Ninguém vai pegar nisto. Os grandes grupos e as "seitas" já não compram rádios, o resto não existe. É esta a realidade.
A seita da RECORD, até já me constou que pode estar vendedora de alvarás redundantes que comprou sem necessidade. Aliás, parece nem ter uma estratégia para a marca, caso contrário, já teria a MAIORCA, a LINEAR e a Antena Sul, a emitirem como RECORD. Penso que a estratégia deles mais recente é a que têm na Antena Minho e na Zarco, a de alugar os espaços.
Em todo o caso, mesmo a Record sendo um produto que pode ter algum potencial, para um segmento mais senior e imigrante, a verdade é que não pega, e, pela minha parte, espero bem que sejam comprados algum dia.
A seita do reino nacional do sumo de fruta, já essa pode ter interesse em chegar mais longe. Por acaso, um emissor na amadora, era capaz de lhes ser interessante. A questão é mesmo o preço, provavelmente.
Quanto aos grandes grupos, ainde precisam de ir a mercado, para tapar alguns défices, porém, este caso, não tem mesmo interesse para nada. A Renascença precisava de fazer alguns reforços à terceira rede, mas este alvará de nada lhe serve, a Bauer também não lhe é relevante, assim como à TSF. A Rádio Maria poderia beneficiar em ter um contraponto aos 102.2 de Palmela, bem como a Metropolitana aos 96.2 Barreiro, mas uma não terá dinheiro e a outra não interessa, porque é um produto à espera de um comprador. É certo que, continuo a bater na minha tecla de que a No Ar com dois emissores decentes em Lisboa, margem norte e margem sul, tinha um potencial interessante de audiência.