Ontem mais um "arranque ' atribulado do Prova Oral.
Até motivou o comentário irónico do Alvim" isto nunca aconteceu, é a primeira vez"...
Fui ouvir. Música para encher logo desde o topo da hora (extremamente bem decidido, deve ter sido o Fernando Alvim a sair com essa), um Paulo Castelo com som muito fraco a ouvir-se no poço, e eventualmente 10 minutos depois (lá para as 19:15 na emissão direto) lá fica tudo direito.
Dá a sensação que ultimamente na RTP sempre que se quer fazer alguma coisa mais fora da caixa em rádio há sempre problemas técnicos pela falta... de técnicos. Foi no arranque do Womex, foi na mudança de software na Prova Oral sem técnico para apoiar, foi agora com música ao vivo do Tiago Bettencourt porque envolveu ele passar para um outro estúdio... na própria cobertura do Comic Con na Antena 1 houve um momento às 16:50 em que os dois repórteres estavam a tentar concretizar uma ideia e estavam a atropelar-se mutuamente durante quase 1 minuto seguido simplesmente por questões de retorno...
Ninguém arranja técnicos para aquela casa depois das 19?! E porque carga de água o Luís Oliveira não cedeu tempo de emissão para configurar os equipamentos se tem de ser assim?? Tipo, eu sei que o Pão para Malucos é às 18:40 mas pelo amor da santinha, não há meios tem que haver tempo dado para se configurar nem que entre por cima do final da hora, não é assim que se faz... o programa já só tem 1 hora e ficou reduzido a 45 minutos em nome de nada, nada.
Urge haver técnicos naquela casa. A administração da RTP que ganhe noção e ceda mais algum orçamento à rádio que sem técnicos não há milagres. Mas por mim podem continuar, que com ou sem problemas técnicos o conteúdo em si é muito bom. Simplesmente não é o ideal desta forma.
Ainda ontem esta temática foi abordada no programa da provedora na Antena 1.
A propósito do tema "correspondentes nacionais", foi apresentada uma reportagem para "mostrar" aos ouvintes o trabalho que envolve a montagem de uma emissão em directo no exterior (no caso, um "Portugal em Directo" feito a partir das instalações do CHUC em Coimbra).
Utilizados recursos humanos de Coimbra, alguns deslocalizados do Porto e, a determinada altura é entrevistado o técnico de som (único, ao que parece) afecto à delegação de Coimbra. Ele fala dos autênticos milagres que tem de fazer e, também, do receio que tem, em contexto de pandemia, de um dia falhar... Fica a delegação completamente descalça em termos de acompanhamento técnico de qualquer emissão que parta de lá.
Vale a pena ouvir...
https://www.rtp.pt/play/p9584/e586155/em-nome-do-ouvinte-o-programa-da-provedora-do-ouvinte-vi-serie
Já agora que estamos no tópico da Antena 3, alguém me sabe dizer se a Teresa Vieira (da equipa do Domínio Público) intervém a partir dos estúdios de Coimbra?
Excelente post e bom ponto, vou escutar.
Quanto à Teresa Vieira, a parametrização de microfone, similar à do João Costa quando anima as madrugadas, denuncia que ela entra de Coimbra. Só não sei se isso acontece sempre ou ela vai ocasionalmente ao Porto para entrar em antena, mas definitivamente acontece ela entrar de Coimbra.
Também não sei porque é que o microfone está afinado assim por lá (tem a gama média um pouco mais espalmada e menos brilho nos agudos), mas as coisas estão de tal ordem que eu já nem sequer me vou queixar disso. Menos ainda quando isso é cumprir descentralização e vinda de Coimbra. Às vezes o bom tem de chegar dados os ovos que existem. Já nem me queixo...
Quanto ao Atento, que não vou citar para impedir extensão de post,
1. Havia uma presença regional consistentemente muito superior à atual. Também havia mais dinheiro, não nego.
2. E o que é que isso interessa para avaliar o tópico em causa? Tanta rádio que não tem microcobertura em Coimbra e orienta-se bem...
3. Desconheço mas deduzo que sim, tendo a RDP ficado com a nata pós-privatização em 93, salvo questões pontuais com parque emissor instalado que são naturais em plena época de transição do analógico para o digital, como foi essa.
4. Havendo emissão local os correspondentes são parte da equipa, não são correspondentes. Boa tentativa de dar a volta ao texto, mas não deu, melhor sorte para a próxima.
Em Vila Real depois do Costa Guimarães expulso no tempo do Nunes e companhia ainda houve Eduarda Freitas que também não agradou a um certo poder...
Em Braga, o socialismo do Mesquita Machado em concluio com o ui, ai Zé Manuel Nunes irradiou a Ana Gonçalves...
No Altentejo, a RDP da taxa só para ela no Alentejo tinha apenas António Veladas...
Em Setúbal não tinha ninguém...
Em Santarém tinha Alice Cardoso...
Em Aveiro Fátima Pinto...
Em Viseu Jorge Bastos...
Em Bragança dois que não faziam um...Estacio Araújo e Virgílio Cavaco...
Em Coimbra gente aburguesada e diletante...
Em Faro a mesma coisa...
E na Cândido dos Reis gente preguiçosa...
Nessa RDP da taxa havia muito parasitismo e incompetência...
Informação regional não havia...
Havia uns indivíduos que faziam umas emissões a partir do Porto, Coimbra e Faro...que raramente tinham protagonistas regionais.
Ainda gostava de saber um pouco mais da sua identidade, caro Atento.
O senhor tem um conhecimento profundo dos meandros da RTP-Rádios, em especial da Antena 1.
Até sabe o nome dos correspondentes nacionais da RDP dos anos 90 até meados dos anos 2000.
Quanto a questões políticas, a única coisa que me apraz dizer é que quando os sucessivos governos têm muitos interesses (alguns, a mando de privados) na RTP, quem paga a factura é o contribuinte/ouvinte.
Numa altura em que meio mundo se habituou ao tele-trabalho e dada a evolução tecnológica dos últimos tempos, não me chocaria nada que a RTP tivesse uma lógica de correspondentes como tem a CMTV/Correio da Manhã Jornal.
Obviamente que terão que cumprir os critérios de qualidade do serviço público, mas não faltam jornalistas e técnicos de qualidade que merecem o seu lugar ao sol.
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Sim conheço.
Tem de ser.
É preciso desmontar certas coisas.
E gentalha que fez muito mal à RDP e RTP .
Depois de concluir a Tese de Doutoramento em Economia /Administração, o meu objetivo é avançar para um trabalho científico numa Universidade estrangeira de reconhecido mérito para abordar o serviço público português e os dos países europeus.
Através deste trabalho numa Universidade estrangeira tenho como objetivo, ao analisar documentos, cruzar dados, demonstrar determinadas anomalias...
É uma boa forma de denunciar situações e indivíduos pela via científica, evitando a lama, pois há porcos que destruíram ou quase destruíram a RDP e a RTP que se sentem bem, enquanto porcos, no seu favorito terreno - a lama.
ESSE é o terreno onde se sentem bem...
Mas vão ter que ir a jogo noutro terreno.
Antes de mais, muitos parabéns pela iniciativa de realizar uma tese de doutoramento. Independentemente da área de análise, é louvável o esforço que um estudante de doutoramento tem que ter para elaborar e fazer uma tese.
Sobre corroboro um pouco o que o Memórias disse. Sem falsidades, gosto de ler as suas informações confidenciais sobre o universo RTP. Foi graças a si que descobri que o Galopim seria o novo director de programação da Antena 1.
Onde eu acho que peca é no modo como as diz.
Todos nós temos direito de opinião.
A minha é tão válida como a sua, como a do R4, como a do Luís Carvalho, como a do radiokilledtheMTVstar ou como a do Memórias.
A diferença está nos termos que utilizamos.
Concordo plenamente consigo que a parte da RTP/RDP é um espelho do que de pior tem na nossa sociedade: a promoção de gente sem espírito de equipa, alguns alegadamente com agendas predefinidas por outros e onde a meritocracia é substituída pela cunha do amigo ou familiar.
Em contrapartida, acredito piamente que a maioria (como o exemplo da Cláudia Costa) é gente com coluna vertebral, profissionais de primeira apanha e com uma noção clara de trabalhar para o serviço público e colectivo. Infelizmente, as razões que mencionei anteriormente, juntada à negligência de meios, faz com que não possam brilhar e serem relegados para outros planos ou até procurarem outras estações formatadas onde não podem ser eles próprios.
Caro Atento,
Eu nunca fiz rádio (com muita pena minha), não tenho as competências técnicas de muitos dos camaradas de fórum e, por favor, não entenda isto como uma critica, mas penso que o senhor tem muito conteúdo útil para nos dar mas perde alguma credibilidade pela forma como às vezes o transmite.
Peço desculpa pelo reparo e saudações bigodeanas!
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