O Zeca deve estar em delírio. Veja-se o importante contributo de Vila Nova de Gaia para a rádio pública: uma entrevista a uma figura incontornável, importante, rica, genial e de topo do nosso panorama musical…
Bom... efetivamente, o Senhor está a doutorar-se na Universidade do Minho em estudos culturais, capacidade para dar uma entreviara de uma hora terá certamente. É diferente isso de termos uma hora de música popular minhota na Antena 1.
Pesoalmente, como defendo que a Antena 1 só deve ter música em programas de autor, no linear no espaço do Jorge Afonso, ou como na SER, um tema antes dos topos de hora, acho que um formato do tipo do Mesa para Dois não tira pedaço por ouvir um cantor popular, ainda que, lá pelo meio, possa ter uma ou duas músicas.
São contextos particulares, em que a rádio pode fugir da sua temática. É como apanhar uma conversa sobre Jazz e música clássica na Cidade FM, como ouvi há uns tempos, ou, há uns anos, ter passado uma parte considerável do Outono de Vivaldi na Mega. Faz pouco sentido, mas há que olhar ao contexto, que pode tornar essas decisões, aparentemente estranhas, em interessantes.