Creio que, para além das imensas qualidades do Alvim e da sua equipa, o segredo para a longevidade da Prova Oral está no facto de ser emitida na Antena 3.
Não está sujeita a estudos exaustivos de audiência, a pedidos externos para a escolha de determinados convidados, bem como a interrupções de emissão para se passar mais música a metro.
Honra seja feita ao Nuno Reis, a Prova Oral e o Alvim gozam de uma liberdade que hoje em dia é muito difícil de se verificar em rádios do sector privado.
Tem que ser aqui que o serviço público também tem que fazer a diferença. E no caso da Prova Oral, diferença não é sinal de indiferença!
A migração para a Antena 1 poderá ser algo inevitável, mas para que isso aconteça tem que haver a natural renovação de público no principal canal de radiodifusão do Estado.
Não estou a conseguir, para já, escutar um programa leve que aborde temas como «o sexo» na Antena 1.
Talvez quando a minha geração chegar aos 40, a Prova Oral aos 30 e o Alvim aos 60 anos.
Sobre o facto de se querer uma Antena 3 jovem... escusado será dizer que ao longo dos últimos anos, aqui neste fórum, advoguei essa ideia com bastante veemência.
Contudo, até a BBC Radio 1 tem veteranos em antena, sem perder o seu propósito: uma rádio ecléctica, maioritariamente vocacionada para os jovens.
Se é fácil alguns veteranos se enquadrarem nesse perfil?
Não! Mas na Antena 3, o Alvim (e quiçá, o Álvaro Costa e o Freitas) pode perfeitamente caber nesse papel.