Segunda e última parte com o que resta do artigo.
A nova diretora-executiva da Música no Coração acredita que a chave está na criação e aperfeiçoamento de “produtos com ADN próprio”. “É para aí que caminhamos e hoje em dia podemos ter uma liberdade maior nos projetos que fazemos, para que não esteja tudo tão em caixas fechadas. Cada vez se consome mais cultura e ainda bem, é super saudável, há mesmo espaço para todos os projetos que sejam inovadores e tenham uma identidade própria.”
Ainda que a Música no Coração seja uma promotora reconhecida pelos projetos com longevidade, no horizonte está precisamente a invenção de novos conceitos que possam ser bem-sucedidos num mercado muito diferente, 35 anos depois da fundação da empresa. “Temos sempre a vontade de criar e a inovação tem que estar presente em qualquer empresa. Portanto, novos conceitos, novas parcerias… Estamos a trabalhar todos os dias para os materializar. Uma boa ideia pode ter um impacto muito grande, ajuda muito ter um conceito forte e realmente vivemos num país incrível, com um excelente tempo, com todas as condições para proporcionar este tipo de eventos.”
Por enquanto, mantêm os pés no chão e uma postura terra a terra. 2025 e 2026 serão sobretudo anos de “consolidação” dos projetos já existentes e da sustentabilidade financeira da promotora. “Em 2025 essas escolhas já se refletiram e agora estamos confiantes no futuro e no rumo que temos para a empresa.”
"A rádio é daquelas coisas que nunca vai desaparecer. Temos muito interesse de fazer crescer, sobretudo a Rádio Amália, que tem um papel muito grande na intergeracionalidade do fado. As outras também são projetos muito queridos, mas a Rádio Amália tem um destaque especial”, diz, pondo de parte a abertura de novas estações por enquanto.
No campo das rádios, outra área histórica do negócio da Música no Coração, a última novidade foi, em 2024, a venda da frequência da SBSR.FM ao grupo Medialivre, que a usou para relançar a Correio da Manhã Rádio. A Música no Coração mantém na empresa as rádios Sudoeste, Marginal, Nova Era e Amália. Esta última, dedicada em exclusivo ao fado, tem sido a joia da coroa.
“É uma rádio com mais de 40 mil ouvintes diários. Tem muitos fãs. E também tem uma componente de música ao vivo. Todas as semanas, dezenas de pessoas vão até aos estúdios para ouvir fado. É uma rádio ouvida em Lisboa, no Porto e em Setúbal e que faz diferença na vida de muitas pessoas. A rádio é daquelas coisas que nunca vai desaparecer. Temos muito interesse de fazer crescer, sobretudo a Rádio Amália, que tem um papel muito grande na intergeracionalidade do fado. As outras também são projetos muito queridos, mas a Rádio Amália tem um destaque especial”, diz, pondo de parte a abertura de novas estações por enquanto.