O que será o bom humor, bem conseguido, senão o aproveitamento, de forma inteligente e bem desenvolvida, dos estereótipos, preconceitos, manias, vÃcios e tradições da sociedade e, em particular, das figuras públicas (polÃticos, desportistas etc.) e das instituições (governo, partidos polÃticos, clubes de futebol, Igreja etc.)? Dentro dos limites éticos e profissionais em que se insere a actividade na rádio, considero tratar-se de uma situação perfeitamente normal e aceitável caricaturar um determinado polÃtico ou, a um nÃvel mais global, um partido de direita ou de esquerda, um dirigente de um clube de futebol, ou qualquer outra figura pública. O humor não procura a verdade e exactidão jornalÃstica, preferindo concentrar-se no escárnio, com o objectivo de entreter o público. O humor incomoda? A resposta será, indubitavelmente, positiva. Ridendo castigat mores. Deixem o Bruno Nogueira trabalhar na Antena 3 - continua a ser bem melhor que o Nilton na RFM e outros formatos bacocos de humor medÃocre.