Bem, nesse aspeto, tenho de concordar com o “Atentoâ€. As comparações com os paÃses do espaço europeu fazem sentido, já que temos em comum os modelos de civilização, apesar das diferenças que caracterizam cada sociedade. Na maior parte dos paÃses, as emissoras públicas têm uma importância significativamente maior do por cá, nas mais diversas áreas, não apenas a informativa. De facto, os comunicadores denotam um discurso fluido, dominam as áreas da sua especialidade, muitos são carismáticos, e, por isso, arrastam as multidões. Os nomes que referiu não são passÃveis de se comparar, ficam muito aquém.
Caso a Antena 1 modifique para melhor a banda sonora musical, e já ouvi mudanças nesse sentido, com comunicadores, mesmo de continuidade, que estejam à vontade na matéria, a RR fica numa situação complicada, uma vez que não conseguiu evitar a debandada de ouvintes para a M80 e dificilmente conseguirá travar o fluxo na direção da Antena 1. Globalmente, o produto RR é amorfo, apático, e não consegue cativar, por um lado a playlist fraca, nada surpreende, por outro comunicadores acomodados, que não estão para se chatear. Falta ainda inovação, trazer algo de diferente para o éter, que seja caracterÃstica distintiva. Se isso acontecia no passado neste grupo, extinguiu-se no presente.
Para finalizar, o prime-time da manhã. Fará sentido mudar de equipas e formatos a cada 2 anos, quando este é um horário em que os ouvintes se fidelizam a um programa fixo residente na grelha? Todas as rádios que conheço não mexem neste horário, criam equipas experientes que se mantêm na emissão anos a fio. As partes dinâmicas da grelha de programas verificam-se fora dos perÃodos de prime-time.