se em 1994, conseguiram uma grande equipa agregando os jovens que saíram da recém-defunta RDP-Rádio Comercial com a dreamteam da NRJ, hoje tal agregação de estrelas seria mais difícil. Para além de que, na minha opinião, a principal razão é que há 27 anos não existia nenhuma rádio nacional dita jovem.
Existiam sim, nos grandes centros urbanos a NRJ Rádio Energia, a Nova Era no Grande Porto e a Cidade em Lisboa, deixando órfãos os jovens portugueses do Interior do país.
Hoje em dia esse cenário não se verifica, com uma cobertura eficaz da Cidade FM em grande parte do território continental e a expansão da Mega Hits com a ocupação do parque emissor da malgorada Rádio SIM.

Na minha óptica, o vídeo que aqui deixo é um bom tónico para o que deveria ser a Antena 3.

Uma verdadeira «Alternativa Pop»!
Uma rádio que temperasse bem o popular de qualidade com o melhor da música alternativa.
Que, tal como no passado, estivesse sempre em busca de novas bandas/artistas nacionais.
Sem amiguismos ou elitismos.
Que fosse uma academia de novos comunicadores, renovando a equipa existente, deixando alguns históricos de qualidade como o Alvim, o Calado, o Álvaro Costa, o Henrique Amaro ou o Freitas como formadores.
Que fomentassem debates e fossem às escolas e universidades tomar o pulso de como é ser-se jovem nos dias hoje.
Que fosse ágil e que percebesse que a rádio hoje em dia só sobrevive com uma forte presença no digital e de que o Facebook não pode ser a principal ferramenta de divulgação (quando a há).

Os programas de autor podem e devem continuar, aos fins-de-semana, se possível em directo.
Ah, e por falar em directo, que hajam emissões de fim-de-semana e nocturnas e não meros enlatados e mal sincronizados.

Por fim, também penso que a 3 deveria ter uma redacção jornalística própria, editando jornais e tendo dois ou três repórteres na rua.

É um investimento avultado? Talvez! Mas quanto custa à RTP/TV certos apresentadores e a sucessiva aposta em produtos televisivos de fraca qualidade, sendo eles meros franchising a preço d'ouro?

Saudações bigodeanas!

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Concordo parcialmente com o que referes Bigodes. Numa coisa estamos todos de acordo: a Antena 3 pior do que o que está não fica. Neste momento o que é não é nada.
Uma rádio jovem não tem de ser uma cópia em serviço público da MegaHits ou da Cidade FM, ou seja de programas de "palhaçada" e música a metro. Pelo contrário, pode ser e fazer muito mais, reaproximando verdadeiramente os ouvintes que se pretende alcançar da rádio. Dando mais tempo a palavra de qualidade e passando o que é comercial e o que não o é, mas que tem potencial para ser e a quem o serviço público tem obrigação de deitar a mão. Desbloqueando-se os problemas que elenquei no tópico da irmã mais velha, a propósito da nova provedora, ou seja, havendo mais dinheiro, a Antena 3 poderia verdadeiramente vir a tornar-se na grande rádio jovem popular e nacional. Tem uma rede nacional de emissores, que convém não esquecer, foi atribuída com esse propósito, não o de ser uma rádio alternativa e elitista. Permite-me discordar, mas a Cidade FM e a MegaHits não têm de todo uma cobertura que seja aceitável. É o que se pode arranjar, mas longe de ser aceitável, basta ver os problemas que ambas as rádios apresentam na cidade do Porto e arredores, a segunda maior do país e onde estão imensos jovens potenciais ouvintes. A Antena 3 não padece desse problema. Para além disso, tudo somado, da rádio a muitas outras coisas bem mais impactantes, o desinvestimento que se tem feito no interior, que assumimos que é para os velhos, levam a que a desertificação do mesmo seja cada vez maior. E não sabemos se com a pandemia essa tendência não se virá a inverter. Portanto, uma rede nacional para uma rádio deste tipo seria mais que justificada.

Havendo dinheiro a RTP conseguiria montar um projeto ganhador no horizonte de um ano. Como? Lembro sempre o exemplo da SIC nos anos 90, os jovens de 20/30 que puseram no ar a primeira TV privada em Portugal, um projeto ganhador. Temos imenso talento na rádio portuguesa, under 35, dreams teams desta época.
Primeiramente, terias de encostar para funções diretivas, comunicaão, etc. ou outras Antenas, ou mesmo para o desemprego tudo o que seja 40 para cima. O target fala para o target isso é óbvio.
Posteriormente, secando a concorrência/olhando para dentro de portas. De repente, só vejo com potencial no grupo a Joana Perez e a Andreia Rocha da Internacional que também está ali escondida e não é de todo má. Mas na Concorrência não faltariam nomes que aliciados para um projeto novo, diferenciador, com liberdade e autonomia dariam o salto. Masculinos: Ricardo Lomar, Diogo Pires, Alexandre Guimarães e o Simões. Femininos: Catarina Palma, Teresa Oliveira, Inês Nogueira, Inês Silva, Laura Ferreira, Débora Zenha, Filipa Galrão, João Paulo Sousa. Nem precisavas de dar um tiro no porta aviões estilo Mafalda Castro. Aí era quase sucesso instantâneo. Tens quase um cardápio, até podias ter animadores com créditos firmados no Porto, sem quaisquer problemas.
A partir daqui, caminho lado a lado contigo nas propostas.
Tudo isto aliado com um marketing extremamente agressivo, nas redes sociais, no traseiro dos autocarros, outdores, associações académicas, influencers era uma mina para fazer o projeto disparar no momento. Com uma rádio próxima das pessoas, feita nas Escolas, na Universidade, em espaços de animação noturna, no Metro e nas principais ruas, nos espetáculos, no desporto, com ideias disruptivas, como envolver o ouvinte através de participação em grupos de estudo e de apoio à preparação de programas temáticos de tempos a tempos, tudo em direto com muita iteração, umas boas galas de prémios com artistas internacionais, muita entrevista a ilustres e menos, muito na senda deste projeto da Diana Duarte, jornais editados por uma redação também jovem e desempoeirada na forma de comunicar, com um programa de estágios de elevada qualidade, tudo isto custa dinheiro, mas continuo a dizer, é para isto que serve a CAV e o Orçamento do Estado.
Na música, esta rádio poderia tornar-se uma verdadeira plataforma de lançamento do bom alternativo em comercial, nomeadamente aproveitando os países da CPLP e, sendo mais ambicioso, também o Brasil, mas também não descurando o olho da Europa e particularmente Espanha, onde acho que não promovemos a nossa música tão bem quanto eles fazem comnosco.
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Atento

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Re: RTP Antena 3
« Responder #2737 em: Dezembro 08, 2021, 03:04:36 am »
Já que o tema da relevância da Antena 3 ser tão recorrente neste amável fórum, deixo aqui uma recordação que o algoritmo do YouTube me brindou.

https://youtu.be/FyGUg9u_psU

Em 2011 era possível trazer uma banda «semi-mainstream» no panorama musical anglófono para dar um concerto acústico nos estúdios da 3.
Os resultados são expressivos: mais de 1 700 000 de visualizações.

Muito se tem discutido sobre o futuro da estação.
Não concordo com a visão de ser uma rádio jovem de massas, como foi o seu propósito inicial.
Se em 1994, conseguiram uma grande equipa agregando os jovens que saíram da recém-defunta RDP-Rádio Comercial com a dreamteam da NRJ, hoje tal agregação de estrelas seria mais difícil. Para além de que, na minha opinião, a principal razão é que há 27 anos não existia nenhuma rádio nacional dita jovem.
Existiam sim, nos grandes centros urbanos a NRJ Rádio Energia, a Nova Era no Grande Porto e a Cidade em Lisboa, deixando órfãos os jovens portugueses do Interior do país.
Hoje em dia esse cenário não se verifica, com uma cobertura eficaz da Cidade FM em grande parte do território continental e a expansão da Mega Hits com a ocupação do parque emissor da malgorada Rádio SIM.

Na minha óptica, o vídeo que aqui deixo é um bom tónico para o que deveria ser a Antena 3.

Uma verdadeira «Alternativa Pop»!
Uma rádio que temperasse bem o popular de qualidade com o melhor da música alternativa.
Que, tal como no passado, estivesse sempre em busca de novas bandas/artistas nacionais.
Sem amiguismos ou elitismos.
Que fosse uma academia de novos comunicadores, renovando a equipa existente, deixando alguns históricos de qualidade como o Alvim, o Calado, o Álvaro Costa, o Henrique Amaro ou o Freitas como formadores.
Que fomentassem debates e fossem às escolas e universidades tomar o pulso de como é ser-se jovem nos dias hoje.
Que fosse ágil e que percebesse que a rádio hoje em dia só sobrevive com uma forte presença no digital e de que o Facebook não pode ser a principal ferramenta de divulgação (quando a há).

Os programas de autor podem e devem continuar, aos fins-de-semana, se possível em directo.
Ah, e por falar em directo, que hajam emissões de fim-de-semana e nocturnas e não meros enlatados e mal sincronizados.

Por fim, também penso que a 3 deveria ter uma redacção jornalística própria, editando jornais e tendo dois ou três repórteres na rua.

É um investimento avultado? Talvez! Mas quanto custa à RTP/TV certos apresentadores e a sucessiva aposta em produtos televisivos de fraca qualidade, sendo eles meros franchising a preço d'ouro?

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Concordo parcialmente com o que referes Bigodes. Numa coisa estamos todos de acordo: a Antena 3 pior do que o que está não fica. Neste momento o que é não é nada.
Uma rádio jovem não tem de ser uma cópia em serviço público da MegaHits ou da Cidade FM, ou seja de programas de "palhaçada" e música a metro. Pelo contrário, pode ser e fazer muito mais, reaproximando verdadeiramente os ouvintes que se pretende alcançar da rádio. Dando mais tempo a palavra de qualidade e passando o que é comercial e o que não o é, mas que tem potencial para ser e a quem o serviço público tem obrigação de deitar a mão. Desbloqueando-se os problemas que elenquei no tópico da irmã mais velha, a propósito da nova provedora, ou seja, havendo mais dinheiro, a Antena 3 poderia verdadeiramente vir a tornar-se na grande rádio jovem popular e nacional. Tem uma rede nacional de emissores, que convém não esquecer, foi atribuída com esse propósito, não o de ser uma rádio alternativa e elitista. Permite-me discordar, mas a Cidade FM e a MegaHits não têm de todo uma cobertura que seja aceitável. É o que se pode arranjar, mas longe de ser aceitável, basta ver os problemas que ambas as rádios apresentam na cidade do Porto e arredores, a segunda maior do país e onde estão imensos jovens potenciais ouvintes. A Antena 3 não padece desse problema. Para além disso, tudo somado, da rádio a muitas outras coisas bem mais impactantes, o desinvestimento que se tem feito no interior, que assumimos que é para os velhos, levam a que a desertificação do mesmo seja cada vez maior. E não sabemos se com a pandemia essa tendência não se virá a inverter. Portanto, uma rede nacional para uma rádio deste tipo seria mais que justificada.

Havendo dinheiro a RTP conseguiria montar um projeto ganhador no horizonte de um ano. Como? Lembro sempre o exemplo da SIC nos anos 90, os jovens de 20/30 que puseram no ar a primeira TV privada em Portugal, um projeto ganhador. Temos imenso talento na rádio portuguesa, under 35, dreams teams desta época.
Primeiramente, terias de encostar para funções diretivas, comunicaão, etc. ou outras Antenas, ou mesmo para o desemprego tudo o que seja 40 para cima. O target fala para o target isso é óbvio.
Posteriormente, secando a concorrência/olhando para dentro de portas. De repente, só vejo com potencial no grupo a Joana Perez e a Andreia Rocha da Internacional que também está ali escondida e não é de todo má. Mas na Concorrência não faltariam nomes que aliciados para um projeto novo, diferenciador, com liberdade e autonomia dariam o salto. Masculinos: Ricardo Lomar, Diogo Pires, Alexandre Guimarães e o Simões. Femininos: Catarina Palma, Teresa Oliveira, Inês Nogueira, Inês Silva, Laura Ferreira, Débora Zenha, Filipa Galrão, João Paulo Sousa. Nem precisavas de dar um tiro no porta aviões estilo Mafalda Castro. Aí era quase sucesso instantâneo. Tens quase um cardápio, até podias ter animadores com créditos firmados no Porto, sem quaisquer problemas.
A partir daqui, caminho lado a lado contigo nas propostas.
Tudo isto aliado com um marketing extremamente agressivo, nas redes sociais, no traseiro dos autocarros, outdores, associações académicas, influencers era uma mina para fazer o projeto disparar no momento. Com uma rádio próxima das pessoas, feita nas Escolas, na Universidade, em espaços de animação noturna, no Metro e nas principais ruas, nos espetáculos, no desporto, com ideias disruptivas, como envolver o ouvinte através de participação em grupos de estudo e de apoio à preparação de programas temáticos de tempos a tempos, tudo em direto com muita iteração, umas boas galas de prémios com artistas internacionais, muita entrevista a ilustres e menos, muito na senda deste projeto da Diana Duarte, jornais editados por uma redação também jovem e desempoeirada na forma de comunicar, com um programa de estágios de elevada qualidade, tudo isto custa dinheiro, mas continuo a dizer, é para isto que serve a CAV e o Orçamento do Estado.
Na música, esta rádio poderia tornar-se uma verdadeira plataforma de lançamento do bom alternativo em comercial, nomeadamente aproveitando os países da CPLP e, sendo mais ambicioso, também o Brasil, mas também não descurando o olho da Europa e particularmente Espanha, onde acho que não promovemos a nossa música tão bem quanto eles fazem comnosco.

Apesar de tudo o dinheiro não é o problema central...

O Bigode do Sala

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Re: RTP Antena 3
« Responder #2738 em: Dezembro 08, 2021, 09:33:13 am »
Já que o tema da relevância da Antena 3 ser tão recorrente neste amável fórum, deixo aqui uma recordação que o algoritmo do YouTube me brindou.

https://youtu.be/FyGUg9u_psU

Em 2011 era possível trazer uma banda «semi-mainstream» no panorama musical anglófono para dar um concerto acústico nos estúdios da 3.
Os resultados são expressivos: mais de 1 700 000 de visualizações.

Muito se tem discutido sobre o futuro da estação.
Não concordo com a visão de ser uma rádio jovem de massas, como foi o seu propósito inicial.
Se em 1994, conseguiram uma grande equipa agregando os jovens que saíram da recém-defunta RDP-Rádio Comercial com a dreamteam da NRJ, hoje tal agregação de estrelas seria mais difícil. Para além de que, na minha opinião, a principal razão é que há 27 anos não existia nenhuma rádio nacional dita jovem.
Existiam sim, nos grandes centros urbanos a NRJ Rádio Energia, a Nova Era no Grande Porto e a Cidade em Lisboa, deixando órfãos os jovens portugueses do Interior do país.
Hoje em dia esse cenário não se verifica, com uma cobertura eficaz da Cidade FM em grande parte do território continental e a expansão da Mega Hits com a ocupação do parque emissor da malgorada Rádio SIM.

Na minha óptica, o vídeo que aqui deixo é um bom tónico para o que deveria ser a Antena 3.

Uma verdadeira «Alternativa Pop»!
Uma rádio que temperasse bem o popular de qualidade com o melhor da música alternativa.
Que, tal como no passado, estivesse sempre em busca de novas bandas/artistas nacionais.
Sem amiguismos ou elitismos.
Que fosse uma academia de novos comunicadores, renovando a equipa existente, deixando alguns históricos de qualidade como o Alvim, o Calado, o Álvaro Costa, o Henrique Amaro ou o Freitas como formadores.
Que fomentassem debates e fossem às escolas e universidades tomar o pulso de como é ser-se jovem nos dias hoje.
Que fosse ágil e que percebesse que a rádio hoje em dia só sobrevive com uma forte presença no digital e de que o Facebook não pode ser a principal ferramenta de divulgação (quando a há).

Os programas de autor podem e devem continuar, aos fins-de-semana, se possível em directo.
Ah, e por falar em directo, que hajam emissões de fim-de-semana e nocturnas e não meros enlatados e mal sincronizados.

Por fim, também penso que a 3 deveria ter uma redacção jornalística própria, editando jornais e tendo dois ou três repórteres na rua.

É um investimento avultado? Talvez! Mas quanto custa à RTP/TV certos apresentadores e a sucessiva aposta em produtos televisivos de fraca qualidade, sendo eles meros franchising a preço d'ouro?

Saudações bigodeanas!

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Concordo parcialmente com o que referes Bigodes. Numa coisa estamos todos de acordo: a Antena 3 pior do que o que está não fica. Neste momento o que é não é nada.
Uma rádio jovem não tem de ser uma cópia em serviço público da MegaHits ou da Cidade FM, ou seja de programas de "palhaçada" e música a metro. Pelo contrário, pode ser e fazer muito mais, reaproximando verdadeiramente os ouvintes que se pretende alcançar da rádio. Dando mais tempo a palavra de qualidade e passando o que é comercial e o que não o é, mas que tem potencial para ser e a quem o serviço público tem obrigação de deitar a mão. Desbloqueando-se os problemas que elenquei no tópico da irmã mais velha, a propósito da nova provedora, ou seja, havendo mais dinheiro, a Antena 3 poderia verdadeiramente vir a tornar-se na grande rádio jovem popular e nacional. Tem uma rede nacional de emissores, que convém não esquecer, foi atribuída com esse propósito, não o de ser uma rádio alternativa e elitista. Permite-me discordar, mas a Cidade FM e a MegaHits não têm de todo uma cobertura que seja aceitável. É o que se pode arranjar, mas longe de ser aceitável, basta ver os problemas que ambas as rádios apresentam na cidade do Porto e arredores, a segunda maior do país e onde estão imensos jovens potenciais ouvintes. A Antena 3 não padece desse problema. Para além disso, tudo somado, da rádio a muitas outras coisas bem mais impactantes, o desinvestimento que se tem feito no interior, que assumimos que é para os velhos, levam a que a desertificação do mesmo seja cada vez maior. E não sabemos se com a pandemia essa tendência não se virá a inverter. Portanto, uma rede nacional para uma rádio deste tipo seria mais que justificada.

Havendo dinheiro a RTP conseguiria montar um projeto ganhador no horizonte de um ano. Como? Lembro sempre o exemplo da SIC nos anos 90, os jovens de 20/30 que puseram no ar a primeira TV privada em Portugal, um projeto ganhador. Temos imenso talento na rádio portuguesa, under 35, dreams teams desta época.
Primeiramente, terias de encostar para funções diretivas, comunicaão, etc. ou outras Antenas, ou mesmo para o desemprego tudo o que seja 40 para cima. O target fala para o target isso é óbvio.
Posteriormente, secando a concorrência/olhando para dentro de portas. De repente, só vejo com potencial no grupo a Joana Perez e a Andreia Rocha da Internacional que também está ali escondida e não é de todo má. Mas na Concorrência não faltariam nomes que aliciados para um projeto novo, diferenciador, com liberdade e autonomia dariam o salto. Masculinos: Ricardo Lomar, Diogo Pires, Alexandre Guimarães e o Simões. Femininos: Catarina Palma, Teresa Oliveira, Inês Nogueira, Inês Silva, Laura Ferreira, Débora Zenha, Filipa Galrão, João Paulo Sousa. Nem precisavas de dar um tiro no porta aviões estilo Mafalda Castro. Aí era quase sucesso instantâneo. Tens quase um cardápio, até podias ter animadores com créditos firmados no Porto, sem quaisquer problemas.
A partir daqui, caminho lado a lado contigo nas propostas.
Tudo isto aliado com um marketing extremamente agressivo, nas redes sociais, no traseiro dos autocarros, outdores, associações académicas, influencers era uma mina para fazer o projeto disparar no momento. Com uma rádio próxima das pessoas, feita nas Escolas, na Universidade, em espaços de animação noturna, no Metro e nas principais ruas, nos espetáculos, no desporto, com ideias disruptivas, como envolver o ouvinte através de participação em grupos de estudo e de apoio à preparação de programas temáticos de tempos a tempos, tudo em direto com muita iteração, umas boas galas de prémios com artistas internacionais, muita entrevista a ilustres e menos, muito na senda deste projeto da Diana Duarte, jornais editados por uma redação também jovem e desempoeirada na forma de comunicar, com um programa de estágios de elevada qualidade, tudo isto custa dinheiro, mas continuo a dizer, é para isto que serve a CAV e o Orçamento do Estado.
Na música, esta rádio poderia tornar-se uma verdadeira plataforma de lançamento do bom alternativo em comercial, nomeadamente aproveitando os países da CPLP e, sendo mais ambicioso, também o Brasil, mas também não descurando o olho da Europa e particularmente Espanha, onde acho que não promovemos a nossa música tão bem quanto eles fazem comnosco.
É bom discordar.
E gostei muito de ler a tua resposta.
Basicamente, sinto que completou muito bem o meu comentário, verificando que só discordamos em 2 pontos:
- No estilo musical;
- Na rádio formadora.

Contudo, seria de longe uma excelente opção.
Mas já sabemos que quem manda na RTP nunca quererá tirar o grupo da irrelevância em prol de dar trabalho a amigos ou de beneficiar os padrinhos do sector privado.

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Agostinho da Silva

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Re: RTP Antena 3
« Responder #2739 em: Dezembro 09, 2021, 01:30:55 am »
O Disco Disse... programa fantástico, hoje sobre os Silk Sonic. Como é que um programa destes passa neste horário? Não se compreende!
Para durante o dia andarem a passar playlist...  >:( >:(
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

radiokilledtheMTVstar

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  • "Quintão e Costa, a dupla que o povo gosta!"
Re: RTP Antena 3
« Responder #2740 em: Dezembro 09, 2021, 10:11:38 pm »
O Disco Disse... programa fantástico, hoje sobre os Silk Sonic. Como é que um programa destes passa neste horário? Não se compreende!
Para durante o dia andarem a passar playlist...  >:( >:(

Em 2015 o programa era repetido aos domingos entre as 17h e 19h, mas provavelmente retiraram-no uma vez que muitas vezes andavam por discos experimentais.
Lembro-me disto porque foi aí que "colei" no Malibu, o genial 2º disco do Anderson.Paak que lá está, faz agora parte dos Silk Sonic.
« Última modificação: Dezembro 09, 2021, 10:20:04 pm por radiokilledtheMTVstar »

radiokilledtheMTVstar

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Re: RTP Antena 3
« Responder #2741 em: Dezembro 10, 2021, 06:58:45 pm »
E é oficial: a Antena 1 (!) é a única rádio presente no Comic Con numa edição onde a RTP aposta forte na promoção das suas plataformas RTP Play e Arena. Apenas o Alvim lá vai fazer a sua Prova Oral 1 horita por decisão própria.
Enquanto isso nas Manhãs da 3 fala-se de bolachas dos anos 70...

Público-alvo é mesmo uma palavra que não existe na RTP.
« Última modificação: Dezembro 10, 2021, 07:14:22 pm por radiokilledtheMTVstar »

pdnf

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Re: RTP Antena 3
« Responder #2742 em: Dezembro 10, 2021, 07:08:24 pm »
E é oficial: a Antena 1 é a única rádio presente no Comic Con numa edição onde a RTP Play aposta forte na promoção das suas plataformas RTP Play e Arena.
Enquanto isso nas Manhãs da 3 fala-se de bolachas dos anos 70... Público-alvo é uma palavra que não existe na RTP.

Hoje de tarde estive a ouvir o Luís Oliveira algum tempo. O gajo para mim que tenho 30 entra. Mas para um miúdo de 20... manda-o dar uma volta! Enfim... é uma rádio deles, para eles!
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

O Bigode do Sala

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Re: RTP Antena 3
« Responder #2743 em: Dezembro 13, 2021, 06:43:49 pm »
Será que o Pedro Má Fama passaria no «Supremo Tribunal do Azeite»?

Saudações bigodeanas!

Enviado do meu Redmi Note 9 Pro através do Tapatalk

«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

pdnf

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Re: RTP Antena 3
« Responder #2744 em: Dezembro 13, 2021, 06:48:52 pm »
Será que o Pedro Má Fama passaria no «Supremo Tribunal do Azeite»?

Saudações bigodeanas!

Enviado do meu Redmi Note 9 Pro através do Tapatalk

Até ia publicar lá mas fica aqui. Ouvi-o hoje no Observador...  >:( >:(
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.