Eu diria que há alguma chance de passar a Benfica FM em regime de aluguer, até porque não há muito mais frequências disponíveis na zona de Lisboa, muito menos frequências bem razoáveis de captação na zona do estádio da Luz como esta.
Mas também pode ser uma Rádio Mais informativa. De qualquer forma só têm mais 8 dias para apresentar o projeto para a estação à ERC, portanto isto vai aparecer nas deliberações lá para 20 e tal de Agosto ou mesmo Setembro.
Acho menos provável isso que ser um terceiro a avançar com um projeto sobretudo dado que a empresa tinha 400 mil euros de dívida e nenhum pagamento mensal ao longo de 3 anos, por muito alto que tenha sido o do Observador, daria para cobrir toda a dívida. Mesmo que eu assuma aqui 4 mil euros mensais para emitir na frequência isto daria 144 mil euros - "não chega nem para ficar na cova de um dente".
Lembrar ainda que só com a entrada do Observador se resolveu um tema com 25 anos sobre o link entre estúdios e emissor. Isso também custou dinheiro.
E uma torre nova também, não esquecer.
Pelas receitas disponíveis no site da ERC (último ano é 2022) a Observador devia pagar uns 75.000 euros por ano.
Foi um aluguer que salvou a rádio.
E muito provavelmente deverá ser mesmo a Benfica Rádio a emitir nesta frequência. Não acredito num projecto local.
Torre nova, novo sistema de transmissão...
E eu agora fui fazer contas. E tens toda a razão: o Observador passa a ter 93.7 a 19/03/2021 (a notícia que está no site do Observador é dessa data). E apenas termina o aluguer em 06/2025. Ou seja, foram 4 anos e três meses de aluguer e não 3 anos, como achava.
A 75 mil euros por ano, são 318.750€ em faturação nestes quatro anos, o que mais torre nova, mais emissor, sem dúvida podemos dizer que limpou as contas do alvará. Muito bom!
Caso para dizer que, 15 anos depois da gestão desastrosa do Pedro Tojal com a Digifi, foi o Observador que limpou a casa na Amadora.
Agora é terem cabeça.
O Benfica quando for lançada a emissão e a rádio não irão meramente alugar o emissor. Eles têm dinheiro e poder financeiro suficientes para chegarem com um montante para comprar o emissor.
Estamos a falar de um alvará, não exatamente de um emissor.
Não obstante o clube ter capacidade financeira para negociar com o detentor do alvará.
Duvido e muito que o Benfica comprasse a frequência. O tema da rádio é uma jogada predominantemente eleitoralista e vai servir sobretudo para garantir algumas transmissões em FM quer de futebol, quer de modalidades do clube.
Mesmo a audiência que um alvará desses pode ter em Lisboa... ninguém quer ouvir desporto a toda a hora (exceto o Atento). É uma utopia. Há a experiência da Rádio Estádio também que, desastrosa como foi, dá para perceber que ninguém tem paciência para desporto 24/24. E o que é que vão passar de música, vai ser exclusivamente UHF? Vamos ter UHF no VHF?
A ideia é tecnicamente interessante e a moda pode pegar, mas tem muito potencial para correr mal de uma variedade de formas. E não importa terem nomes sonantes, se tiver que dar problemas dá problemas.