Também não vejo exatamente mal estar nas manhãs o José Carlos Trindade, gosto da condução dele em antena, apesar de a um ponto ter apanhado um ou outro dia isolado em que estava um bocadinho a puxar a coisa (no regresso a casa). Mas se for a escolha é só ele ter um bocadinho de foco e fazer o que ele faz de melhor e o resto flui naturalmente. Também é bom, também já dá para eu conseguir ouvir mais as manhãs que o titular que lá estava.
Agora, claro que não tem (que eu saiba) o mesmo palmarés do Aurélio Gomes que em termos de currículo tem Rádio Nova e RCP, por exemplo. Neste sentido, ser o Aurélio Gomes seria comparável a ser o António Macedo em termos de dourado, salvo as devidas distâncias numa série de coisas.
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Hoje foi interessante, excecionalmente, o Verdes Anos - é um programa que não gosto, porque tende a ser demasiado massudo, segmentado e muito pouco focado/concreto nas entrevistas que tem; e foi interessante sobretudo porque foi um programa que podia ter sido na Antena 2: enveredou por longas incursões de jazz clássico e de improviso de nomes que eu não conhecia. Foram longos minutos em que podia ser o Jazz a 2 que eu não desconfiaria - e soube muito, muito bem, dando-me a ideia que um programa de jazz a essa hora (00-01h) na Antena 1 seria muito bom. Agarrou-me.
Elogiar a emissão que ouvi esta noite do Herberto Quaresma, "O Agente Provocador" (01-02h), enquanto ia na estrada a ouvir em 87.9. Muita viagem pela musica europeia e uma série de novidades que não se ouvem em mais lado nenhum, mas são tão ou mais escutáveis que muitas anglo-saxónicas ou portuguesas. Foi incrível para conduzir, mas também dava para ouvir a descansar. Mostrou ótimas bases nisto também e excelente locução. É um ótimo programa com a pessoa certa para ele, quis-me parecer. 5*.
Já o programa às 02h que se seguiu com a Selma Uamousse foi desinteressante. Claro que ela não tem formação de rádio, apesar de ter um timbre e dicção muito boas, e não foi por isso que achei desinteressante. O convidado é que foi um pecado capital, uma coisa muito no circlejerk interno, e a conversa em si achei um bocado desamparada na condução. Mudei para o Observador a seguir.
Hoje não ouvi a Mónica Amaral gravada nas madrugadas, foi puro computador, mas penso que é normal de 6a para sábado desde que o Nuno Galopim faz grelhas.