As televisões regionais nunca vingaram porque nunca transmitiram na TDT em sinal aberto. Em Espanha e em todos os outros países da europa as televisões regionais estão na TDT.
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A TDT tem pouca penetração de mercado em Portugal, fruto das opções que já sabemos. Grande parte da população tem acesso a tv via operadores.
Não estou assim tão certo que a TDT não tenha por onde se expandir, com o advento da Digi e das LowCost. Eu, cliente da Vodafone há mais de dez anos, estive a pontos de ir para uma Low Cost, que não oferece televisão por RF, porque a Vodafone acabou por me acompanhar o preço da Digi. Pelo menos para segundas TV's, a TDT pode ter mercado para crescer, em todo o caso, não parece ser a vontade do legislador.
Em todo o caso, que é para o que aqui importa, não tem nada que ver com a TDT, na TDT ou no cabo, os canais regionais não têm por onde vingar, e aqui, acredito que há uma diferença face à rádio, em que há mercado para rádios regionais (saliente-se que não falo de marcas), na TV não vejo que tenhamos mercado para tal, pelo menos enquanto não tivermos um país com uma verdadeira regionalização, com órgãos de Governo Regionais.
Veja-se que esta Conta Lá até começou bem: antes das autárquicas, proporcionaram debates nas TVs em cada um dos 308 municípios. Vi alguns por desporto ou por ter alguma afinidade a um dos municípios, foi um trabalho bem feito, mesmo que as audiências, imagino, tenham sido baixas. Agora, passadas as eleições, o que sobra para um canal regional, sendo certo que a informação política é um eixo fundamental? Muito pouco. Pode ser interessante ouvir um fórum Santa Marta de Penaguião, ou um fórum Redondo, da mesma forma que é engraçado ouvir um fórum Lisboa, mas, tirando Lisboa, Porto, Braga, Coimbra e Faro, que talvez tenham matéria para um programa semanal...
O resto limitamo-nos a Feira Semanal da Nazaré, às Capuchinhas do Montemuro, à Nave Voadora de Casto Marim ou aos Burros Mirandeses, programas de interesse para um total de dois gatos e três periquitos.
Quanto ao mais, depois das Autárquicas, passei por aqui uma vez, para ver uma entrevista à fundanense de Cascais, Maria Castello-Branco, e ouvi a Joana Marques a passar excertos no ED de uma entrevista à minha amiga da Linha, Maria Francisca.
Nem de propósito, abro, por engano o stream online, e esta é a primeira imagem que vejo:

Pode ser azar, mas de boas intenções... no fundo, a CL é a Cascais Line TV, e não a TV. As ideias começam bem, mas rapidamente, a solução para encher horas e horas de programação, é recorrer ao que está à mão. Além disso, o país é muito uno, em matérias de costumes.