Vamos ver...
Mas pode ser o golpe fatal a médio prazo...
https://eco.sapo.pt/2024/10/06/governo-prepara-fim-progressivo-da-publicidade-na-rtp/
Não gosto nada de ver políticos a meterem o nariz na gestão operacional da empresa, sejam eles da minha cor ou da contrária. E falar em trazer a RTP para o 2º quartil do século XXI, ou pérolas como “Temos de garantir muita qualidade na informação, não se justifica os portugueses pagarem 190 milhões de euros por ano para, perdoem-me a expressão, dar concursos ao final da tarde”, referindo-se obviamente ao Preço Certo, o verdadeiro programa de serviço público na área do entretenimento, faz-me muita confusão, particularmente quando tem RTP2 e RTP3 também em sinal aberto.
Para além disso, acompanho totalmente o Nicolau Santos, obviamente que os 21 milhões de euros não vão ser redistribuídos pelo setor privado. Quem vai beneficiar dessa borla não vai ser à SIC nem a TVI, mas sim aos anunciantes. O Balsemão Jr. fala de que absorveria parte da publicidade; o mesmo Balsemão que testa intervalos de apenas 3 minutos nos Globos, dizendo que são um suecesso, que o tempo de publicidade tem de diminuir. O que é que pretendem, aumentar para 15 minutos por hora? Bom, aquilo já são TV's enche chouriços, mas se o fizerem, limitem a publicidade nos canais de informação a 3 ou 4 minutos hora, tem de existir contrapartidas. O que o Pedro Duarte se esquece é que a estrutura da RTP não vai emagrecer 21 milhões de euros, logo quem a vai pagar? Pois claro, nós todos!
Virem falar de que a RTP também não pode ter publicidade no site, desculpem, mas é de rir. Também querem regular a internet? Devíamos, isso sim, estar a discutir porque é que a Antena 3, pelo menos, não tem também ela publicidade, ao mesmo tempo que se limitaria o tempo de publicidade nas privadas. Se há estação cujo nome está bem como está é o da COMERCIAL, a RFM também poderia mudar para PFM (Publicidade FM) que não era de todo desadequado. Aliás, é de rir ver a R/Com neste grupo, quando a mesma beneficia do estatuto de utilidade pública. Deveria tomar mais a dores da RTP do que propriamente as dos parceiros privados, que a R/Com também financiamento não falta. Não é exatamente a CAV é mais CSF - Contribuição dos Santíssimos Fiéis, que "pagam" para ter uma emissora Católica, a qual teve duas redes nacionais atribuídas devido a essa mesma utilidade pública. Apesar de ser óbvio que eu simpatizo muito com a R/Com, não deixo de estranhar que se ponha ao lado dos empresários privados nesta matéria, contra o serviço público.