Autor Tópico: Desporto na Rádio  (Lida 36144 vezes)

modernices

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #90 em: Maio 26, 2025, 07:27:43 am »
Eu explico-lhe porque cidades como a minha e a sua não tem nada quando comparadas com Lisboa. Falta de empreendedorismo e excesso de choraminguice e queixume sobre “Lisboa que come tudo e não deixa nada”.

Já reparou que a maior parte dos grandes empresários é de fora de Lisboa mas quando decide investir (salvo casos raros) é para Lisboa que vai.
Somos uns parolos.

Julio Carvalho

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #91 em: Maio 26, 2025, 10:45:47 am »
E o Pdnf nao quer comparar tambem Braga com o Porto?
E acha que quando alguém que é do Porto  e assume o poder, mas quando entra em S.Bento apanha um vírus centralista? É que são muitos os governantes fora do eixo lisboeta.
Ora pode haver más  decisões sobre investimentos aqui que podiam ser ali,  mas chamar a tudo centralismo é abusivo.
E é  verdade o que diz o Modernices,  há  muitos empresários do Norte, que investem preferencialmente no Sul.

Zeca 2021

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #92 em: Maio 26, 2025, 10:52:17 am »
Claro que o país é uno.
que em tempos ocupou o eixo Antas-Rio Tinto e que (felizmente) tem vindo a desaparecer.
Porquê Antas - Rio Tinto? Está a aludir ao FCP e ao JNPC? Realmente, penso que seja o maior responsável desse sentimento de quase ódio que temos na cidade pelos Lisboetas, profundamente injustificado.
Dito isto, reconheço que vivemos num país profundamente centralista. Quer um excelente exemplo? A sua cidade, Coimbra, e a gestão da sua rede de transportes, em que se faz muito, mas que é muito pouco, porque nunca existiu dinheiro, nem preocupação do poder central com o assunto. Para Lisboa há camarão, para o Porto um pão, e para o resto do país migalhas. Isto não é odiar ninguém, é olhar as evidências, e não enfiarmos a cabeça na areia como a avestruz.

Não escreva isso pois só pode ser falso ou então um tique provinciano.

Zeca 2021

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #93 em: Maio 26, 2025, 10:58:55 am »
Claro que o país é uno.
que em tempos ocupou o eixo Antas-Rio Tinto e que (felizmente) tem vindo a desaparecer.
Porquê Antas - Rio Tinto? Está a aludir ao FCP e ao JNPC? Realmente, penso que seja o maior responsável desse sentimento de quase ódio que temos na cidade pelos Lisboetas, profundamente injustificado, não obstante, existir uma nacional parolice associada ao SLB, que não tem qualquer paralelo com o SCP, que tem dimensão regional, tal como o FCP.

Dito isto, reconheço que vivemos num país profundamente centralista. Quer um excelente exemplo? A sua cidade, Coimbra, e a gestão da sua rede de transportes, em que se faz muito, mas que é muito pouco, porque nunca existiu dinheiro, nem preocupação do poder central com o assunto. Para Lisboa há camarão, para o Porto um pão, e para o resto do país migalhas. Isto não é odiar ninguém, é olhar as evidências, e não enfiarmos a cabeça na areia como a avestruz.

O meu caro está  no Porto, para la da falta de rádios  locais, sente a falta de mais alguma coisa?
Há  bons hospitais, boas escolas , um bom aeroporto,  boas estradas,  boas estações ferroviárias.

Falta algo?
Ora os investimentos no PAÍS , tem que ser onde é  preciso.

Se as coisas nao funcionam assim, então  a culpa é  das decisões políticas.
E lembro lhe que nos governos há sempre muito gente,  fora do eixo lisboeta.
Portanto, nem é  a falta de representatividade das regioes nos governos o problema dessas más decisoes que podem  prejudicar esta ou aquela região. ou cidade
Quantos teatros existem em Lisboa, quantos no Porto? Quantos meses estão as peças aí em exibição, por contraponto ou dois ou três dias aqui?

Quantos grandes concertos há no Porto, por cada um que há em Lisboa? Custava muito umas vezes irem uns a um lado, outras vezes irem os outros? E, porque não dizê-lo, também a Coimbra?

Quantos Museus Nacionais há em Lisboa? No Porto, há um, dos mais pobres, diga-se. Quantos Monumentos o Estado Português adquiriu ou construiu no Porto? Resposta: zero, o que temos está nas mãos de privados ou da Igreja.

Quantos organismos públicos estão sedeados no Porto, mesmo que, logisticamente fizessem sentido cá estar? António Costa quase que foi torturado por querer instalar aqui o INFARMED, chegaram a argumentar que estava em causa a segurança nacional, porque, obviamente, no Porto, ainda temos todos o 9º ano, e trabalhamos nas fábricas têxtil do Vale do Ave, que isto aqui parou no tempo, e só há cursos de Farmácia e Bioengenharia em Lisboa.

Universidades? Compare a rede e esfera de influência de uma Nova SBE, com a de uma FEP, não obstante, em termos académicos, o ensino desta ser, no mínimo, duas vezes mais exigente, mas, neste retângulo que perde o juízo com facilidade, contactos são tudo. Veja quantos altos cargos dirigentes da nação saíram da FDUL, veja quantos da FDUP ou da FDUC, há uma artigo muito interessante sobre isso no Eco, de um colega da FEP. Instalações? Em Lisboa tem edifícios imponentes, com obras-de-arte, no Porto, a Faculdade de Direito tem o telhado a cair há anos, a FEP teve amianto até 2013, a FEUP construiu um campus todo à base de dívida, nos finais dos 90's, senão ainda hoje estava nos Bragas e na Parada Leitão.

Se vamos mesmo pela conversa das infraestruturas... Em termos de infraestrutura de transportes, comparar a densidade da rede da STCP com a da CARRIS, dentro do Porto, é brincar; se formos para a periferia, a UNIR parece o 3º mundo em comparação com a CMET. Não vejo em Lisboa metros à pinha como no Porto, até porque aqui fomos brindados com um elétrico, construído todo ele, na primeira fase, linhas A a E, à conta de endividamento das Autarquias e que, coitado, faz o que pode para fazer de Metro (e bem!), com a desculpa que o subsolo é muito duro, mas que não tem metade da capacidade. Não há metrocoiso em Lisboa, aqui brindam-nos, na nossa Avenida mais nobre, com uma coisa surreal. Continua a existir mais investimento no MdL do que no MdP, quando este, na parte que não é assentar carril no meio do campo, tem óbvias falhas de cobertura.
O serviço de comboios suburbano é inexistente, temos problemas de congestionamentos crassos de Aveiro ao Porto e até Ermesinde, mas já há planos de quadruplicação da Cintura, enquanto aqui Leixões, que faz o mesmo efeito de distribuição de tráfego, anda em via única, e sem que se assegure um ramal de 1km, para ligar a Matosinhos, que é fulcral para gerar procura.
Em Lisboa há CRIL, CREL, IC19, Eixo N-S, IC2 paralelo à A1 a ganhar moscas, A5, A16, aqui temos uma VCI entupida, e uma A41 estapafurdiamente cara, que não serve para coisa nenhuma.

A única coisa em que damos banho a Lisboa, é em matéria de Hospitais do SNS, mas não tanto pelo investimento, mas porque a ARS Norte tem uma capacidade de gestão que devia fazer corar imensos organismos públicos, bem como graças ao tremendo esforço dos profissionais de saúde.
E, claro, depois ainda há o parolismo do Clube Nacional, que gostam de dizer que é mundial, apesar de ter Lisboa no nome, mas ser o rival, que é regional como o FCP, a ter Portugal na designação.

Desculpem o offtopic, mas lutar por um Porto mais ao nível de Lisboa, é essencial para quebrarmos esta macrocefalia, amplamente estudada por várias ciências, e que tanto tem atrofiado o nosso país. Evidentemente que, em todos os países, existem grandes cidades, e se queremos que mais existam, não podemos concentrar tudo no mesmo sítio, nem vir sistematicamente, com conversas vazias de que, porque sai do Porto não tem qualidade, tem sotaque ou é buçal, termo agora aburguesado para rural. Não temos o mais belo dos sotaques, é verdade, mas não é motivo para nos calarmos, ou, indo para Lisboa, ter de o disfarçar, para se ter lugar à mesa.

Andei neste e foruns anteriores a escrever isso e muito mais, e sempre fui apelidado de quase tudo. Fico feliz por ler o que escreveu e traduz a pura realidade deste país. Infelizmente o centralista vomita odio ao portuense por ser o unico que se queixa de centralismo pois os restantes portugueses praticamente nem voz têm ou então sempre adoraram fazer venia à capital.
No mundo da rádio o cenário sempre foi esse, nunca quiseram saber do Porto para nada mas sempre procuraram ocupar todos os emissores locais pois ainda permite fazer uns trocos em publicidade.

pdnf

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #94 em: Maio 26, 2025, 04:22:58 pm »
No mundo da rádio o cenário sempre foi esse, nunca quiseram saber do Porto para nada mas sempre procuraram ocupar todos os emissores locais pois ainda permite fazer uns trocos em publicidade.
Tenho de admitir que penso sempre que os ouvintes da Metropolitana, quando ouvem a publicidade à SmartInvicta devem ficar a dar voltas à cabeça a pensar onde raio é que é Contumil.  ;D ;D

E o Pdnf nao quer comparar tambem Braga com o Porto?
E acha que quando alguém que é do Porto  e assume o poder, mas quando entra em S.Bento apanha um vírus centralista? É que são muitos os governantes fora do eixo lisboeta.
Ora pode haver más  decisões sobre investimentos aqui que podiam ser ali,  mas chamar a tudo centralismo é abusivo.
E é  verdade o que diz o Modernices,  há  muitos empresários do Norte, que investem preferencialmente no Sul.

Quer o Júlio comparar Setúbal com Lisboa? Tal como Setúbal é parte da AML, Braga que está aos mesmos exatos 50km que Setúbal dista de Lisboa, não está, por razões que a razão desconhece. Braga e Setúbal, pese embora sejam capitais de distrito, são periferia de Porto e Lisboa, respetivamente. De certa forma, o caso mais caricato é Aveiro, que acaba por jogar para os dois lados, Coimbra e Porto, e, com isso, consegue ter alguma vida própria.
Não faz sentido essa comparação, pois são dois polos muito próximos. Não me veria queixar se Braga recebesse um grande Investimento, bem pelo contrário, está na esfera de atração. Há que ter em atenção, temos 3 grandes cidades em Portugal, que são os polos em torno dos quais gravitam as grandes regiões de que são capitais: Porto, Coimbra e Lisboa, de Norte para Sul. Se um Investimento é feito em Braga, em Setúbal, em Sintra ou em Espinho, são investimentos que entram para a cidade consolidada, a região metropolitana.

Sabe porque é que os empresários vão para o sul, certo? É porque são masoquistas, e gostam de distar 300km de casa, obviamente. Ou será mais porque, se não estiveres onde está a bolha, se não fores aos mesmos eventos ou aos mesmos restaurantes, estamos todos lixados. Ou isso, ou tratamos de gastar dinheiro à bruta em Hotéis, ou de passar 6h mais atraso, dentro do IC's. Nesse aspeto, abençoado PFV, e venha rápído o TGV. Pelo menos, irá democratizar um pouco mais as coisas, ao esbater essa distância, mas, temo bem, que vá contribuir ainda mais para um centralismo cada vez maior. Há uma coisa que é assumida: um portuense, ou qualquer outro cidadão nacional pode deslocar-se para ir a qualquer evento ou reunião, mas a Corte passar para lá da estação de Vila Franca de Xira ou das portagens de Alverca, só se for para ir em visita de estudo, tal e qual como vamos ao Zoo. É giro, gostamos, mas, somos raça superior. Desculpem, tenho imensos amigos lisboetas, alguns entretanto aburguesados, gosto imenso da cidade, não os odeio, nem por sombras, mas esta postura um tanto ou nada que me irrita solenemente.
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

Julio Carvalho

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #95 em: Maio 26, 2025, 08:54:48 pm »
Eu nao vou comparar cidades. O Pdnf é  que comparou os investimentos de Lisboa e Porto.
Por isso lhe  perguntei porque não comparar Porto com Braga que para mim é  terceira cidade do pais.
Se Lisboa tem mais investimentos que o Porto, tambem o Porto tem mais investimentos que Braga.
Mas eu detesto estas guerras paroquiais . Gosto de olhar para o Pais como um todo.
Por exemplo, vou muito a Mirandela e para mim esta cidade é  um paraíso.
Sossego, mas tem tudo, escolas, o Politécnico tem muitos estudantes  que um dão um ar animado à  cidade, bom hospitais, um deles privado onde eu ja tive que recorrer com um atendimento 5 estrelas.
Mas pergunto aos habitantes e há  muita insatisfação.dizem que a cidade está parada,  não há investimentos.
Ora, o português é  um insatisfeito,  e acham sempre que as cidades vizinhas são  mais favorecidades pelos poderes públicos.
« Última modificação: Maio 26, 2025, 08:56:31 pm por Julio Carvalho »

O Bigode do Sala

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #96 em: Maio 26, 2025, 11:39:55 pm »
Apenas digo que o Luís Carvalho é, quiçá, do distrito mais abandonado de Portugal Continental: Portalegre.
Além de eleger apenas 2 deputados (vicissitudes de d'Hondt), é a única capital de distrito que não é ligada por auto-estrada, tem uma estação ferroviária a 12 km do centro, havendo dois comboios diários cujo material circulante a diesel data de 1954 (heranças do Plano Marshall), tem um serviço hospitalar paupérrimo, além de que poucos associam aquela região quando falam do Alentejo.

Como muitos sabem, a minha região não é aquela. Mas se já eu sinto as assimetrias territoriais entre Lisboa e sim, o Porto (e até Coimbra), não quero imaginar o que sente alguém que vive em Marvão ou em Arronches.

Depois há alguns comentadores que ficam surpreendidos e falam na bolha. Outros que dizem que somos um país racista e com muitos fascistas, mas estar num sítio onde, por exemplo, o hospital mais próximo fica a 40 kms por más estradas e uma parturiente ainda tem que ligar para saber se será atendida... é terreno fértil, não é?

Por fim, falando no Desporto nas Rádios e já que corremos o risco da obrigatoriedade do serviço público de radiodifusão sair da Constituição da República Portuguesa, bato outra vez na mesma tecla.
Como não temos um país verdadeiramente regionalizado (não respeitando a Constituição da República Portuguesa), cabe à RTP criar um mapa de rádios regionais e acabar-se de vez com as locais em estado comatoso, atribuindo as frequências mediante concurso público.
« Última modificação: Maio 26, 2025, 11:42:50 pm por O Bigode do Sala »
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

Luis Carvalho

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #97 em: Maio 27, 2025, 12:59:45 am »
Apenas digo que o Luís Carvalho é, quiçá, do distrito mais abandonado de Portugal Continental: Portalegre.
Além de eleger apenas 2 deputados (vicissitudes de d'Hondt), é a única capital de distrito que não é ligada por auto-estrada, tem uma estação ferroviária a 12 km do centro, havendo dois comboios diários cujo material circulante a diesel data de 1954 (heranças do Plano Marshall), tem um serviço hospitalar paupérrimo, além de que poucos associam aquela região quando falam do Alentejo.

Como muitos sabem, a minha região não é aquela. Mas se já eu sinto as assimetrias territoriais entre Lisboa e sim, o Porto (e até Coimbra), não quero imaginar o que sente alguém que vive em Marvão ou em Arronches.

Depois há alguns comentadores que ficam surpreendidos e falam na bolha. Outros que dizem que somos um país racista e com muitos fascistas, mas estar num sítio onde, por exemplo, o hospital mais próximo fica a 40 kms por más estradas e uma parturiente ainda tem que ligar para saber se será atendida... é terreno fértil, não é?

Por fim, falando no Desporto nas Rádios e já que corremos o risco da obrigatoriedade do serviço público de radiodifusão sair da Constituição da República Portuguesa, bato outra vez na mesma tecla.
Como não temos um país verdadeiramente regionalizado (não respeitando a Constituição da República Portuguesa), cabe à RTP criar um mapa de rádios regionais e acabar-se de vez com as locais em estado comatoso, atribuindo as frequências mediante concurso público.

Uma pequena correcção: na verdade, há outra capital de distrito que também não é ainda directamente servida por uma autoestrada: a cidade de Beja. E não me parece que a A26 seja concluída nos próximos anos, infelizmente...
« Última modificação: Maio 27, 2025, 01:01:25 am por Luis Carvalho »
Cumprimentos,
Luís Carvalho

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Radiofilo

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #98 em: Maio 27, 2025, 08:48:18 am »
Apenas digo que o Luís Carvalho é, quiçá, do distrito mais abandonado de Portugal Continental: Portalegre.
Além de eleger apenas 2 deputados (vicissitudes de d'Hondt), é a única capital de distrito que não é ligada por auto-estrada, tem uma estação ferroviária a 12 km do centro, havendo dois comboios diários cujo material circulante a diesel data de 1954 (heranças do Plano Marshall), tem um serviço hospitalar paupérrimo, além de que poucos associam aquela região quando falam do Alentejo.

Como muitos sabem, a minha região não é aquela. Mas se já eu sinto as assimetrias territoriais entre Lisboa e sim, o Porto (e até Coimbra), não quero imaginar o que sente alguém que vive em Marvão ou em Arronches.

Depois há alguns comentadores que ficam surpreendidos e falam na bolha. Outros que dizem que somos um país racista e com muitos fascistas, mas estar num sítio onde, por exemplo, o hospital mais próximo fica a 40 kms por más estradas e uma parturiente ainda tem que ligar para saber se será atendida... é terreno fértil, não é?

Por fim, falando no Desporto nas Rádios e já que corremos o risco da obrigatoriedade do serviço público de radiodifusão sair da Constituição da República Portuguesa, bato outra vez na mesma tecla.
Como não temos um país verdadeiramente regionalizado (não respeitando a Constituição da República Portuguesa), cabe à RTP criar um mapa de rádios regionais e acabar-se de vez com as locais em estado comatoso, atribuindo as frequências mediante concurso público.

Uma pequena correcção: na verdade, há outra capital de distrito que também não é ainda directamente servida por uma autoestrada: a cidade de Beja. E não me parece que a A26 seja concluída nos próximos anos, infelizmente...

Eu diria mesmo que a A26 é quase um caso de polícia. Como é que "meia dúzia" de kms de auto estrada demoram tantos anos a serem concluídos...

Recordo-me de, por volta de 2016/17, ir com frequência quase quinzenal, por questões de trabalho, a Beja e, ao circular no IP8, ver aquilo que seria a A26 mesmo ao lado, ali pelos lados de Ferreira do Alentejo, constantemente sem passar da "cepa torta".

Aliás, aqueles kms de asfalto que por lá estão parece que, de vez em quando, servem para fazer "concorrência" ao Aeroporto de Beja, ali bem próximo, inclusivé, ao abrigo de actividades pouco lícitas...
« Última modificação: Maio 27, 2025, 08:50:30 am por Radiofilo »

O Bigode do Sala

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #99 em: Maio 27, 2025, 09:33:27 am »
Apenas digo que o Luís Carvalho é, quiçá, do distrito mais abandonado de Portugal Continental: Portalegre.
Além de eleger apenas 2 deputados (vicissitudes de d'Hondt), é a única capital de distrito que não é ligada por auto-estrada, tem uma estação ferroviária a 12 km do centro, havendo dois comboios diários cujo material circulante a diesel data de 1954 (heranças do Plano Marshall), tem um serviço hospitalar paupérrimo, além de que poucos associam aquela região quando falam do Alentejo.

Como muitos sabem, a minha região não é aquela. Mas se já eu sinto as assimetrias territoriais entre Lisboa e sim, o Porto (e até Coimbra), não quero imaginar o que sente alguém que vive em Marvão ou em Arronches.

Depois há alguns comentadores que ficam surpreendidos e falam na bolha. Outros que dizem que somos um país racista e com muitos fascistas, mas estar num sítio onde, por exemplo, o hospital mais próximo fica a 40 kms por más estradas e uma parturiente ainda tem que ligar para saber se será atendida... é terreno fértil, não é?

Por fim, falando no Desporto nas Rádios e já que corremos o risco da obrigatoriedade do serviço público de radiodifusão sair da Constituição da República Portuguesa, bato outra vez na mesma tecla.
Como não temos um país verdadeiramente regionalizado (não respeitando a Constituição da República Portuguesa), cabe à RTP criar um mapa de rádios regionais e acabar-se de vez com as locais em estado comatoso, atribuindo as frequências mediante concurso público.

Uma pequena correcção: na verdade, há outra capital de distrito que também não é ainda directamente servida por uma autoestrada: a cidade de Beja. E não me parece que a A26 seja concluída nos próximos anos, infelizmente...

Tem toda a razão, Luís. Peço desculpa pelo lapso.
A única diferença que o distrito tem é um pouco mais de km's de AE, visto ser atravessado pela A2 na área de Ferreira do Alentejo, Almodôvar e Ourique, enquanto Portalegre tem uns míseros kms da A23 na freguesia de Belver e uns outros tantos da A6 entre Vila Boim e o Caia.

Curiosamente, dois territórios «extremistas».

Apenas digo que o Luís Carvalho é, quiçá, do distrito mais abandonado de Portugal Continental: Portalegre.
Além de eleger apenas 2 deputados (vicissitudes de d'Hondt), é a única capital de distrito que não é ligada por auto-estrada, tem uma estação ferroviária a 12 km do centro, havendo dois comboios diários cujo material circulante a diesel data de 1954 (heranças do Plano Marshall), tem um serviço hospitalar paupérrimo, além de que poucos associam aquela região quando falam do Alentejo.

Como muitos sabem, a minha região não é aquela. Mas se já eu sinto as assimetrias territoriais entre Lisboa e sim, o Porto (e até Coimbra), não quero imaginar o que sente alguém que vive em Marvão ou em Arronches.

Depois há alguns comentadores que ficam surpreendidos e falam na bolha. Outros que dizem que somos um país racista e com muitos fascistas, mas estar num sítio onde, por exemplo, o hospital mais próximo fica a 40 kms por más estradas e uma parturiente ainda tem que ligar para saber se será atendida... é terreno fértil, não é?

Por fim, falando no Desporto nas Rádios e já que corremos o risco da obrigatoriedade do serviço público de radiodifusão sair da Constituição da República Portuguesa, bato outra vez na mesma tecla.
Como não temos um país verdadeiramente regionalizado (não respeitando a Constituição da República Portuguesa), cabe à RTP criar um mapa de rádios regionais e acabar-se de vez com as locais em estado comatoso, atribuindo as frequências mediante concurso público.

Uma pequena correcção: na verdade, há outra capital de distrito que também não é ainda directamente servida por uma autoestrada: a cidade de Beja. E não me parece que a A26 seja concluída nos próximos anos, infelizmente...

Eu diria mesmo que a A26 é quase um caso de polícia. Como é que "meia dúzia" de kms de auto estrada demoram tantos anos a serem concluídos...

Recordo-me de, por volta de 2016/17, ir com frequência quase quinzenal, por questões de trabalho, a Beja e, ao circular no IP8, ver aquilo que seria a A26 mesmo ao lado, ali pelos lados de Ferreira do Alentejo, constantemente sem passar da "cepa torta".

Aliás, aqueles kms de asfalto que por lá estão parece que, de vez em quando, servem para fazer "concorrência" ao Aeroporto de Beja, ali bem próximo, inclusivé, ao abrigo de actividades pouco lícitas...

E de IP8 não tem nada. Conheço estradas regionais em Espanha bem melhores que a EN260/EN121, algo que é comprovado na fronteira do Rosal.
E muito haveria de dizer sobre o Aeroporto de São Brissos e a maravilhosa Linha do Alentejo.

Há que pensar território em Portugal. O mesmo também se aplica à rádio nacional.
« Última modificação: Maio 27, 2025, 09:35:58 am por O Bigode do Sala »
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

Julio Carvalho

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #100 em: Maio 27, 2025, 10:33:34 am »
Têm toda a razão.  E ainda se fala em centralismo.
Há  é  incompetência,  incúria  e total desprezo pelo interior que dá  poucos votos.

Zeca 2021

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #101 em: Maio 27, 2025, 11:09:06 am »
Eu nao vou comparar cidades. O Pdnf é  que comparou os investimentos de Lisboa e Porto.
Por isso lhe  perguntei porque não comparar Porto com Braga que para mim é  terceira cidade do pais.
Se Lisboa tem mais investimentos que o Porto, tambem o Porto tem mais investimentos que Braga.
Mas eu detesto estas guerras paroquiais . Gosto de olhar para o Pais como um todo.
Por exemplo, vou muito a Mirandela e para mim esta cidade é  um paraíso.
Sossego, mas tem tudo, escolas, o Politécnico tem muitos estudantes  que um dão um ar animado à  cidade, bom hospitais, um deles privado onde eu ja tive que recorrer com um atendimento 5 estrelas.
Mas pergunto aos habitantes e há  muita insatisfação.dizem que a cidade está parada,  não há investimentos.
Ora, o português é  um insatisfeito,  e acham sempre que as cidades vizinhas são  mais favorecidades pelos poderes públicos.

Comparar Porto com Braga ?
Você coloca Lisboa tão lá em cima que ate já compara Porto com Braga.
O Porto só se compara com Lisboa, mais nada.
Tentar diminuir o Porto ao ponto de o comparar com Braga, só mostra duas coisas:
Ou não conhece as cidades ou acha que a Torre dos Bombeiros é igual à dos Clerigos.
Enfim.

Julio Carvalho

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #102 em: Maio 27, 2025, 11:25:37 am »
Fique ciente de uma coisa,  se falo de Braga é  porque conheço  e bem a maravilhosa cidade dos arcebispos.
Eu detesto comparar cidades, cada uma e como é , o Pdnf é  que falou aqui nos investimentos em Lisboa e Porto e eu lancei Braga. Que nivel de investimentos tem tido esta cidade nos últimos anos?

modernices

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #103 em: Maio 27, 2025, 12:36:29 pm »
Por este andar comparar Braga com o Porto começa a ser mau. Para o Porto.

Zeca 2021

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Re: Desporto na Rádio
« Responder #104 em: Maio 27, 2025, 03:51:02 pm »
Por este andar comparar Braga com o Porto começa a ser mau. Para o Porto.

O problema para muitos é existir o Porto.