Por cá o lobby da comunicação social privada para continuar com o atual estado da arte já escolheu o seu candidato no PSD - Paulo Rangel - e o seu Silva - Gonçalo Reis - ex-Presidente da RTP e um efusivo apoiante de Rangel...
Rui Rio só vencerá as diretas de dezembro, se os militantes não forem arregimentados pelo fortÃssimo sindicato de voto que está em marcha inexorável. Será muito difÃcil de combater, pois há muitos indivÃduos sem coluna que estão a mudar de campo como Cancela de Moura (um defensor acérrimo de Rio que passa agora para o campo do rangelismo).
Além disso, Rangel tem o apoio do lobby mediático privado sobretudo do grupo impresa, r/com e tvi/barcos Ferreira do Douro.
Descreve um cenário de pequenez, de interesses orquestrados com os poderes polÃticos que se vão realimentando. Cedências, gestão danosa do interesse geral, para beneficiar os apoios do mediatismo privado. Tal não me parece compatÃvel com os patamares de desenvolvimento europeus, dos quais se pretende fazer parte. Fala de clientelismo, de atraso, ao nÃvel dos paÃses subdesenvolvidos que não fazem parte desta área geografia.
Os serviços públicos europeus são instrumentos de soberania, projetam a imagem internacional dos paÃses, são veÃculos de coesão nacional, são dirigidos ao público como um todo, promovem/divulgam a cultura dos paÃses e do bloco geográfico a que pertencem, fomentam a ligação dos cidadãos com o seu paÃs, criam uma ligação, diria, identitária e cultural, formam e informam. Não há censura cultural, não são alternativos a coisa nenhuma. Foram projetados com uma determinada finalidade, seguem esse rumo, e o principal objetivo é dirigirem-se à população como um todo. Os serviços públicos europeus não são encarados como rivais dos serviços comerciais, limitam-se a cumprir o seu papel, sem censuras e sem visões redutoras. É o interesse geral que está em causa. Aqui misturamos tudo. Estão com décadas de avanço em relação a nós.
Imagine um serviço público que foi delineado há décadas, o conceito mantém-se e vai-se ajustando com o tempo, e o resultado é que os jovens ouvem as mesmas rádios que os pais ouvem, e que os avós também ouvem/ouviam. Perduram no tempo com a mesma força. Isso não é ficção, é facto insofismável. Acontece nos paÃses desenvolvidos da Europa.