Recordando...
https://www.google.com/amp/s/www.publico.pt/2004/02/09/portugal/noticia/a-saida-de-sena-santos-foi-a-pior-coisa-que-me-aconteceu-1185567/amp
P. - Com a reestruturação, a informação regional diminuiu.
R.- Não. Aumentou. Mas diminuÃmos as horas em que a rádio tinha desdobramento. Havia quatro horas (10h/12h e 18h/20h) em que esta rádio eram quatro, o que para uma estação nacional não faz sentido. Agora temos apenas uma hora de desdobramento (13h/14h) para emissões regionais só viradas para aquela informação que dificilmente darÃamos em antena nacional. Fazem debates, entrevistas e até têm programas interactivos com os ouvintes.
A negrito a afirmação inicial, a itálico a verdade para comparação (que não tem nada a ver com o que foi afirmado). Afirmação absolutamente inenarrável de LuÃs Marinho, esta de não fazer sentido desdobramentos regionais numa rádio nacional. Inenarrável e inadmissÃvel. Calou-se a proximidade regional e ficou reduzida a 1/4 e apenas à informação, e Deus nos livre de haver entretenimento bom e próximo feito fora de Lisboa e Porto! Mas o que é isto?
Quando é que este pensamento é enterrado de vez? Quando é que se entende que a rádio nacional, qualquer que ela seja, ganha sempre com proximidade às regiões e não o oposto?
Perguntas para reflexão.
Marinho tem toda a razão.
Toda.
Aquelas quatro horas não eram nada.
Nada.
Apenas música e umas tangadas marteladas de forma avulsa.
Melhor é como está hoje em dia: 0 horas de desdobramento! 
É incrÃvel como mudou a realidade em 15/20 anos... A1 em 3º em Lisboa, onde reinava a RR e a RFM. Comercial nem vê-la. Por outro lado, a A3 à frente da A1? O que criou essa erosão na 3? O deteriorar da grelha? Ou também fuga para as Megas e Cidades desta vida?
Convém dizer que antes de essas reformulações da grelha da Antena1 (havendo os tais desdobramentos absurdos que, basicamente, se limitavam a passar música), o principal canal da RDP estava atrás da TSF nas audiências. Houve uns trimestres tão negativos para os canais da RDP que a única saÃda da administração liderada por José Manuel Nunes foi sair/abandonar o estudo de audiências da Marktest.
A RDP creio que só regressou a esse estudo, quando houve novo governo (de Durão Barroso), a reforma da RTP/RDP e uma nova administração (agora comum à TV e rádio) liderada por Almerindo Marques.
Com os desdobramentos e outras tangadas a Antena 1 de Nunes e João Coelho andava entre os 2,8% e os 3,1%/3,3%...
A Antena3 andava melhor entre os 3,3%-4,7%... isto até 1998/1999...
A inércia, a falta de jeito e a democracia asfixiante da administração de Nunes contribuÃram para a progressiva erosão da Antena 3 e consequente perda de ouvintes que em 2000/2001 os números se situavam entre os 1,6/7/8% e os 2,1%/2,2%...
Perante tal situação, a administração liderada por José Manuel Nunes promove por todo paÃs uma desesperada campanha de promoção à s rádios da RDP (sobretudo à antena1) com cartazes enormes em zonas estratégicas de várias cidades; contratam para diretor de programas da antena 3 LuÃs Montez (genro de Cavaco)- que sai da Conercial rádio rock e que reformula a grelha da Antena3, levando da Comercial para a 3 as estrelas na altura Malato e Ana Lamy que ocupam as manhãs...
A 3 recupera nas audiências (creio que num estudo paralelo feito por uma empresa para a RDP - a administração de Nunes retirou as rádios da RDP do estudo, porque perante números tão baixos das 3 antenas parece que não acreditava no estudo feito pela Marktest).