Dá que pensar o que o Atento descreveu... de facto, uma RTP forte, tira necessariamente receitas aos privados, seja na TV, seja na rádio. Até pode não ter publicidade, mas se canibalizar audiências, o privado vai receber menos, porque tem um valor atingir 1M ou 750k.
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“pdnfâ€, falta rigor cientÃfico no seu raciocÃnio. Acho estranho vindo de alguém que se intitula de “académico†ou que menciona a academia nas suas publicações. Essa análise é demasiado linear e não tem conta uma série de variáveis.
João,
Ter um curso superior não faz de mim um académico. Apesar de trabalhar na academia, não faço investigação cientÃfica, não sou doutorado, logo, académico não! Uso o que aprendi na teoria para tentar explicar a prática. Ah, nem tampouco serei o único aqui pelo fórum com habilitações superiores.
Mas o que chama de raciocÃnio simplista é justamente o funcionamento da economia de mercado: lei da oferta e da procura. Se eu comercializo um bem, e a procura por esse bem diminui, quer se trate de uma diminuição por via das preferências do consumidor ou de um subsÃdio governamental (que é o que na prática ocorreria se a RTP deixasse de ter publicidade, o OE substitui essas receitas), o que irá acontecer? O preço baixa, para conseguir vender as unidades que disponho do bem e encontrar um novo equilÃbrio no mercado. Ora, se a RTP cresce à custa do privado, o que vai acontecer é um novo equilÃbrio, em que o preço da publicidade desce e o privado tem menos receita. O que não é necessariamente mau: com menos dinheiro muitas vezes faz-se melhor do que com muito, e acho que os privados vão ter de passar por essa fase para crescerem.
O João interpretou o meu raciocÃnio como sendo a defesa de uma RTP fraca e a não entrar em áreas onde o privado opera. Se o fez, está redondamente engando. Então na TV; tomara eu que a RTP tivesse a coragem de ser o canal público que deveria ser e arrumasse com o degredo que são as nossas TV's privadas (viva a Netflix!). Na rádio, já aqui o disse: é preciso uma A1 mais forte na polÃtica, no desporto, nas artes, uma 3 que se volte para o público jovem e que seja 10x melhor que uma Mega ou uma Cidade FM, era bom uma RDP Senior ou uma RDP Desporto, que podia usar as frequencias da Ãfrica! A única dúvida que tenho é da manutenção a 100% do modelo da A2. Como já referi, sou crÃtico da ideia de privatizar o serviço público (note-se que privatizar é diferente de concessionar parte da exploração do serviço por um perÃodo de tempo relativamente curto até por ordem na casa).
O que eu não quero é uma RTP como está hoje: fraca. Só para dar uma ideia, sabe quais são as únicas frequências do Monte da Virgem que não se apanham em Gaia num parque subterrâneo? Vou-lhe dizer: A1 e A3. É vergonhoso, até a Cidade Fm, a Rádio 5 ou a Meo SW se apanham. É isto uma RTP forte, que nem dinheiro tem para pagar a energia para ter a potênca do emissor em condições?