A RTP Rádio está, globalmente, de parabéns!
É nestas situações que se vê verdadeiramente a utilidade do serviço público de rádio.
Certo. Mas nâo deixo de achar negativo que tenham estado 8h em simultâneo em três redes nacionais. Vamos lá ver, a situação foi muito chata, mas nâo foi um sismo, nem uma catástrofe natural, e mesmo aí, as coberturas são absolutamente redundantes, se falhar um, falham os três no mesmo centro emissor.
Aparentemente, a Antena 1 não fraqujou com os seus emissores em nenhum momento, até micros como o Arestal estiveram de pé. Quem quissesse escutar informação, sintonizava a 1, que hoje deve ter liderado, seguramente, as audiências. Tal como disse a Palma no inicio (e fim) da emissão dela na 3, hoje estava toda a gente na 1, porque é, tipicamente ao serviço público que as pessoas vão recorrer nestas situaçôes, até porque a TSF em Lisboa e Porto tremeu muito, com vários períodos em baixo, e será, a seguir à Antena 1, onde as pessoas mais confiam.
Se a R/Com consegiu manter duas redes nacionais no ar com emssião em direto, a Bauer a Comercial e a M80 a uns 50% (Fafe, Aveiro e Monsanto desligados, Coimbra, Montejunto, Porto e Valongo ligados), e ainda a Cidade FM a emitir em Lisboa e Porto, alguma coisa falhou se a emissâo das Antenas 2 e 3 não foi normalmente para o ar, por motivos operacionais, e não estou a falar de jingles, que esses ninguém tinha. Se os outros conseguem, estão melhor preparados.
Se foi opção, não acho que tenha sido a melhor. Além de que, manter o simultâneo na 3, até às 07h da manhã, dá mau aspeto.
Como ponto muito positivo, gostava de destacar a importância das delegaçôes regionais e da rede de correspondentes. Foi a única rádio onde entraram em direto de outros pontos que não Lisboa e Porto. Aliás, estavam no ar no Centro Regional de Coimbra quando a luz voltou aos estúdios e ao IPO de Coimbra, o jornalista até frisou que foi um alívio o silêncio do gerador do IPO a desligar, que entrava estúdio dentro.