Sendo que na Guiné opera com 5 kW e em Xai Xai (Moçambique) com 1 kW previstos.
Aliás, em Moçambique de acordo com o FMScan opera 11 (!!!!) emissores locais, quase todos com 1 kW com a exceção de Inhambane que tem 2 kW. E sim, nas principais províncias (só na Beira é que já foge um bocadinho ao centro).
Curiosamente no LinkedIn do João Vinhas aparecem mencionadas Angola e Cabo Verde e não pude confirmar qualquer uma de ambas via FMScan. Não sei se por falta de acrescento ou por não existirem mesmo.
Confirmei que em Moçambique (via INCM, congénere da ANACOM), basta solicitar licença ao organismo para ter um qualquer emissor de FM a emitir. Deduzo que as potências sejam decididas por eles também. E tendo esse país custos de vida, de energia e de pessoal inferiores aos portugueses… está bom de ver porque é que o Vinhas apostou nisto apesar do custo inicial de montar emissores.
12 emissores locais numa rádio com tão pouca publicidade ainda assim. E nas principais províncias, mas depois aqui em Portugal nem emissores fora de Amarante sabe manter com qualidade de transmissão e muito menos chegar ao Porto. O que é que está aqui a escapar?
Querem ver que o Vinhas recorre a mão de obra local para montar os emissores paga com dinheiro português e depois centraliza a emissão para gastar menos?
Terá que ver com a falta de concessão de alvarás e o “inchaço” do mercado radiofónico português em gastos, quer na técnica quer no custo dos alvarás comprados a outrem, com tudo o que isso implica? É que só pode ser essa praticamente a explicação.
E pode ser ainda uma volta adequada para criar estrutura e tentar arranjar cá também. Enfim, muitas frentes.