Sendo eu votante de centro-direita, tendo a concordar que o Dr. Nicolau está a tentar puxar o lustro ao Governo. Às vezes nem é interferência, é mesmo aquela máxima que vem dos tempos do Estado Novo de tentar ser o escova do Ministro. Faz-me quase lembrar o Prof. Cunha que, antes das eleições legislativas de 2024 referia que o António Costa era Deus na terra, e que o PSD ganhar umas eleições seria um dano sério na autonomia regional para, nem três meses depois das eleições, garantir que LM era o melhor PM da história de Portugal (não é hipérbole, citação literal), com a esperança de ser reeleito.
Mais ao menos. Continuo a achar que a menção à RTP vai ficar sempre associada à TV, a qual eu, e basta ir às redes, pelo menos no LI, para se perceber que a reputação da RTP TV anda pelas ruas da amargura, já a da rádio, longe disso, não é o caso. É, a meu ver, associar uma marca mais fraca, a uma marca histórica e consolidada. Além disso, tudo junto, soa a Instituto Público… Numa rádio ““jovem”” ou fresca, como a Antena 3, é totalmente contraproducente.
Tu às vezes tens com cada tirada... Mas o LI é barómetro de quê? Uma rede que é parodiada em todo o lado pela "linguagem corporate" elevada ao ridículo.
A RTP é uma marca com grande credibilidade junto do público. E não sou eu que o digo:
https://www.rtp.pt/noticias/pais/rtp-eleita-marca-de-confianca-pela-vigesima-vez_v1727481
Segundo o que foi dito pela Marina Ramos, a directora de marketing da RTP, na Prova Oral sobre a questão da marca da rádio é que o grande público não associa a Antena 1 à RTP. E isso a meu ver é mais um ponto a favor desta mudança. Não concordo com tudo o que foi feito (o fim da logótipo com a antena ou a questão das antenas internacionais de rádio) mas neste ponto sinceramente não percebo a polémica. Então a questão das "esponjas" como foi dito na Prova Oral é de um ridículo atroz.
Volto a dizer, foquem-se noutras questões bem mais importantes, no caso da rádio: recursos humanos, conteúdos e a rádio digital.
Pergunta honesta: o Nicolau Santos percebe mesmo alguma coisa de rádio, ou o seu nível de conhecimento está ao nível do meu sobre lagares de azeite? É que, a menos que como o artigo foi publicado a 01/04, estejamos a falar de uma partida, é para mim mais ao menos evidente que lhe estão a tentar impingir que pendure todo o conteúdo das rádios da RTP em quatro fornecedores de serviço de internet, em detrimento da plataforma própria que é a FM ou o DAB+. Além disso, alguém que diga a este Senhor que rádio, faz-se, fundamental e principalmente no direto, não em podcasts gravados. É estranho parecer que percebo mais eu de Comunicação, tendo um curso de Economia, do que um Jornalista. Normalmente, queixam-se de Economistas e Gestores ocuparem lugares de gestão em empresas de especialidade, mas no caso dos media portugueses, sempre que vejo um jornalista a ter poder de decisão, penso que lá vem coisa…
Não é preciso dizer grande coisa sobre o Nicolau Santos quando o próprio deu palco e credibilidade a um burlão e mesmo assim chega a presidente da Lusa e depois da RTP.
Eu já tinha aludido a esse episódio num outro post, achei que não valia a pena revisitá-lo, bater várias vezes no ceguinho...
Claro que o LI tem exageros, como os tem o X, o IG, talvez o FB seja a que mais realisticamente expressa o VoxPop fora das bolhas. Contudo, aqui até tendo a concordar, a marca RTP é menos relevante que as marcas da rádio, em termos de credibilidade. A RTP1, que não se distingue assim tanto das privadas, mina um tanto ou nada a marca RTP. Não sei, por isso, se diminuir a importância da marca Antena 1 é uma boa ideia... veremos. Além dos aspetos práticos já mencionados pelo CR, por exemplo, em conferências de imprensa, poderão manter as duas questões?
Quanto aos estudos, bom, sabemos que valem o que valem. Em contexto de informação TV, é capaz de ser verdade, quando a concorrência, com exceção da SIC N, é o que é...