Porque é uma pivô que, não estando num nível de uma Clara de Sousa, cumpre. Além disso, ela há uns anos, alegadamente, iria ser afastada do Bom Dia Portugal e o enorme número de seguidores da Carla Trafaria se rebelaram nas redes sociais.
https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT74912
https://www.instagram.com/carlatrafaria.oficial?igsh=MTg2b2J2bzBsNnFkcg==
Tendo a concordar com grande parte das tuas análises, Bigodes, mas aqui, tenho mesmo de discordar. Sempre que falamos em audiência, lá vem a conversa das redes, e já agora, das estrelas de TV na Radio. A Observador teve o Júlio Magalhães nas manhãs da Observador, e viu-se no que deu. Saiu, nem arrefeceu, nem aqueceu. Para mim, o melhor lado da rádio é mesmo esse, mesmo já tendo alguma imagem, nos dias de hoje.
O lado voyeur, sentido figurativo, do ser humano é algo que deveras me intriga. Eu quando aprecio o trabalho de alguém, tento fazê-lo pelo mérito, sendo objetivo. Achas mesmo que a Carla Trafaria tem os seguidores que tem por causa, exclusivamente, do seu trabalho?
Consigo pensar em várias pivots que, na minha opinião, têm melhor desempenho, mormente em entrevistas, onde sempre achei a Carla Trafaria fraca, por vezes até, mal preparada. E sim, durante muitos anos, até 03/2020, via o BDPT diariamente, obviamente, não todo o programa, mas uma parte, enquanto me preparava para sair para trabalhar.
Mas, por mim, morreu aqui o offtopic. O ponto que quero salientar é este: a rádio não precisa nem de vedetas, nem de pessoas da TV para se fazer com enorme qualidade.
Não se aplicando isto tanto à informação, mas mais ao entretenimento, quanto mais tiveres alguém, do outro lado do microfone, com quem te identifiques, que trave as mesmas lutas que tu, maior conexão crias. Manifestamente, é difícil isso ocorrer com grandes vedetas
Totalmente de acordo. Aliás, o que mais acontece é vedetas da tv não se conseguirem adaptar/vingar na rádio porque não a entendem. Não sabem gerir tempos, o discurso não se adapta ao meio rádio, e todo um outro conjunto de factores.
Mais rapidamente um profissional da rádio se torna profissional da TV. Ao contrário, nem por isso.
Desculpem a continuidade do off-topic, mas tenho que explanar isto.
Eu não defendo a ideia do Atento de ter a Carla Trafaria na Antena 1, antes pelo contrário.
É óbvio que os 200 000 seguidores que tem no Instagram, os três perfis que teve no Facebook e a Petição Pública criada para o não afastamento da pivô do BDPT também são infraccionados pela sua beleza e pelas fotografias ousadas que mete na NET.
Eu sei que isto é objectificar o corpo de uma profissional de televisão, mas a TV é propícia a isso, além do mais a Carla tem a liberdade de o fazer.
Eu, tal como muitos nós, sou um acérrimo da rádio e digo que é muito mais fácil meter profissionais da rádio em TV, do que o contrário.
Na rádio não há teleponto, não existe a muleta da imagem para suprir alguma falta de saber construir um cenário através das palavras.
Até deixei de ver o BDPT e migrei para o Esta Manhã (o seu fim foi um erro, pois era um produto diferenciador).
Actualmente, até pequeno-almoço ao som da Antena 1.
O que quis dizer sobre a Carla Trafaria é que ela para TV cumpre, não sendo uma pivô excepcional, além de que é alavancada pelo hype nas redes, o que potencializa audiências.
Na rádio isso ainda não funciona e duvido que funcionará (é uma lição para os Nélson Cunhas e António Mendes).
Agora, num cenário muito hipotético (pois dificilmente acontecerá), o José Alberto Carvalho regressar a rádio, dada a sua carreira na TV e as suas qualidades como jornalista e comunicador, certamente que arrastaria gente.
Mas normalmente acontece o contrário. Desde do Joaquim Agostinho, ao meu amo e Olga Cardoso, passando pelo António Macedo e Emídio Rangel, indo àquela geração de pivôs que iniciaram jovens as TV's privadas, até ao Vasco Palmeirim.
Sobre a Luísa Barbosa... Do que acompanho da rádio e do que leio aqui, existem três pecados capitais nas duas décadas de direcção do Pedro Ribeiro na Rádio Comercial:
- O despedimento do António Sérgio porque a voz não se enquadrava no perfil da estação;
- O caso Inês Cordeiro;
- A saída da Senhora da Rádio Vanda Miranda, para colocar a Luísa Barbosa.
Reitero, ser uma figura bonita, ter seguidores nas redes sociais e apresentar programas superficiais (à excepção do 5PMN) não são requisitos para se ser um bom profissional de rádio.
O Pacheco (Pedro Fernandes) foi uma excepção à regra, pois já tinha uma grande experiência de directos, entrevistas, guionista, de actor e... Alguma de rádio na Antena 3.