Vamos por pontos:
1. A plástica só estreou segunda de manhã. Discordo perfeitamente do que li, para mim perfeitamente desastrosa em todos os sentidos, safa-se minimamente no anúncio das frequências, mas os inícios dos jornais e o final, são medonhos face à anterior. Nem sequer combina com o sinal horário. Os jingles cantados, tal como na RR poderiam aparecer mais. O único ponto positivo foi ter acabado com o “a esta hora estão X graus onde Judas perdeu as botas antes do Jornal”. O jingle de entrada da publicidade ser o mesmo é absurdo, assim como referiu e bem o Memórias, vamos para 20 anos da mesma plástica na Antena Aberta. Lembro-me de a ouvir na RTP N nos tempos da Patrícia Gallo. Sobre as manhãs não me pronuncio, ainda não consegui ouvir rádio antes das 10H esta semana. O programa das 20H, ouvi o de segunda com a Noémia Gonçalves e a Paula Moura Pinheiro e achei bastante bem conseguido. A Antena 1 tem de passar a ser tendencialmente palavra, palavra e palavra. E o Atento está certo, se for preciso ir ao Preço Certo promover a grelha, que seja, autocarros, influencers até, porque não?
2. Efetivamente, o tiro na Mónica Mendes e no Pedro Miguel Ribeiro, foi desastroso. Não por falta de competência dos próprios, mas sim porque a Antena 1 tem de ter um formato como este que vai ter a partir de agora nas manhãs. Eu não oiço praticamente manhãs em nenhuma rádio, porque posso me dar ao luxo de não estar no trânsito. Vou dizer uma coisa que se calhar vai chocar, mas não me chocava que a juntar a esta dupla “séria” se pudesse juntar alguém com um perfil mais leve, não precisaria de ser tão leve necessariamente como a Joana Marques na RR, mas que pudesse ter ali um espaço de quebra, que mesmo quem gosta de informação aprecia. Agora, talvez só não aconteça, porque me parece cada vez mais que existe uma espécie de “pacto de não agressão” (informal, não estou a insinuar nada de ilegal MESMO), simplesmente uma a não querer morder os calcanhares à outra.
3. Apesar do afastamento da Mónica Mendes, parece-me um bocadinho excessivo recambiar alguém que está nas manhãs, diretamente para as madrugadas. Na madrugada de segunda era ela que estava no ar, a dar meteorologia antes da hora certa, é a primeira vez que oiço nas madrugadas a acontecer tal.
4. Faltam mulheres na grelha. E jovens também. E locução vinda do Porto e de Faro. É preciso renovar vozes nessas regiões, e em Lisboa também, para preparar o futuro e fazer os fins de semana, na dita continuidade. A falta de mulheres é muito problemático nos dias que correm. É preciso ir preparando a renovação, e são precisas mulheres para atrair o público feminino. Eu teria apostado em algo diferente, manter a Filomena Crespo no horário, acrescentando-lhe o José Carlos Trindade, que é jornalista (apesar de fazer animação). Trocava o Augusto Fernandes para o horário 13-16H, que já tem mais ouvintes, dando-lhe alguma liberdade na playlist, para fazer face à TSF e no das 10H deixava a Nóemia Gonçalves, que podia ir intercalando com o Paulo Rocha, para um espaço mais de lazer e de música, num horário em que as pessoas estão a trabalhar, e nisso ela faz bem
5. Não acha ilusões, a Antena 1 pode almejar chegar aos 8%, eu diria que deve ter como objetivo os 10% daqui a 2,3 anos, já vai sendo tempo de acabar com o duopólio que é lesivo, inclusive para as próprias rádios líderes (vou-me abster de explicar o racional económico por detrás). Mas é preciso muito mais: marketing, painéis publicitários, por publicidade nos autocarros e, ainda mais, redes sociais, muitas, mesmo! E saber atrair público jovem, falo mesmo de 20’s-30’s. Isso faz-se com um bom uso de Instagram, TIk-Toks, etc. Ajudava também dar um reforço aos emissores, e à qualidade do som, em comparação com a concorrência o som é mais fraco, e há mais zonas com quebras de sinal onde não devia de existir. Se existir uma emissão ao vivo da RR, já nem falo da RFM ou da Comercial, toda a gente sabe quem são. Na Antena 1 é preciso quebrar o estigma que vem dos tempos da emissora nacional e criar essa noção de que o animador e até o jornalista são pessoas públicas, com quem o público interage, para ajudar à criação do vínculo.
6. Playlist: tem de ir por apostas seguras, essencialmente na música portuguesa, não seguir tendências experimentalistas, mas a música tem de ser tendencialmente para acabar.
7. Se não existir medo de que o povo se informe, é preciso ir pensando na Antena 5 – Todo Notícias, para não dizer que se podia aproveitar uma série de emissores locais que vão ver alvarás caducados para pensar a sério na Antena 4, por regiões, nem que fosse nas capitais de distrito.
8. Claro que não se aprofunda… pelo que todos sabemos. Quanto mais o povo vir o Big Brother… melhor para quem s…nos governa.
Quanto aos jogos de hoje, temos de dar o desconto, hoje não houve TSF, mas sim, bem a ANTENA 1 e OBSRVDOR. RR é o que sabemos...