Achei graça quando João Paulo Baltazar cita a Rádio Pública sueca, afirmando que é líder destacada nas audiências, para quase justificar que a Antena1 não é lider porque não tem financiamento e recursos humanos ao nível da rádio pública da Suécia...
Errado não está...
Ouçamos em discurso direto as pérolas de
Graça Franco
Nuno Galopim
João Paulo Baltazar
Maravilha...
Para mais tarde recordar...
https://www.rtp.pt/play/p9584/em-nome-do-ouvinte-o-programa-da-provedora-do-ouvinte-vi-serie
Não há uma estratégia global, cimentada e pensada como existe nos serviços públicos europeus...
É a Antena1 do Coelho...
É a Antena1 do Pêgo...
É a Antena1 do Galopim...
Enfim...
Impensável nos serviços públicos europeus de referência...
No contexto rádio português que tem andado em constante mutação nos últimos 30 anos é simplesmente impossível haver uma linha de estratégia comum, o meio foi quebrado a cada 10 anos praticamente, em total contraste com o que aconteceu lá fora... Entende-se, parcialmente, essa questão. No entanto, convinha existirem traves mestras que segurem os ouvintes.
E nesse aspeto, acho que o que está a ser estabelecido pelo Nuno Galopim pode bem vir a ser uma trave mestra plenamente aceitável. Não há como bater a rádio pública a fazer serviço público na música, mais que passar música, dando a conhecer música também pelos seus artistas, pelos principais elementos históricos que marcaram o caminho das coisas, e não porque é para ser popular e ter 5%. Isso é serviço público. Também não há como bater o serviço público em representação do território e qualidade da informação querendo reforçar aí.
Há coisas ditas muito importantes. Isto, apesar da locução da Graça Franco claramente ter imenso apoio de sonoplastia para ajudar e como é evidente, não ser nenhum primor de dicção (o timbre é muito agradável, muito clássico), natural pela idade, mas ninguém ouve este programa pela qualidade da locução, ouve sim pelas ideias.
Por exemplo a defesa que a RTP tem que fazer contra o sensacionalismo é relevante nos tempos atuais. Muito relevante.
Como já disse, acho sólido o caminho escolhido. E prova da mudança da playlist estar a ter alguma eficácia é que neste momento, e apesar de estar ainda a meio, já troquei a RR pela Antena 1 no posto do meu autorádio. Porque conto com esse peso histórico e esse valorizar da música a surgir em antena com o equilíbrio que o Nuno Galopim mencionou. E já se notam as primeiras mudanças.
Às 16:50 uma escolha que noutros tempos era impensável, do Tiago Bettencourt (Sábado de Manhã), mas extremamente agradável...