Fim de noite desastroso na Antena 1. Não podia ter sido pior.
Às 23:10 intervenção do Jorge Afonso a apresentar o "E Deus criou o mundo...". Não fez qualquer menção a que se trataria de uma reposição. O programa que passou foi o da semana prévia às eleições autárquicas, terminou com um "apelo ao voto no dia 26". Um programa com 4 participantes, o representante da comunidade moçulmana falou 30 segundos, no final do programa para uma recomendação, com o moderador a pedir desculpa por não lhe ter dado a palavra durante todo o programa. Isto é de um amadorismo primário, nem numa local. Repetir um programa sem aviso prévio é mau, com esta moderação é péssimo. Para isto, sou mesmo favorável a que se coloque música ou se criasse algum espaço alternativo esta semana. Para isso, digo eu, têm lá o locutor de continuidade...só que... não!
Após uma música enlatada em menos de dois minutos (que nem completou) surge o sinal horário. Entra a trilha sonora. Do Jorge Afonso, nem sinal! Nada, nem anúncio de horas nem de quem é a edição. Micro estava claramente aberto, porque baixou o som da música, não estava era ninguém lá para falar.
Jornal das 24h, exatamente igual ao das 23h, tenho a clara sensação que foi gravado, pois o Mário Rui Cardoso engasgou-se na mesma exata parte sobre o CDS que às 23h. Durante o jornal, ouviu-se várias entradas de email no Outlook (som da notificação) e nas declarações do Jerónimo de Sousa o tratamento do som... nem numa local!
Fim do jornal, lá aparece o Jorge Afonso como se não se tivesse passado nada, a dar as temperaturas e a indicar o nome do jornalista. Menos mal.
O importante é ter , numa rádio como a Antena 1, mais e melhores jornalistas que se forem bons e tiverem um programa bem estruturado dispensam os chamados locutores de continuidade que na maior parte dos casos se limitam a repetir chavões sem interesse, temperaturas horas e pouco mais....
Em horários como o da noite, onde a emissão é quase toda ela preenchida por programas, realmente é caso para perguntar, o que está lá a fazer o Jorge Afonso durante 5 horas? Ok, dá o nome de quem faz as notícias, o que é obrigatório por Lei em todos os serviços noticiosos, mais ou menos ligeiros (até nas jovens quando dá os magazines mencionam sempre quem os vai fazer), e dá as temperaturas duas vezes no espaço de 10 minutos, na trilha do noticiário e na posterior antes mesmo do programa.
Realmente, seria mais útil gravar a fala de quem faz a emissão, ficava uma vez para o ano inteiro e o jornalista dava as temperaturas. Poupava-se recursos e também fazia mais sentido.