Tem que haver financiamento local (autarquias?...) e dos próprios ouvintes (clube de ouvintes ?...) se quiserem ter rádios de cariz local que possam acompanhar os acontecimentos ao nÃvel local e ter a necessária sensibilidade para com a sociedade local.
O financiamento local já existe e chama-se "contratos de exploração de publicidade", "adjudicação direta" e semelhantes termos legais. O "clube de ouvintes"... muito dificilmente isso colheria. Especialmente em Setúbal, onde se a RJS faz um serviço mais local para públicos localmente, e historicamente, menos endinheirados (i.e. populares/rurais), a principal visada de algo assim seria mesmo era a Azul, que historicamente sempre foi direcionada a públicos mais elevados, ou assim o dizem por lá.
Uma solução interessante foi ensaiada pela Rádio Cova da Beira, do Fundão: permitir que qualquer ouvinte se tornasse cooperante colocando lá desde 5€ (5€ = 1 unidade de quota), durante um perÃodo também com o mÃnimo de 50€ (10 unidades de quota). Isso levou a que neste momento haja mais de 1 milhar (!!!) de cooperantes na estação e pode bem ter sido uma solução eficaz para limpeza de contas da mesma enriquecendo o património local.
Em Setúbal não dá para executar isso da mesma maneira porque as rádios são todas geridas pelo testa de ferro do Montez, o José Augusto Madaleno, e a figura jurÃdica não é a mesma. Além disso, a única cessão de quotas que o Montez fez até hoje (sem contar com a Grandes NotÃcias) aconteceu com o negócio com a Everything is New e muito, muito dificilmente quereria ele saber dessas duas estações que distam mais de 50kms dele para abrir a algo assim nem consta que ambas estejam assim tão mal de finanças.
A RJS tem funcionado mal do ponto de vista técnico há muitos anos. E desde que reduziram a potência para os ridÃculos 30W deixaram de conseguir sequer cobrir bem toda a cidade com o sinal em 88.6. A única explicação que vejo é no meio de tanta precariedade ainda conseguirem ganhar dinheiro com uma rádio tão mal estimada.
Em cheio.
Neste momento e depois de terem reabilitado a Azul bastava apenas fazerem o multiplex e emitirem a RJS dos mesmos dipolos e emissor, em 88.6, como tantas outras rádios o fazem. Valeria talvez o custo de um mês de receitas de publicidade por lá, talvez cerca de 3-4 mil euros ao todo.