Com certeza gastaste mais tempo a pensar no futuro da rádio pública escrevendo neste tópico do que alguns dos seus responsáveis... Subscrevo completamente.
O Paulo Sérgio bem se veio desculpar de que a redação de desporto precisava de mais 7/8 elementos, mas mal era se não conseguisse acordos e parcerias como as que falaste. E a decisão de ter substituÃdo a Tarde Desportiva por nada mais nada menos que 5 horas de música a metro, com os apontamentos culturais que podem até ser muito bons mas são metidos a martelo onde nenhum ouvinte sabe a que horas realmente são, parece ter sido tão bem recebida que a RDP Internacional e RDP Ãfrica já criaram programas próprios entre as 15h e as 18h.
Por isso neste momento acabam por ficar melhor servidos do que o canal principal... Vamos ver o que a nova direcção da RTP nos reserva.
Obrigado! 🙂
Peço desculpa por algumas gralhas aqui deixadas, mas praticamente não revi o comentário.
Quanto aos canais da diáspora, concordo contigo.
Aliás, por vezes dou por mim a pensar que a RDP Internacional é mais dinâmica com muito menos recursos que a Antena 1.
E no que toca à «irmã mais velha» do grupo RTP, não são precisos tantos investimentos assim.
Basta puxar-se para o lado positivo disto de se ser português: desenrascar!
Têm que se criar sinergias, meter a rádio pública mais próxima dos seus ouvintes. Fazer um pouco como a Rádio Renascença está a fazer actualmente, não deixando de perder a seriedade e o selo de qualidade que se pede ao serviço público.
Hoje em dia, com um telemóvel, consegue-se correr «ao fim da rua e 'quase' ao fim do mundo», narrando as estórias por detrás das notÃcias, sempre em busca de novos protagonistas anónimos.
Existem, a meu ver, rubricas enlatadas a mais na Antena 1.
Deveria se privilegiar a palavra em directo, com direito a pequenas doses de música de qualidade (tendencialmente mais portuguesa) e gostava de voltar a ouvir algo que já não se escuta há muito em rádios nacionais: um repórter de rua fixo num programa da manhã, que seja carismático e empático.
Também creio que seria benéfico a Antena 1 explorar mais os áudios do WhatsApp, não para fazerem «grandes questiúnculas da humanidade», mas podendo agilizar programas como o Antena Aberta ou até mesmo dando o retorno dos ouvintes aos espaços da manhã e da tarde.
Para as tardes de Domingo, no Verão, o espaço Desporto e Música aqui recordado pelo almeidamarco seria uma boa ideia e, aos Sábados, uma espécie de mistura entre um Hotel Califórnia e Aventuras de Verão, onde um grande comunicador como o Augusto Fernandes seleccionava clássicos de grande qualidade, falando um pouco do contexto de cada artista/canção.
Por fim e sei que vou ser muito polémico.
Gostaria de ver duas coisas:
- Que o Linha do Horizonte fosse uma espécie de Turno da Noite do Óscar Daniel. Um programa, em rigoroso directo, de companhia à s pessoas que estão à escuta à quela hora da noite (e o ambiente seria bem diferente do magnÃfico programa do Candeias), podendo haver convidados e interacção entre eles.
- Gostava de ver um comunicador reconhecido da praça pública a ter um programa.
Por exemplo, um Júlio Isidro ou (sei que é polémico) o Manuel LuÃs Goucha.
Com certeza gastaste mais tempo a pensar no futuro da rádio pública escrevendo neste tópico do que alguns dos seus responsáveis... Subscrevo completamente.
O Paulo Sérgio bem se veio desculpar de que a redação de desporto precisava de mais 7/8 elementos, mas mal era se não conseguisse acordos e parcerias como as que falaste. E a decisão de ter substituÃdo a Tarde Desportiva por nada mais nada menos que 5 horas de música a metro, com os apontamentos culturais que podem até ser muito bons mas são metidos a martelo onde nenhum ouvinte sabe a que horas realmente são, parece ter sido tão bem recebida que a RDP Internacional e RDP Ãfrica já criaram programas próprios entre as 15h e as 18h.
Por isso neste momento acabam por ficar melhor servidos do que o canal principal... Vamos ver o que a nova direcção da RTP nos reserva.
A responsável pelas finanças (Ana Dias Fonseca) da equipa de Nicolau e Figueiredo demitiu-se.
Não há dinheiro para pôr em prática o que ficou plasmado nos documentos dos vencedores.
Sem aumento da CAV e com NAS a querer retirar mais publicidade ao grupo RTP, a margem de manobra não existe...
A rádio continua a ser o parente pobre da RTP.
O ordenado anual da Catarina Furtado dava um jeitão na Antena 1.

E diria mesmo mais: o serviço público não pode ter muito público pois incomoda a muita gente.