Ouvi o programa da Provedora. Não sabia que não havia correspondentes em Vila Real e Beja (!!!!), mas em Setúbal sabia, é crónico, tem mais de uma década à vontade.
Se para Setúbal devia haver correspondente no mínimo no litoral alentejano, que é onde seria mais preciso dado que a cidade em si está a 45 minutos de Lisboa e o resto do distrito para norte a menos tempo ainda; para Vila Real é impossível cobrir nesses termos, mais ainda para Beja.
Eu entendo que estejam a ser servidas pelo Porto/Braga e por Évora mas há coisas que simplesmente não podem ser assim. Nenhum alentejano ou transmontano que se preze fica totalmente representado assim...
Assustador que em Bragança exista um, um!!!! único correspondente. Chegou a ter 4 pessoas esse distrito.
Nos Açores não está bom, mas podia estar pior. Fazem bem em lutar contra a precariedade, que é desejável fazê-lo.
Senti a angústia na voz do técnico de Coimbra a perguntar "e se eu não puder fazer?". Teria que vir alguém do Porto certamente, com uma hora de penalização, mas... sim, entendo. Convinha haver mais um técnico em Coimbra, até para apoiar a Cláudia Costa também, porque coordenar tudo aquilo que ela coordena em 45 minutos de programa é absolutamente insano - não é definitivamente só uma "rádiozinha musical" a subir e baixar uma única via ou duas.
Eu fiquei sem ar a ouvir e a perceber a dinâmica. Tendo já feito rádio e tendo vários anos de experiência nela, fiquei sem ar. Impressiona e assusta à primeira vista. Talvez fosse capaz, eu acredito que sim, mas é definitivamente uma gestão no limite para se realizar por uma única pessoa.
E não é unha para muito bom profissional do setor privado, digo já.
Relativizo um pouco a questão dos investimentos em novos emissores ser "migalhas" de 300/400 mil euros. Certo, mas se investirmos em muitas migalhas deixam de o ser. Entendo a lógica, mas aí não creio ser a questão mais grave, nem de perto nem de longe. E neste ponto, há claramente uma gestão razoável, na minha opinião...
Nota apenas para um erro de montagem mesmo ao fim: a info das novas frequências ficou com a voz demasiado baixa face à música. Em emissão deve ter ficado no limite porque o som está feito para destacar a voz, mas em podcast ficou mal. Mais um motivo para arranjar técnicos... poder haver mais atenção para isto.