Queria tudo e o seu contrário...
Relvas queria entregar o canal 1 aos angolanos.
Na Antena 2 não há muito por onde mexer...
A Antena 3 é a cara do CanalQ...
Na Antena 1 não mexeu, porque Rui Pêgo foi uma força de bloqueio...
Agora sem RP , haverá alguém a aterrar na1 provavelmente da órbita do CanalQ/Poiares Maduro (é comentador residente da RTP e sempre que há algo a comentar ele aparece nos vários canais...também tem via verde na 3 via Alvim).
O gruoo RTP, os privados, a TDT (fraquinha), as plataformas de TV, os partidos polÃticos, governos, etc. davam um estudo denso...para percebermos certas cumplicidades e interesses.
Privatizar a Antena 1 é só um disparate. Apoiei aquele Governo, que acho que foi dos melhores que Portugal teve, mas nunca gramei a pastilha Relvas, e essa ideia dele de privatizar a Antena 1 e a CGD era só um absurdo.
Quanto à Antena 3, não vejo necessidade de privatização, mas sim de um projeto regenerador, nos antÃpodas do atual, talvez mais próximo de um registo Mega/RFM (Cidade/Comercial), mas impondo qualidade musical, e indo buscar novos talentos e registos. Ou então, tornar a 3 numa rádio sénior muito boa, num projeto ainda melhor que a SIM.
No que respeita à 2, já aqui defendi uma solução de parceria público privada, para um projeto que conjugasse a atual Antena 2, com um registo similar ao da Smooth FM. Mas a propriedade seria sempre pública e o negócio...bom, tinha de ser à prova de bala para o erário público.
Relativamente à rádio, o plano passava só por privatizar a Antena 3. 1 e 2 ficariam como estão.
Antes ou depois dessa ideia, Relvas e o malogrado administrador da RTP proveniente da central de cervejas queriam-na transformar numa rádio só de música portuguesa, onde caberia quase tudo. Talvez tipo Festival, mas só com música portuguesa.
No entretanto, surgiu "Relvas vai estudar"...sai do governo...entra Poiares Maduro...a RTP ganha a Liga dos Campeões...por pressões várias a administração é perseguida...cria-se o CGI...amputa-se a RTP, mantendo-a dentro de determinadas balizas, convocando para isso o chavão "serviço público"...cai a administração liderada por Alberto da Ponte...
O CGI escolhe Gonçalo Reis que, por sua vez, escolhe o homem do CanalQ que ao longo dos anos vinha dissertanto o que o grupo RTP deveria fazer, indo, basicamente, ao encontro dos seus interesses e gostos pessoais...
Reis escolhe ainda, com a concordância do Ministério das Finanças, Cristina Vaz Tomé...
Terminada a governação de três anos à frente da RTP, só Gonçalo Reis fica na RTP...
NAS salta fora por evidentes incompatibilidades, de acordo com o CGI...Fica a andar por aÃ, na sombra...até que Costa o chama para Secretário de Estado...
Cristina Vaz Tomé salta quase de imediato para o grupo Impresa/SIC...
Segundo mandato, Reis escolhe Hugo Figueiredo, que esteve,
por exemplo , na NOS...
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O grupo RTP tem sido castrado, amputado, para deixar os privados satisfeitos e para estes serem benevolentes com o poder, sem grande jornalismo de investigação...
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A ideia inicial do governo de Cavaco era ter a RTP forte a concorrer com a SIC, sendo a 4 um canal de pequena média/dimensão, controlado pela Igreja.
Na rádio a RDP a concorrer com o grupo RR...
A Comercial é vendida, porque estava tudo a cair de podre: edifÃcio e o parque de emissores era uma verdadeira sucata.
Mesmo assim a operação rendeu um milhão de contos.
Curiosamente foi o genro de Cavaco que ressuscitou em 1997/1998 a Comercial...a tal rádio rock...
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