Fiquei aterrorizado com os excetos do programa que li aqui. Nomeadamente a relação entre a Drª Ana Portela e a indústria pornográfica não é só má rádio...é mesmo má criação, sexismo, machismo do pior. Enfim, tudo aquilo que uma rádio pública não deveria preconizar. Por um caso menos grave a AVFM viu-se nas bocas do mundo, no dia em que isso ocorrer na 3, talvez algo mude de caminho. O Hugo está a mais nas manhãs daquela rádio, que até poderia ter potencial e fica logo minada para o resto do dia.
De resto, esta Antena 3 está velha, cheia de problemas técnicos, parece mesmo uma rádio local, ou uma rádio que já não conta. Precisa de um projeto novo e de uma remodelação total do parque de animadores, com sangue jovem, não jovens de 40. Os que são bons, devem passar para a a A1, os outros logo se vê.
Por outro lado, as rádios rock/indie/alternativas não pegam em Portugal. A3/Vodafone/SBSR valem extamente quanto? 2%. Está explicado. É inadmissÃvel gastar-se uma rede nacional para servir 1.3% dos ouvintes. E com os impostos que isso implica, que é algo de que ninguém fala. Uma coisa é a Antena 2, um produto daqueles nunca será rentável para privados e tem de existir, serve dos 15 aos 100.
Já a A3, cada vez menos se compreende a sua existência nestes moldes. Ou se assume como a verdadeira rádio jovem, e entra no mercado da Mega/Nova Era/Cidade FM, podendo incorporar alguma alternativa na playlist, nomeadamente portuguesa, ou, como está, nem é alternativa nem é pop, é nada. A playlist é simplesmente insuportável 90% do tempo. Entrar neste target ia permitir fazer uma rádio melhor do que a que se faz nos privados, com mais palavra, melhor música, mas com aquilo que mexe e faz agradar o público jovem. O serviço público também é para eles.
Outra solução, é mudar diametralmente o foco e virar-se para o público mais senior, e ser a nova SIM, que bem precisa de rádio de qualidade. Como está, é que não pode ficar.
Era interessante termos dados da quota de mercado por emissores. Desconfio que para o interior do paÃs, devem existir emissores que têm menos de uma centena de receptores ligados. Sendo certo que esta rede podia albergar projetos bem mais pertinentes.