Julgo que no momento actual o ponto 4 assume maior relevância do que os anteriores.
“Booxâ€, não concordo com essa abordagem ao problema: “os ouvintes de rádio em Portugal são medÃocres e só têm capacidade para consumir lixo radiofónicoâ€. Essa é a perspetiva de quem pretende desviar o foco da questão do essencial para o acessório. Os ouvintes portugueses são tão medÃocres como os dos outros paÃses, o que se passa é que foram habituados a ouvir rádio medÃocre.
A meu ver a questão deve colocar-se nestes termos: “existem em Portugal produtos radiofónicos orientados ao modus vivendi do cidadão médio e respetivos interesses culturais, contribuindo, ainda, para aumentar os seus horizontes culturais, portanto, a capacidade de discernimento crÃtico, interessando, por esse facto, também aos cidadãos com gostos mais exigentes?†Resposta: não.
Não há este modelo de rádio em Portugal, portanto para a maioria a rádio não passa de um produto descartável que se ouve com pouco entusiasmo.
Uma parte significativa da responsabilidade pelo atual estado da rádio também passa pela RTP, incapaz de produzir estações que se entrosem com o modo de vida dos cidadãos, produtos modernos feitos com ambição, inovação e entrega. Antes, produz rádios pouco apelativas, apáticas e que não dizem quase nada às pessoas.
O caro “Atentoâ€, ligado ao grupo (no presente ou no passado), “assobia para o ladoâ€, “sacode a água do capote†e, pelo que escreve, parece que só os outros operadores têm problemas. Acontece que também a RTP não consegue adaptar-se aos tempos, tendo dificuldade em ir ao encontro das expetativas dos ouvintes de hoje. A RTP não consegue afirmar a sua marca na sociedade, nem tem uma escola que passe de geração em geração, com a qual os ouvintes de diferentes faixas etárias se identifiquem. Conhecem alguma estação do grupo RTP que se aproxime dos 10% de audiência (para não referir números mais ambiciosos)? Isso quer dizer alguma coisa…
Avizinha-se um aumento da taxa audiovisual, de resto tudo vai continuar na mesma. Temos de nos conformar, neste paÃs, com um mini-serviço público de radiodifusão, dali não se espera muito mais…
João_S, não discordo da sua abordagem. Se verificar os meus escritos, encontrará chamadas de atenção similares.
Um erro dramático que alguns responsaida RTP cometem é o seguinte: as audiências não interessam... A partir daà pode gerar-se uma dinâmica pouco ambiciosa que passa simplesmente por cumprir o essencial...
A antena1 não envergonhao grupo rtp e nenhuma das suas concorrentes (tsf e rr) faz melhor.
A antena2 não tem concorrência... Por isso, há um certo acomodamento ao estabelecido há alguns anos...
A antena3 está numa encruzilhada que, como diz a provedora do ouvinte, Paula Cordeiro, precisa de "um golpe de asa".
E as privadas?
Nada...Comercial, Mega, Cidade, RFM, M80 privilegiam a música a metro...
E as concorrentes?
A TSF está em degradação... A TSF de hoje regrediu face à TSFde há 10,15 anos...
A RR estava transformada numa imbecilidade inegável, permanecendo a informação como um produto aceitável...
Veremos como será a RRdaqui a 8 dias.