Note-se que, legalmente, a Antena 3 não pode liderar no grupo público, caso contrário passa a ter legalmente a obrigação de uma quota de música portuguesa muito elevada, não me recorda de momento se 60% ou 80%.
Isso já aconteceu na década de 90 e levou a aberrações de playlist extremamente questionáveis com essa exigência, contratualmente prevista, e à qual a RTP não pode fugir. Até Delfins lá passaram. Numa rádio jovem, reforce-se.
Portanto, atenção ao que se deseja. Não se pode querer tudo e o seu contrário. Não se pode querer que a Antena 3 lidere no grupo, como tenho lido por aqui, mantendo um nÃvel de qualidade de uma certa maneira, porque não há produção portuguesa em quantidade suficiente para dar conta do recado de uma percentagem massiva (essa parte da lei é cega) para o perfil de rádio jovem em vigor desde a inauguração. Por outro lado, se entra demasiado para o mainstream, tem inúmeras concorrentes na área. E tem ainda que assegurar serviço publico. Não é muito fácil.
É desejável que a Antena 3 se reforce *com* a Antena 1. Ambas, em simultâneo.
Isto sendo dito, é relevante que a estação procure um novo posicionamento de serviço público, avaliando pelo nÃvel de audiências residual, porque este não está a ser definitivamente aceite. Além disso tem imensa concorrência, neste momento, nos principais centros urbanos... só em Lisboa vão Radar, SBSR, Vodafone e Rádio Observador (não é um engano estar aqui, se ouvirem a playlist...); em Coimbra tem RUC e Vodafone; no Norte tem RUM, SBSR, Vodafone e Observador...
E não é fora de 60% da população que mais pode ouvir a estação que se torna relevante.