Ainda não ouvi... tenho tido uma semana difícil em termos profissionais, nunca consigo ligar o rádio antes das 10h!
Ainda assim:
1. O José Carlos Trindade é, de facto, uma excelente voz "da velha guarda", tal como o é o Jorge Afonso, o Augusto Fernandes, ou a Filomena Crespo. Qualquer um destes quatro nomes têm que ter lugar cativo na grelha da Antena 1. Contudo, como bem referiu o Memórias, a equipa tem de ser o primado. Estes excelentes profissionais têm de levar para a equipa o rigor, o capital de conhecimento acumulado, uma certa função professoral, mas têm de receber também a irreverência, novas ideias e um espírito dinâmico que trazem novos nomes. Numa rádio deste tipo seria muito fã de a juntar a esta dupla, estar lá uma voz de peso.
2. Não é razoável a Antena 1 ir já em quantas manhãs no espaço de 1/2 anos? Quero com isto dizer que é preciso dar tempo para olear equipas e se não estiver a resultar, antes de desfazer, adicionar um elemento. Diria que 1 a 2 meses é o tempo indicado, ou talvez até olhar para os dados do próximo Bareme. As tardes, já agora, também funcionariam bem com dois locutores.
3. A Catarina Miranda foi um erro de casting. Como referi várias vezes, esta não era rádio para ela, como aliás se vê. Sair da Antena 1 e na semana seguinte comentar Big Brother só será suplantado por ser ex Primeiro-Ministro e entrar no Big Brother. Pode ser só minha impressão, mas Big Brother, para mim, é mais castigo que bênção, é um rótulo que se cola à pele do profissional e dificilmente sai. Veja-se o caso da Teresa Guilherme. Se a Catarina se tivesse mantido na A1 acho que afastaria mais ouvintes do que o que ganharia.
4. Por muito que o Galopim tenha ideias de mudança (não acho que tenha assim tanto, a julgar pela entrevista que publicaram por aqui), parece-me difícil que as mesmas sejam rápidas e bruscas. Como em qualquer organização, mais a mais no Estado, há sempre os pequenos poderes, as quintas intocáveis, que fazem com que a mudança radical se torne na "evolução na continuidade".
5. A ideia dos castings é excelente, e o serviço público deveria ser o primeiro a promovê-la, particularmente, sendo detentor de uma rede nacional com as características da da Antena 3. Na Antena 1, admito que experiência e maturidade sejam um bom capital, não obstante pudesse ter um ou dois elementos da geração 30.