Para mim, quando há problemas e eventos como os de Coimbra, só ouço Antena 1. A diferença na qualidade da cobertura para toda a concorrência é significativa.
E isto apesar do Observador ter uma condução de antena mais simples e acessível nestas alturas. Mas não é comparável. A TSF nem sequer a considero para estes pontos e a RR é inconsistente no que faz e não faz nisto, não há uma estratégia editorial clara para o ouvinte que o ouvinte possa seguir e sintonizar a RR.
A ironia é que a RR tem profissionais que rivalizam em qualidade com os da Antena 1. É a gestão que estraga tudo nessa parte.
A Observador tem uma rede muito mais pequena. Com emissores nacionais, que, logicamente têm outra resiliência, pelo efeito rede e alcance/potência, claro que seria diferente. A TSF não é que tenha coberto mal, mas uma rádio cinzenta, em dias cinzentos, torna-se pesada.
Em relação à RR, vi coisas muitíssimo bem feitas, melhores até do que nas TVs, o problema foi apenas um, estão apenas no online, no FM não têm lugar. Claro que a RR tem um problema de gestão, isso é evidente. A ANTENA 1 agradece.
"A diferença na qualidade da cobertura para toda a concorrência é significativa." - basta dizer que a RTP é a única a ter um centro emissor que serve todo o concelho de Manteigas com as três Antenas! dos outros Grupos nem vale a pena referir a diferença de qualidade de sinal FM na captação, nesta região serrana...
Manteigas, Coimbra cidade, Marão (vs Lamego, o que não é desprezível), Montargil, Alcoutim, Paredes de Coura, Caminha/Cerveira... o único ponto, a nível continental onde a Antena 1, a meu ver, perde para a RR, é a escolha de Grândola em lugar da Serra da Arrábida. O servilço público tem outras possibilidades financeiras de servir zonas com baixa penetração, reforçando emissores.
Para mim, a Antena 1 continua a ter uma grande lacuna, que são as regiões autónomas. Não faz qualquer sentido não existir emissão nacional 24H, a regional deveria ocupar outras frequências, nas ilhas isso nem seria problema. Não faz sentido os desdobramentos. Mas também aqui, a RR ainda está uns furos abaixo, pois, nos Açores, não chega aos grupos central e ocidental e na Madeira faltam as micros.