A 3 numa grelha com coisas tão variadas o Música Enrolada, o Ambientasons, o M ou o Bons Rapazes diário e sem playlist ao fim de semana(!) andava a roçar os 3% o que para uma rádio alternativa num paÃs como Portugal não é nada mau. 7 ou 8% como já exigiram aqui é uma utopia.
Se não tivessem acontecido tantas pressões, ameaças e invenções, mesmo com chegada da concorrência e o afastamento natural de uma parte dos jovens, acredito que nunca iria muito abaixo dos 2,5%. Esta 3 está precisamente contra aquilo que está a dizer, AG: quanto mais se fecha a certos estilos, mais diferentes tipos de público perde. Com este estado de coisas e no mundo de hoje não faz qualquer sentido esta estratégia e mentalidade atual.
Quanto às listas penso que o nosso jornalismo musical está a ficar perigosamente igualzinho ao espanhol: ou a seguir apenas o mainstream pipoca, ou o alternativo a roçar o hipster (quanto à rádio, há a RNE Radio 3 - sem concorrência, ainda pior que por cá - e o resto), não há quase qualquer meio termo o que é doentio.
Aquela música de homenagem ao teclado dos Ermo é intragável, na minha opinião claro. Se estão ou não estão no 1º lugar do top nacional da Blitz é indiferente, a revista (que vai deixar de o ser) até anda pelas ruas da amargura. Não "como" e tolero tudo o que tentam servir por aà só porque é alternativo...
Felizmente vivemos num tempo em que podemos fazer as nossas playlists sem quaisquer tipo de preconceitos e sem as ditaduras tanto do comercial e do alternativo. Se só tivesse neste momento a rádio para tratar da minha cultura musical estava desgraçado...