São realidades diferentes. A A1 tem financiamento garantido, a RR tem que diariamente ir em busca dele. E não é fácil!
Mas sobre a A1, eu até defendo a figura de um director geral que coordene as três antenas. Nada vale alterar a 1 e nada fazer na 2 e 3...
Tem que existir uma lógica de grupo.
Mas realmente grandes reformas e alterações são complicadas num servido público muito feito de capelinhas, com muitas cumplicidades corporativas.
Qualquer pessoa que vá contra estes interesses instalados, seria trucidado!
Diretor-geral???
Mais uma capelinha, ou prateleira dourada?
Como já foi dito por aqui, as rádios da RTP precisam de ser definidas de forma a abranger a esmagadora maioria da população, criando uma linha programática para o efeito, como acontece nos serviços públicos europeus de referência.
Serviços esses que lideram as audiências nos seus países. Serviços que se preocupam em chegar a todos aqueles que o financiam.
É isso que vemos na BBC, na Rádio France no Serviço Público Sueco (estamos atentos, João Paulo Baltazar...força aí quando voltar a falar com a provedora...ah...explique também ao seu camarada Reis...), no Serviço Público suíços, belga, dinamarquês, austríaco, holandês, alemão, italiano...
Nesses países, não confundem serviço público com ultra vanguardismos minoritários e estabeleceram de forma clara que é para servir todos os públicos que contribuem para o financiamento dos respetivos serviços, criando, com efeito, as respetivas estações.
Definido o caderno de encargos, cada diretor da estação é responsável com a sua equipa para criar programas e contratar recursos humanos para pôr em prática a programação.
Na maioria dos serviços públicos da Europa civilizada, jamais os canais são geridos pelos gostos do diretor X ou Z.
A BBC, por exemplo, tem há largos anos as linhas orientadoras de cada canal...
Dito isto, a Antena1, por exemplo, não pode ser o canal do Coelho, do Marinho, do Pêgo ou do Galopim...
Depois figuras nefastas como Arons, Relvas, Silva, João Carlos Silva e outros figurões jamais poderão gravitar à volta do grupo RTP...
Continuando....
O grupo RTP não pode, nem deve ter gente que a lese.
Ao longo dos anos, houve muita gente que a lesou. Que abusou dela.
Em países da Europa civilizada essa gente teria sido chamada a prestar contas.