temos o "racismo " territorial da RDP Cristalizada, promovida por políticos inaptos para uma visão estratégica da comunicação social, que pare esta linda brincadeira: a Madeira e os Açores não têm a tempo inteiro a Antena 1 Nacional e as regiões do continente não têm a sua Antena1 Regional...
Esta situação faz-me, deveras, uma tremenda confusão! Negar aos açorianos e madeirenses a emissão nacional da Antena 1 é simplesmente absurdo.
Caro Nélson, sobre esse requisito, mesmo que o (bom) motivo tenha sido o nascimento da Antena 3, a RDP regrediu bastante.
Segundo a página da RTP na Wikipédia:
«Na década de 1980, a RDP procura descentralizar-se, mantendo várias emissões de âmbito regional a partir dos centros de produção existentes por todo o país. Em 1987, a RDP assegurava 11 emissões de proximidade nas várias regiões do território continental português:
Rádio Porto:
Monte da Virgem (Gaia) - 100,4 MHz
Muro (Serra Amarela) - 102,0 MHz
Braga (Sameiro) - 103,0 MHz
Valença - 104,0 MHz
Miramar (Gaia) - 783 kHz (OM)
Rádio Coimbra:
Coimbra - 94,9 MHz
Lousã - 102,2 MHz
Rádio Algarve:
Fóia (Serra de Monchique) - 100,7 MHz
Faro (Cerro de São Miguel) - 101,9 MHz
Faro - 101,6 MHz
Rádio Nordeste:
Bragança (São Bartolomeu) - 93,9 e 104,2 MHz
Serra de Bornes - 102,1 MHz
Rádio Alto Douro:
Marão (Vila Real) - 101,5 MHz
Vila Pouca de Aguiar - 104,7 MHz
Lamego - 756 kHz (OM)
Rádio Viseu:
Viseu - 101,8 MHz
Rádio Guarda:
Pedra do Vento (Guarda) - 100,6 MHz
Rádio Santarém:
Santarém - 98,8 MHz
Montejunto - 105,2 MHz
Rádio Elvas:
Vila Boim (Elvas) - 103.8 MHz
Marrada Alta (Portalegre) - 103.8 MHz
Rádio Covilhã:
Gardunha (Fundão) - 101,3 MHz
Eram rádios que apostavam na prata das suas regiões.
Deixo aqui um apontamento sonoro do Paulo Cintrão, nos tempos da RDP Santarém.
Deixem-me que vos diga que sou favorável à criação de rádios regionais, mas este modelo também não tem ponta por onde se lhe pegue. Sinceramente...
Por exemplo, rádio Porto, com emissores de Valença ao Monte da Virgem? Tem de ser organizado melhor, não digo NUT's III, mas pelo menos:
Muro, Sameiro e Valença - Cluster 1 (Minho)
Mte da Virgem - Cluster 2 [e aqui existiria necessidade de criar micros em Sta Justa] (AMP)
Bornes, Marão, Minhéu, São Bartolomeu - Cluster 3 [não vejo necessidade de desdobrar entre Vila Real e Bragança] (Trás-os-Montes e Alto Douro)
Lousã e Maunça - Cluster 4 (Centro Litoral)
Marofa, Pedra do Vento e Gardunha - Cluster 5 (Centro Interior)
Montejunto, Monsanto e Arrábida - Cluster 6 [necessário um emissor na Arrábida, neste caso] (AML)
Marrada Alta, Vila Boim, Montargil, Ossa, Évora e Grândola - Cluster 7 (Alentejo)
Fóia e Cerro de S. Miguel - Cluster 8 (Algarve)
Região Autónoma da Madeira e Porto Santo - Cluster 9
Região Autónoma dos Açores - Cluster 10
10 rádios, para 10 milhões de habitantes, a divisão não é 1 para 10 no sentido de abrangência, mas assegura que não existam custos excessivos para regiões com baixa densidade populacional, onde, provavelmetne, se muito divididas não haver matéria noticiosa, e, por outro lado, com esta distribuição, as regiões de fronteira, teriam sempre possibilidade de escuta das regiões de proximidade, com melhor ou menor conforto.