Ouçam a NPO 3FM e percebam o que deve ser o serviço público de radiodifusão virado para os mais jovens (em idade e em espÃrito). Isto é basicamente uma fórmula aproximada à que esteve na génese da nossa Antena 3.
A lÃngua é complicada, mas dá para perceber os mÃnimos e entender o dinamismo que imprimem à emissão, assim como o cuidado nas escolhas musicais.
Por acaso já acompanho a NPO 3FM desde que fiquei a conhecer o Serious Request que deu origem ao Toca a Todos (nessa altura era a 3ª rádio mais ouvida da Holanda, mesmo sendo uma mistura muita música alternativa e alguma música mainstream) e também estão a atingir os piores resultados da sua história, mas neste caso era um pouco inevitável uma vez que tiveram a saÃda das suas principais figuras em catadupa a partir de 2015/16 e a estratégia da NPO foi rejuvenescer a Radio 2 (uma espécie de BBC Radio 2) com muitos deles.
Mas concordo, imprimem muito dinamismo pelo pouco que também entendo de holandês.
Sinceramente esta fase da Antena 3 faz me mais lembrar a fase final da Le Mouv em França. Quando estive por lá parecia-me uma rádio extremamente parecida com a Antena 3 pré-2015 e fiquei curioso ao ver depois que tinha audiências baixÃssimas.
Para além de ter a concorrência de rádios como a Oui FM (rádio rock) e a Radio Nova (nem a propósito, muito semelhante à nossa) a nÃvel nacional e que foram fundadas antes desta, o relatórios da Radio France foram falando para além da instabilidade total da grelha desde 2010 numa tentativa falhada em fazer uma nova France Inter (a nossa Antena 1) para um público ligeiramente mais jovem.
Nos seus últimos tempos a equipa da Le Mouv ainda esteve um mês em greve total com música a metro (que curiosamente coincidiu com os ataques ao Charlie Hebdo). Não quiseram mudar minimamente... tiveram este desfecho, e a Radio France nem quis mais saber de uma rádio alternativa e partiu logo para a Mouv', uma rádio de hip-hop e urban super comercial.
Esta 3 parece cada vez mais uma mistura mal feita entre Antena 1 e 2 do que uma rádio com identidade própria. É isto que os senhores da direcção querem?