Isabel Cunha da Antena 1, em declarações à SIC N e a RTP 3 a frisar com bastante veemência a importância desta greve no combate à nova composição da Assembleia da República "composta por 48 deputados antissistema, mas que estão no sistema". O combate à extrema-direita é absolutamente importante, mas seria também muito salutar que a outra extrema não aproveitasse uma luta que é justíssima, e que se percebe pelas declarações dos demais colegas, particularmente dos mais novos (exo: Vanessa Batista - RUM/TSF e Francisco David Ferreira - TVI/CNN) que não é uma luta com motivações político-partidárias, mas sim pela dignidade da classe, nomeadamente para os jovens, o direito a sair de casa dos pais aos 30 e a não ter dois empregos, e pela defesa da profissão e da missão de informar. Não gosto de ver este aproveitamento político, confesso. Fica mal aos sindicatos acabarem a parecer correias de transmissão em 2024. Deixem essa luta ser feita no quadro político-partidário e parlamentar.
Em relação às TV's, agora na hora de almoço dei uma passagem pelas informativas, todos os noticiários assegurados, mas com muito mais comentário, em horas pouco habituais, e praticamente sem peças, só declarações editadas. Curiosa a diferença de posicionamento entre a redação da RTP e da RDP, uma praticamente a mais afetada, a outra diria que a menos. A 100% paradas estão também a Lusa e a revistas do social Caras e a feminina Ativa. O Público e a Bola estão a mínimos, no Expresso nota-se pouco o impacto.
Filomena Crespo agora: "daqui a pouco há notícias na Antena 1. Ou não. Vamos saber...".