
A rádio de palavra não consegue competir com a musical?
"Só" em Portugal!
Espero que não venha mais uma Galopice...
A do horário nobre de segunda a sexta é uma Galopice para o anais daquilo que não deve ser feito...
Aparentemente não consegue, não percebo bem porquê. Uma teoria que tenho, poderá passar pelo facto de existir alguma confusão entre palavra e assuntos pesados, nomeadamente de índole política, de saúde, guerra, etc. E é certo que nos últimos anos, há um esgotamento das pessoas devido à pandemia, guerra, instabilidade política. Por isso defendo que a RTP deveria ter uma rádio de informação nacional e a TSF ou a Observador deveriam ter igualmente cobertura nacional. Nas generalistas, palavra não tem de ser necessariamente só isso, e desporto. Em parte isso explica o sucesso das 3 da Manhã, conjugam bem uma informação razoável, com palavra de entretenimento. Diria que um formato daqueles nem necessitava de ter as 2/3 músicas que passam por hora. Talvez fosse mais para aí que as generalistas devessem caminhar, em lugar de rúbricas desligadas umas das outras, como tem a Antena 1. Quando digo que mesmo as musicais têm falta de palavra, não deixa de ser verdade. O tempo de locução de continuidade é absurdamente baixo, quando há locutores com excelente capacidade e storytelling, por outro lado, formatos que muitas vezes estão em podcast, que são entretenimento puro, teriam lugar em FM. Por exemplo, o Café da Manhã tem convidados interessantes, mas corta as conversas com músicas, só as mantendo integrais nas redes sociais. Resultado, muitas vezes perfiro ver no Youtube do que ouvir no rádio, porque assim apanho sem cortes. Mas no geral, há uma tendência para corte na palavra. Por exemplo, estou neste momento a ouvir a RR. Não vai muito tempo que na hora das 00h o Carlos Bastos tinha convidados, agora apenas há música. Talvez seja preferência do auditório, acredito, mas se calhar não se está a saber vender o produto. Não acho que seja culpa de quem os faz.