Autor Tópico: RTP Antena 1  (Lida 1218068 vezes)

ToLv

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2220 em: Junho 29, 2021, 10:24:42 pm »
Está subaproveitada há uma década e muito, muito mal, porque de facto é excelente. Não se entende!
E pensar que há uns dois anos a vi num DJ set para meia dúzia de pessoas quando passei por uma feira no Hard Club... Realmente não sei o que se terá passado na MCR.
De resto agora não está assim tão subaproveitada, se a rádio pública não a aproveitar como é o mais provável sempre está na equipa do Maluco Beleza.

O Paulo Rocha tem feito maratonas na Rádio Rali e agora na Rádio Euro, mas continua muito desaparecido na Antena 1. Sinceramente, parece que poderá ter tido um burn-out ou algo semelhante depois dos muitos anos nas tardes e não poderá voltar fazer emissões durante toda a semana tão cedo...

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A Joana tem duas grandes paixões: a rádio e a atividade com DJ, sendo a primeira, maioritariamente, o trabalho que paga as contas. Quando foi despedida da Cidade FM, a Joana não se armou em vedeta como muitos: trabalhou em lojas, serviu à mesa, foi recepcionista e acabou como hospedeira da TAP. Pelo meio, ainda teve uma passagem pequena pela Informação Nacional de Trânsito. Aliás, se ela está novamente na rádio, devemos ao COVID-19, que a levou  ao despedimento na transportadora aérea. Nessa mesma altura, a atividade como DJ também, como todos sabemos, cessou por completo, fruto das circunstâncias. Posto isto, ainda a admiro mais, porque lutar por aquilo em que se acredita e se quer, sejamos sinceros, não é fácil em Portugal. Acredito que não fosse o sonho da Joana trabalhar na RDP, mas sempre é melhor fazer o que se gosta, mesmo que não seja onde desejamos mais.
Posto isto, não vejo o porquê de não se acreditar no potencial dos jovens para os canais principais. Não faz qualquer sentido. Olhemos, por exemplo para a TV: os grandes pivots de hoje em dia, começaram nos anos 90, com 20 e poucos anos. Qual é o mal de lançar às feras sangue novo? Juro, não consigo compreender.

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tuscano

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2221 em: Junho 29, 2021, 11:24:45 pm »
Duas horas de entrevista é muito. O programa das 10h12 de sábado pelo menos podia ser como o Antigo Hotel Babilónia- uma primeira hora com comentário/sugestões, escolhas musicais e uma segunda com entrevista. Na verdade são três horas de entrevista de vida ao sábado (contando com o Fala com Ela).
É ver que a Comercial reduziu para 1h as entrevistas diárias das 20h. Ainda por cima ambos os programas de entrevista, são repetidos na programação, ainda que no caso do do Gobern o seja de madrugada.
« Última modificação: Junho 29, 2021, 11:29:33 pm por tuscano »

AG

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2222 em: Junho 29, 2021, 11:45:57 pm »
Duas horas de entrevista é muito. O programa das 10h12 de sábado pelo menos podia ser como o Antigo Hotel Babilónia- uma primeira hora com comentário/sugestões, escolhas musicais e uma segunda com entrevista. Na verdade são três horas de entrevista de vida ao sábado (contando com o Fala com Ela).
Fala Com Ela podia passar para o domingo às 11.00 em vez das repetições de A Cena do Ódio - ainda por cima, o programa já tem quase 10 anos naquele horário.

radiokilledtheMTVstar

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2223 em: Junho 30, 2021, 12:59:27 pm »
Está subaproveitada há uma década e muito, muito mal, porque de facto é excelente. Não se entende!
E pensar que há uns dois anos a vi num DJ set para meia dúzia de pessoas quando passei por uma feira no Hard Club... Realmente não sei o que se terá passado na MCR.
De resto agora não está assim tão subaproveitada, se a rádio pública não a aproveitar como é o mais provável sempre está na equipa do Maluco Beleza.

O Paulo Rocha tem feito maratonas na Rádio Rali e agora na Rádio Euro, mas continua muito desaparecido na Antena 1. Sinceramente, parece que poderá ter tido um burn-out ou algo semelhante depois dos muitos anos nas tardes e não poderá voltar fazer emissões durante toda a semana tão cedo...

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A Joana tem duas grandes paixões: a rádio e a atividade com DJ, sendo a primeira, maioritariamente, o trabalho que paga as contas. Quando foi despedida da Cidade FM, a Joana não se armou em vedeta como muitos: trabalhou em lojas, serviu à mesa, foi recepcionista e acabou como hospedeira da TAP. Pelo meio, ainda teve uma passagem pequena pela Informação Nacional de Trânsito. Aliás, se ela está novamente na rádio, devemos ao COVID-19, que a levou  ao despedimento na transportadora aérea. Nessa mesma altura, a atividade como DJ também, como todos sabemos, cessou por completo, fruto das circunstâncias. Posto isto, ainda a admiro mais, porque lutar por aquilo em que se acredita e se quer, sejamos sinceros, não é fácil em Portugal. Acredito que não fosse o sonho da Joana trabalhar na RDP, mas sempre é melhor fazer o que se gosta, mesmo que não seja onde desejamos mais.
Posto isto, não vejo o porquê de não se acreditar no potencial dos jovens para os canais principais. Não faz qualquer sentido. Olhemos, por exemplo para a TV: os grandes pivots de hoje em dia, começaram nos anos 90, com 20 e poucos anos. Qual é o mal de lançar às feras sangue novo? Juro, não consigo compreender.

Então só se tem que elogiar a resiliência dela. Pergunto-me se por exemplo a Luísa Barbosa não estará a fazer o mesmo já que depois das coisas não terem corrido bem na Comercial (embora até gostasse dela a solo) nunca mais a vi, nem em rádio nem em TV.
Quanto ao resto, é o costume embora a Antena 1 tenha apostado em alguns novos valores no desporto.

almeidamarco

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2224 em: Julho 03, 2021, 03:46:38 pm »
Na segunda metade da década de 90 lembro-me que nos meses de junho, julho, e agosto quando não havia futebol havia um espaços chamado Desporto e Música em que o jornalista desportivo também passava música. Lembro-me particularmente do Verão de 1997 em que além de escolhas musicais acompanhava-se a Volta a Portugal em bicicleta e os Mundiais de Atletismo em Atenas. Ou seja era a continuação da Tarde DEsportiva mas também com música e sem futebol.

O Bigode do Sala

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2225 em: Julho 04, 2021, 07:06:28 pm »
Ainda gostava de ver o Serviço Público de Radiodifusão ser uma mescla de juventude com mestria dos mais antigos.

Para isso, a RTP teria que ir recrutar selectivamente jovens comunicadores a projectos de qualidade que estão espalhados pela Internet e à academia (através de estágios remunerados, com perspectiva de integração na equipa).

Creio que a Antena 3 seria o embrião excelente para tal, reavivando a lógica da rádio jovem da RTP.
Os comunicadores mais velhos e históricos da casa, como o Alvim, o Luís Oliveira, o Álvaro Costa, o Henrique Amaro, António Freitas ou Nuno Calado, iriam ser uma espécie de padrinhos dos mais novos, ensinando-lhes muitas valências musicais e de como comunicar e, os jovens, rejuvenesciam a emissão com sangue novo.
Se não estou em erro, o André Santos foi convidado para a Antena 3 pelo Fernando Alvim que o viu as suas potencialidades enquanto aluno da ESCS, sendo que ele já estava a iniciar a sua carreira como produtor na Rádio Amália. Aos 23 anos já era produtor do programa das manhãs e aos 24 já tomava conta de emissões, tendo crescido imenso e, na minha modesta opinião, revelou ser um grande comunicador.

Infelizmente existe uma certa inteligência de que «ser jovem» actualmente é ser-se Instagramer ou Youtuber e que, nos gostos musicais, se cingem muito às playlists mais corriqueiras de uma Cidade FM ou Mega Hits. Essa visão é redutora, pois constatamos que os festivais de música mais alternativos como o Primavera Sound ou mais comunitários como o Bons Sons, estão apinhados de jovens sedentos de música de qualidade.

Há uns anos existia um projecto interessante e que infelizmente não se tem ouvido muito falar (nem sei se já sessou): a Academia RTP.

No que toca à Tarde Desportiva da Antena 1, esse modelo poderia enquadrar-se, deixando a condução da emissão em estúdio e os relatos dos jogos mais importantes para radialistas mais experientes e, nos jogos dos «ditos pequenos» e os da Liga de Honra, bem como os das modalidades, seriam cobertos por relatadores jovens, competentes e com muita margem de progressão.
Actualmente a logística é muito mais ágil e barata, bastando haver um pequeno investimento e muita vontade para que haja uma Tarde Desportiva digna de um serviço público de qualidade.

Já sobre o comentário desportivo, creio que se devia pôr um ponto final aos debates crónicos com adeptos do Sporting, Benfica e FC Porto, adoptando um pouco a filosofia do canal 11: comentadores que são intervenientes e praticantes dos desportos em análise.
Para isso, também adoptava a lógica da veterania com juventude, existindo um comentador da área desportiva para estar em estúdio (como teve, há uns anos, Álvaro Braga Júnior), mais uns ex-jogadores/treinadores de futebol e jovens treinadores de qualidade que vêm saindo de academias renomeadas como a Faculdade de Desporto de Rio Maior ou a FMH.
« Última modificação: Julho 04, 2021, 07:18:02 pm por O Bigode do Sala »
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

radiokilledtheMTVstar

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2226 em: Julho 04, 2021, 09:36:12 pm »
Com certeza gastaste mais tempo a pensar no futuro da rádio pública escrevendo neste tópico do que alguns dos seus responsáveis... Subscrevo completamente.

O Paulo Sérgio bem se veio desculpar de que a redação de desporto precisava de mais 7/8 elementos, mas mal era se não conseguisse acordos e parcerias como as que falaste. E a decisão de ter substituído a Tarde Desportiva por nada mais nada menos que 5 horas de música a metro, com os apontamentos culturais que podem até ser muito bons mas são metidos a martelo onde nenhum ouvinte sabe a que horas realmente são, parece ter sido tão bem recebida que a RDP Internacional e RDP África já criaram programas próprios entre as 15h e as 18h.

Por isso neste momento acabam por ficar melhor servidos do que o canal principal... Vamos ver o que a nova direcção da RTP nos reserva.
« Última modificação: Julho 04, 2021, 09:49:40 pm por radiokilledtheMTVstar »

Atento

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2227 em: Julho 04, 2021, 10:23:16 pm »
Com certeza gastaste mais tempo a pensar no futuro da rádio pública escrevendo neste tópico do que alguns dos seus responsáveis... Subscrevo completamente.

O Paulo Sérgio bem se veio desculpar de que a redação de desporto precisava de mais 7/8 elementos, mas mal era se não conseguisse acordos e parcerias como as que falaste. E a decisão de ter substituído a Tarde Desportiva por nada mais nada menos que 5 horas de música a metro, com os apontamentos culturais que podem até ser muito bons mas são metidos a martelo onde nenhum ouvinte sabe a que horas realmente são, parece ter sido tão bem recebida que a RDP Internacional e RDP África já criaram programas próprios entre as 15h e as 18h.

Por isso neste momento acabam por ficar melhor servidos do que o canal principal... Vamos ver o que a nova direcção da RTP nos reserva.

A responsável pelas finanças (Ana Dias Fonseca) da equipa de Nicolau e Figueiredo demitiu-se.

Não há dinheiro para pôr em prática o que ficou plasmado nos documentos dos vencedores.

Sem aumento da CAV e com NAS a querer retirar mais publicidade ao grupo RTP, a margem de manobra não existe...
« Última modificação: Julho 04, 2021, 10:32:01 pm por Atento »

O Bigode do Sala

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2228 em: Julho 04, 2021, 10:51:44 pm »
Com certeza gastaste mais tempo a pensar no futuro da rádio pública escrevendo neste tópico do que alguns dos seus responsáveis... Subscrevo completamente.

O Paulo Sérgio bem se veio desculpar de que a redação de desporto precisava de mais 7/8 elementos, mas mal era se não conseguisse acordos e parcerias como as que falaste. E a decisão de ter substituído a Tarde Desportiva por nada mais nada menos que 5 horas de música a metro, com os apontamentos culturais que podem até ser muito bons mas são metidos a martelo onde nenhum ouvinte sabe a que horas realmente são, parece ter sido tão bem recebida que a RDP Internacional e RDP África já criaram programas próprios entre as 15h e as 18h.

Por isso neste momento acabam por ficar melhor servidos do que o canal principal... Vamos ver o que a nova direcção da RTP nos reserva.

Obrigado! 🙂

Peço desculpa por algumas gralhas aqui deixadas, mas praticamente não revi o comentário.

Quanto aos canais da diáspora, concordo contigo.
Aliás, por vezes dou por mim a pensar que a RDP Internacional é mais dinâmica com muito menos recursos que a Antena 1.

E no que toca à «irmã mais velha» do grupo RTP, não são precisos tantos investimentos assim.
Basta puxar-se para o lado positivo disto de se ser português: desenrascar!

Têm que se criar sinergias, meter a rádio pública mais próxima dos seus ouvintes. Fazer um pouco como a Rádio Renascença está a fazer actualmente, não deixando de perder a seriedade e o selo de qualidade que se pede ao serviço público.

Hoje em dia, com um telemóvel, consegue-se correr «ao fim da rua e 'quase' ao fim do mundo», narrando as estórias por detrás das notícias, sempre em busca de novos protagonistas anónimos.

Existem, a meu ver, rubricas enlatadas a mais na Antena 1.
Deveria se privilegiar a palavra em directo, com direito a pequenas doses de música de qualidade (tendencialmente mais portuguesa) e gostava de voltar a ouvir algo que já não se escuta há muito em rádios nacionais: um repórter de rua fixo num programa da manhã, que seja carismático e empático.

Também creio que seria benéfico a Antena 1 explorar mais os áudios do WhatsApp, não para fazerem «grandes questiúnculas da humanidade», mas podendo agilizar programas como o Antena Aberta ou até mesmo dando o retorno dos ouvintes aos espaços da manhã e da tarde.

Para as tardes de Domingo, no Verão, o espaço Desporto e Música aqui recordado pelo almeidamarco seria uma boa ideia e, aos Sábados, uma espécie de mistura entre um Hotel Califórnia e Aventuras de Verão, onde um grande comunicador como o Augusto Fernandes seleccionava clássicos de grande qualidade, falando um pouco do contexto de cada artista/canção.

Por fim e sei que vou ser muito polémico.
Gostaria de ver duas coisas:
- Que o Linha do Horizonte fosse uma espécie de Turno da Noite do Óscar Daniel. Um programa, em rigoroso directo, de companhia às pessoas que estão à escuta àquela hora da noite (e o ambiente seria bem diferente do magnífico programa do Candeias), podendo haver convidados e interacção entre eles.

- Gostava de ver um comunicador reconhecido da praça pública a ter um programa.
Por exemplo, um Júlio Isidro ou (sei que é polémico) o Manuel Luís Goucha.

Com certeza gastaste mais tempo a pensar no futuro da rádio pública escrevendo neste tópico do que alguns dos seus responsáveis... Subscrevo completamente.

O Paulo Sérgio bem se veio desculpar de que a redação de desporto precisava de mais 7/8 elementos, mas mal era se não conseguisse acordos e parcerias como as que falaste. E a decisão de ter substituído a Tarde Desportiva por nada mais nada menos que 5 horas de música a metro, com os apontamentos culturais que podem até ser muito bons mas são metidos a martelo onde nenhum ouvinte sabe a que horas realmente são, parece ter sido tão bem recebida que a RDP Internacional e RDP África já criaram programas próprios entre as 15h e as 18h.

Por isso neste momento acabam por ficar melhor servidos do que o canal principal... Vamos ver o que a nova direcção da RTP nos reserva.

A responsável pelas finanças (Ana Dias Fonseca) da equipa de Nicolau e Figueiredo demitiu-se.

Não há dinheiro para pôr em prática o que ficou plasmado nos documentos dos vencedores.

Sem aumento da CAV e com NAS a querer retirar mais publicidade ao grupo RTP, a margem de manobra não existe...

A rádio continua a ser o parente pobre da RTP.
O ordenado anual da Catarina Furtado dava um jeitão na Antena 1. ;)

E diria mesmo mais: o serviço público não pode ter muito público pois incomoda a muita gente.
« Última modificação: Julho 04, 2021, 10:58:18 pm por O Bigode do Sala »
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

pdnf

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2229 em: Julho 04, 2021, 11:37:39 pm »
Ainda gostava de ver o Serviço Público de Radiodifusão ser uma mescla de juventude com mestria dos mais antigos.

Para isso, a RTP teria que ir recrutar selectivamente jovens comunicadores a projectos de qualidade que estão espalhados pela Internet e à academia (através de estágios remunerados, com perspectiva de integração na equipa).

Creio que a Antena 3 seria o embrião excelente para tal, reavivando a lógica da rádio jovem da RTP.
Os comunicadores mais velhos e históricos da casa, como o Alvim, o Luís Oliveira, o Álvaro Costa, o Henrique Amaro, António Freitas ou Nuno Calado, iriam ser uma espécie de padrinhos dos mais novos, ensinando-lhes muitas valências musicais e de como comunicar e, os jovens, rejuvenesciam a emissão com sangue novo.
Se não estou em erro, o André Santos foi convidado para a Antena 3 pelo Fernando Alvim que o viu as suas potencialidades enquanto aluno da ESCS, sendo que ele já estava a iniciar a sua carreira como produtor na Rádio Amália. Aos 23 anos já era produtor do programa das manhãs e aos 24 já tomava conta de emissões, tendo crescido imenso e, na minha modesta opinião, revelou ser um grande comunicador.

Infelizmente existe uma certa inteligência de que «ser jovem» actualmente é ser-se Instagramer ou Youtuber e que, nos gostos musicais, se cingem muito às playlists mais corriqueiras de uma Cidade FM ou Mega Hits. Essa visão é redutora, pois constatamos que os festivais de música mais alternativos como o Primavera Sound ou mais comunitários como o Bons Sons, estão apinhados de jovens sedentos de música de qualidade.

Há uns anos existia um projecto interessante e que infelizmente não se tem ouvido muito falar (nem sei se já sessou): a Academia RTP.

No que toca à Tarde Desportiva da Antena 1, esse modelo poderia enquadrar-se, deixando a condução da emissão em estúdio e os relatos dos jogos mais importantes para radialistas mais experientes e, nos jogos dos «ditos pequenos» e os da Liga de Honra, bem como os das modalidades, seriam cobertos por relatadores jovens, competentes e com muita margem de progressão.
Actualmente a logística é muito mais ágil e barata, bastando haver um pequeno investimento e muita vontade para que haja uma Tarde Desportiva digna de um serviço público de qualidade.

Já sobre o comentário desportivo, creio que se devia pôr um ponto final aos debates crónicos com adeptos do Sporting, Benfica e FC Porto, adoptando um pouco a filosofia do canal 11: comentadores que são intervenientes e praticantes dos desportos em análise.
Para isso, também adoptava a lógica da veterania com juventude, existindo um comentador da área desportiva para estar em estúdio (como teve, há uns anos, Álvaro Braga Júnior), mais uns ex-jogadores/treinadores de futebol e jovens treinadores de qualidade que vêm saindo de academias renomeadas como a Faculdade de Desporto de Rio Maior ou a FMH.

Caro Bigodes,

Parabéns pelo seu comentário! Descreveu tudo aquilo que penso que deveria ser o futuro das rádios da RTP! O serviço, para continuar a ser público, tem de evoluir nesse sentido. Doutro modo, privatize-se. Como está é que não. Falta muita gestão na coisa pública em Portugal, e como já foi referido, por vezes dá jeito.

Vamos por partes: a ideia dos estágios remunerados, é fantástica e não deveriam ocorrer apenas para Lisboa. Como defende (e bem!) o Zeca, é preciso ir buscar sangue novo e pô-lo junto do pais real. E isso pode ser feito (e se calhar até com mais facilidade) com uma rede nacional, com mais músculo financeiro!

A RDP está extremamente envelhecida. É um grupo que cristalizou no tempo, fruto de falta de visão estratégica, mas também de um mal muito comum no nosso país: "no meu tempo é que era bom!". A Antena 1 tem de ir buscar jovens, até saídos da Universidade, mas também os jovens no fim dos 20 inícios do 30. Pô-los na informação e também no desporto.
O modelo que sugeriu para o acompanhamento das competições desportivas, pode ser estendido à informação, pondo jovens a fazer peças de menor relevo e até jornais em horários de menor exposição. Apostar em programas de autor com um cunho mais jovem e dinâmico, seria também interessante. Há muito que digo, que ser jovem não é só ouvir a Mega ou a Cidade. Eu escuto ambas e facilmente comuto para o eixo A1/RR/TSF/OBS. Se há produto onde existe complementaridade é a rádio, daí todos os grupos apostarem em rádios diferenciadas.

Por seu lado, a Antena 3 é uma rádio com um potencial tremendo, que está a ser utilizado próximo de 0%. E permitam-me aqui discordar, mas não veria qualquer mal em ter uma Antena 3 com mais pontos de contacto com o eixo Mega/Cidade, mas com uma playlist com bastante mais qualidade, com autores que não cabem nas duas primeiras, onde pudessem ser lançados mais novos talentos. Tudo isto pode ser feito com uma roupagem bastante jovem, dinâmica, também assente nas redes sociais e no whatsapp, e como até referiu, com uma aliança interessante com festivais alternativos, como acontece na Mega com os festivais mais tradicionais. Se queremos falar para jovens, temos de falar como jovens de hoje, não como os jovens dos anos 2000. E esse é também um problema da Antena 3: a maioria dos animadores, já deveriam ter progredido para a Antena 1.

Em suma, podemos vender um produto jovem diferenciado, e quiçá, até pegar o "vírus" às concorrentes privadas, obrigando-as a se reinventar e a melhorarem. As audiências iam agradecer, e os ouvintes e os profissionais também.

Ou seja, fundir o saber dos veteranos, e a sua rigidez na forma de trabalhar, com a irreverência e sangue fresco dos jovens, fazendo, uns e outros sair da sua zona de conforto. Daria um projeto espetacular.

Os recursos financeiros são parcos? São! O Governo e o Sotor Secretário de Estado NAS ajudam? Não! Mas com tira daqui, põe dacoli, até se podia conseguir alguma coisa de razoável. E quem sabe, a Catarina Furtado ceda parte do seu salário para ajudar estes jovens necessitados de...trabalho!
« Última modificação: Julho 04, 2021, 11:43:42 pm por pdnf »
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

O Bigode do Sala

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2230 em: Julho 04, 2021, 11:48:15 pm »
Ainda gostava de ver o Serviço Público de Radiodifusão ser uma mescla de juventude com mestria dos mais antigos.

Para isso, a RTP teria que ir recrutar selectivamente jovens comunicadores a projectos de qualidade que estão espalhados pela Internet e à academia (através de estágios remunerados, com perspectiva de integração na equipa).

Creio que a Antena 3 seria o embrião excelente para tal, reavivando a lógica da rádio jovem da RTP.
Os comunicadores mais velhos e históricos da casa, como o Alvim, o Luís Oliveira, o Álvaro Costa, o Henrique Amaro, António Freitas ou Nuno Calado, iriam ser uma espécie de padrinhos dos mais novos, ensinando-lhes muitas valências musicais e de como comunicar e, os jovens, rejuvenesciam a emissão com sangue novo.
Se não estou em erro, o André Santos foi convidado para a Antena 3 pelo Fernando Alvim que o viu as suas potencialidades enquanto aluno da ESCS, sendo que ele já estava a iniciar a sua carreira como produtor na Rádio Amália. Aos 23 anos já era produtor do programa das manhãs e aos 24 já tomava conta de emissões, tendo crescido imenso e, na minha modesta opinião, revelou ser um grande comunicador.

Infelizmente existe uma certa inteligência de que «ser jovem» actualmente é ser-se Instagramer ou Youtuber e que, nos gostos musicais, se cingem muito às playlists mais corriqueiras de uma Cidade FM ou Mega Hits. Essa visão é redutora, pois constatamos que os festivais de música mais alternativos como o Primavera Sound ou mais comunitários como o Bons Sons, estão apinhados de jovens sedentos de música de qualidade.

Há uns anos existia um projecto interessante e que infelizmente não se tem ouvido muito falar (nem sei se já sessou): a Academia RTP.

No que toca à Tarde Desportiva da Antena 1, esse modelo poderia enquadrar-se, deixando a condução da emissão em estúdio e os relatos dos jogos mais importantes para radialistas mais experientes e, nos jogos dos «ditos pequenos» e os da Liga de Honra, bem como os das modalidades, seriam cobertos por relatadores jovens, competentes e com muita margem de progressão.
Actualmente a logística é muito mais ágil e barata, bastando haver um pequeno investimento e muita vontade para que haja uma Tarde Desportiva digna de um serviço público de qualidade.

Já sobre o comentário desportivo, creio que se devia pôr um ponto final aos debates crónicos com adeptos do Sporting, Benfica e FC Porto, adoptando um pouco a filosofia do canal 11: comentadores que são intervenientes e praticantes dos desportos em análise.
Para isso, também adoptava a lógica da veterania com juventude, existindo um comentador da área desportiva para estar em estúdio (como teve, há uns anos, Álvaro Braga Júnior), mais uns ex-jogadores/treinadores de futebol e jovens treinadores de qualidade que vêm saindo de academias renomeadas como a Faculdade de Desporto de Rio Maior ou a FMH.

Caro Bigodes,

Parabéns pelo seu comentário! Descreveu tudo aquilo que penso que deveria ser o futuro das rádios da RTP! O serviço, para continuar a ser público, tem de evoluir nesse sentido. Doutro modo, privatize-se. Como está é que não. Falta muita gestão na coisa pública em Portugal, e como já foi referido, por vezes dá jeito.

Vamos por partes: a ideia dos estágios remunerados, é fantástica e não deveriam ocorrer apenas para Lisboa. Como defende (e bem!) o Zeca, é preciso ir buscar sangue novo e pô-lo junto do pais real. E isso pode ser feito (e se calhar até com mais facilidade) com uma rede nacional, com mais músculo financeiro!
A RDP está extremamente envelhecida. É um grupo que cristalizou no tempo, fruto de falta de visão estratégica, mas também de um mal muito comum no nosso país: "no meu tempo é que era bom!". A Antena 1 tem de ir buscar jovens, até saídos da Universidade, mas também os jovens no fim dos 20 inícios do 30. Pô-los na informação e também no desporto. O modelo que sugeriu para o acompanhamento das competições desportivas, pode ser estendido à informação, pondo jovens a fazer peças de menor relevo e até jornais em horários de menor exposição. Apostar em programas de autor com um cunho mais jovem e dinâmico, seria também interessante. Há muito que digo, que ser jovem não é só ouvir a Mega ou a Cidade. Eu escuto ambas e facilmente comuto para o eixo A1/RR/TSF/OBS. Se há produto onde existe complementaridade é a rádio, daí todos os grupos apostarem em rádios diferenciadas.
Por seu lado, a Antena 3 é uma rádio com um potencial tremendo, que está a ser utilizado próximo de 0%. E permitam-me aqui discordar, mas não veria qualquer mal em ter uma Antena 3 com mais pontos de contacto com o eixo Mega/Cidade, mas com uma playlist com bastante mais qualidade, com autores que não cabem nas duas primeiras, onde pudessem ser lançados mais novos talentos. Tudo isto pode ser feito com uma roupagem bastante jovem, dinâmica, também assente nas redes sociais, e como até referiu, com uma aliança interessante com festivais, como acontece na Mega. Se queremos falar para jovens, temos de falar como jovens de hoje, não como os jovens dos anos 2000. E esse é também um problema da Antena 3: a maioria dos animadores, já deveriam ter progredido para a Antena 1. Em suma, podemos vender um produto jovem diferenciado, e quiçá, até pegar o "vírus" às concorrentes privadas, obrigando-as a se reinventar e a melhorarem. As audiências iam agradecer, e os ouvintes e os profissionais também.

Parabéns também para ti por teres complementado com bastante valor aquilo que referi.
Sim, eu que não sou de Lisboa, defendo uma maior disseminação dos órgãos de comunicação social para o país real.

A pandemia, trouxe muita coisa nefasta, mas também fez-nos ver que é possível trabalhar em qualquer território do país com praticamente a mesma qualidade que em estúdio.

Por fim, essa Antena 3 que referes já existiu e era muito boa: foi entre 2005 a 2010/2011, sendo sub-director da RTP-Rádios e responsável pela Antena 3 o José Marino.

Experimenta ouvir os primeiros Índices A3.30 que estão no RTP Play (são de 2011) e este concerto que deram em 2007.

https://youtu.be/9mB35ZbNbnM


PS: Trata-me por tu que tenho 26 anos. 😃
« Última modificação: Julho 05, 2021, 12:05:24 am por O Bigode do Sala »
«O que acontece no Mundo é que toda a gente que nasce, nasce de alguma maneira poeta! Inventor de algo que não havia no Mundo antes de eles nascerem!
E inteiramente individual: cada um poeta que é!»

Agostinho da Silva

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2231 em: Julho 05, 2021, 12:09:04 am »

Parabéns também para ti por teres complementado com bastante valor aquilo que referi.
Sim, eu que não sou de Lisboa, defendo uma maior disseminação dos órgãos de comunicação social para o país real.

A pandemia, trouxe muita coisa nefasta, mas também fez-nos ver que é possível trabalhar em qualquer território do país com praticamente a mesma qualidade que em estúdio.

Por fim, essa Antena 3 que referes já existiu e era muito boa: foi entre 2005 a 2013, sendo sub-director da RTP-Rádios e responsável pela Antena 3 o José Marino.

Experimenta ouvir os primeiros Índices A3.30 que estão no RTP Play (são de 2011) e este concerto que deram em 2007.

https://youtu.be/9mB35ZbNbnM


PS: Trata-me por tu que tenho 26 anos. 😃

Obrigado! Então nesse caso sou eu o Senhor, que estou quase nos 30!  ;D ;D O nick engana!
Obrigado pelo link: dei uma vista de olhos por alto, e sim, é isso tudo! Aliás, as Antenas ainda têm uma vantagem que não têm as demais concorrentes, que é poder usar e abusar de um RTP2/3 com complementariedade. E isso é uma abertura de horizonte interessantíssima!


A grande questãop, que se aplica à Cidade como às demais rádios é se não faria sentido estender as emissões a outras regiões do país. Hoje em dia, como a Pandemia bem provou, bem que podias ter um animador em Lisboa, outro no Porto e outro em Coimbra. Ganhava-se em diversidade cultural e não sei até que ponto não seria a forma de acabar com as supostas emissões locais "made in Lisbon".

Já tinha referido isso mesmo no tópico da Cidade FM há uns tempos. O futuro vai ser por aí, e vai acabar por ditar a morte das locais, como um produto que teve o seu lugar no tempo, mas que está ultrapassado. Uma rede nacional, volto a firsar, tem muito mais músculo para suportar sangue novo, assim exista vontade e se deixe o centralismo bacoco de Lisboa. Falo à vontade, pois dou literalmente dois passos desde o lugar onde estou a escrever e vejo o emissor do Monte da Virgem.  :o

De 2006 a 2016 andei um bocado deligado da rádio por razões várias, mas muito obrigado pelo apontamento.
Rádio é:
Ir ao fim da Rua, a ligar Portugal, aconteça o que acontecer.
Mais música nova para sentir (e decidir).
Estar no carro, em casa, em todo o lado, só se quiseres.
Saber que se a vida tem uma música, ela passa-a.
É a arte que toca, mais do que música...PESSOAS. Ah, and all that "unique" soul.

SamM

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2232 em: Julho 05, 2021, 11:29:06 am »
Ainda gostava de ver o Serviço Público de Radiodifusão ser uma mescla de juventude com mestria dos mais antigos.

Para isso, a RTP teria que ir recrutar selectivamente jovens comunicadores a projectos de qualidade que estão espalhados pela Internet e à academia (através de estágios remunerados, com perspectiva de integração na equipa).

Creio que a Antena 3 seria o embrião excelente para tal, reavivando a lógica da rádio jovem da RTP.
Os comunicadores mais velhos e históricos da casa, como o Alvim, o Luís Oliveira, o Álvaro Costa, o Henrique Amaro, António Freitas ou Nuno Calado, iriam ser uma espécie de padrinhos dos mais novos, ensinando-lhes muitas valências musicais e de como comunicar e, os jovens, rejuvenesciam a emissão com sangue novo.
Se não estou em erro, o André Santos foi convidado para a Antena 3 pelo Fernando Alvim que o viu as suas potencialidades enquanto aluno da ESCS, sendo que ele já estava a iniciar a sua carreira como produtor na Rádio Amália. Aos 23 anos já era produtor do programa das manhãs e aos 24 já tomava conta de emissões, tendo crescido imenso e, na minha modesta opinião, revelou ser um grande comunicador.

Infelizmente existe uma certa inteligência de que «ser jovem» actualmente é ser-se Instagramer ou Youtuber e que, nos gostos musicais, se cingem muito às playlists mais corriqueiras de uma Cidade FM ou Mega Hits. Essa visão é redutora, pois constatamos que os festivais de música mais alternativos como o Primavera Sound ou mais comunitários como o Bons Sons, estão apinhados de jovens sedentos de música de qualidade.

Há uns anos existia um projecto interessante e que infelizmente não se tem ouvido muito falar (nem sei se já sessou): a Academia RTP.

No que toca à Tarde Desportiva da Antena 1, esse modelo poderia enquadrar-se, deixando a condução da emissão em estúdio e os relatos dos jogos mais importantes para radialistas mais experientes e, nos jogos dos «ditos pequenos» e os da Liga de Honra, bem como os das modalidades, seriam cobertos por relatadores jovens, competentes e com muita margem de progressão.
Actualmente a logística é muito mais ágil e barata, bastando haver um pequeno investimento e muita vontade para que haja uma Tarde Desportiva digna de um serviço público de qualidade.

Já sobre o comentário desportivo, creio que se devia pôr um ponto final aos debates crónicos com adeptos do Sporting, Benfica e FC Porto, adoptando um pouco a filosofia do canal 11: comentadores que são intervenientes e praticantes dos desportos em análise.
Para isso, também adoptava a lógica da veterania com juventude, existindo um comentador da área desportiva para estar em estúdio (como teve, há uns anos, Álvaro Braga Júnior), mais uns ex-jogadores/treinadores de futebol e jovens treinadores de qualidade que vêm saindo de academias renomeadas como a Faculdade de Desporto de Rio Maior ou a FMH.

Caro Bigodes,

Parabéns pelo seu comentário! Descreveu tudo aquilo que penso que deveria ser o futuro das rádios da RTP! O serviço, para continuar a ser público, tem de evoluir nesse sentido. Doutro modo, privatize-se. Como está é que não. Falta muita gestão na coisa pública em Portugal, e como já foi referido, por vezes dá jeito.

Vamos por partes: a ideia dos estágios remunerados, é fantástica e não deveriam ocorrer apenas para Lisboa. Como defende (e bem!) o Zeca, é preciso ir buscar sangue novo e pô-lo junto do pais real. E isso pode ser feito (e se calhar até com mais facilidade) com uma rede nacional, com mais músculo financeiro!
A RDP está extremamente envelhecida. É um grupo que cristalizou no tempo, fruto de falta de visão estratégica, mas também de um mal muito comum no nosso país: "no meu tempo é que era bom!". A Antena 1 tem de ir buscar jovens, até saídos da Universidade, mas também os jovens no fim dos 20 inícios do 30. Pô-los na informação e também no desporto. O modelo que sugeriu para o acompanhamento das competições desportivas, pode ser estendido à informação, pondo jovens a fazer peças de menor relevo e até jornais em horários de menor exposição. Apostar em programas de autor com um cunho mais jovem e dinâmico, seria também interessante. Há muito que digo, que ser jovem não é só ouvir a Mega ou a Cidade. Eu escuto ambas e facilmente comuto para o eixo A1/RR/TSF/OBS. Se há produto onde existe complementaridade é a rádio, daí todos os grupos apostarem em rádios diferenciadas.
Por seu lado, a Antena 3 é uma rádio com um potencial tremendo, que está a ser utilizado próximo de 0%. E permitam-me aqui discordar, mas não veria qualquer mal em ter uma Antena 3 com mais pontos de contacto com o eixo Mega/Cidade, mas com uma playlist com bastante mais qualidade, com autores que não cabem nas duas primeiras, onde pudessem ser lançados mais novos talentos. Tudo isto pode ser feito com uma roupagem bastante jovem, dinâmica, também assente nas redes sociais, e como até referiu, com uma aliança interessante com festivais, como acontece na Mega. Se queremos falar para jovens, temos de falar como jovens de hoje, não como os jovens dos anos 2000. E esse é também um problema da Antena 3: a maioria dos animadores, já deveriam ter progredido para a Antena 1. Em suma, podemos vender um produto jovem diferenciado, e quiçá, até pegar o "vírus" às concorrentes privadas, obrigando-as a se reinventar e a melhorarem. As audiências iam agradecer, e os ouvintes e os profissionais também.

Parabéns também para ti por teres complementado com bastante valor aquilo que referi.
Sim, eu que não sou de Lisboa, defendo uma maior disseminação dos órgãos de comunicação social para o país real.

A pandemia, trouxe muita coisa nefasta, mas também fez-nos ver que é possível trabalhar em qualquer território do país com praticamente a mesma qualidade que em estúdio.

Por fim, essa Antena 3 que referes já existiu e era muito boa: foi entre 2005 a 2010/2011, sendo sub-director da RTP-Rádios e responsável pela Antena 3 o José Marino.

Experimenta ouvir os primeiros Índices A3.30 que estão no RTP Play (são de 2011) e este concerto que deram em 2007.

https://youtu.be/9mB35ZbNbnM


PS: Trata-me por tu que tenho 26 anos. 😃


Para mim, o melhor diretor da A3 foi o Jorge Alexandre Lopes!

Atento

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2233 em: Julho 05, 2021, 11:45:22 am »
Ainda gostava de ver o Serviço Público de Radiodifusão ser uma mescla de juventude com mestria dos mais antigos.

Para isso, a RTP teria que ir recrutar selectivamente jovens comunicadores a projectos de qualidade que estão espalhados pela Internet e à academia (através de estágios remunerados, com perspectiva de integração na equipa).

Creio que a Antena 3 seria o embrião excelente para tal, reavivando a lógica da rádio jovem da RTP.
Os comunicadores mais velhos e históricos da casa, como o Alvim, o Luís Oliveira, o Álvaro Costa, o Henrique Amaro, António Freitas ou Nuno Calado, iriam ser uma espécie de padrinhos dos mais novos, ensinando-lhes muitas valências musicais e de como comunicar e, os jovens, rejuvenesciam a emissão com sangue novo.
Se não estou em erro, o André Santos foi convidado para a Antena 3 pelo Fernando Alvim que o viu as suas potencialidades enquanto aluno da ESCS, sendo que ele já estava a iniciar a sua carreira como produtor na Rádio Amália. Aos 23 anos já era produtor do programa das manhãs e aos 24 já tomava conta de emissões, tendo crescido imenso e, na minha modesta opinião, revelou ser um grande comunicador.

Infelizmente existe uma certa inteligência de que «ser jovem» actualmente é ser-se Instagramer ou Youtuber e que, nos gostos musicais, se cingem muito às playlists mais corriqueiras de uma Cidade FM ou Mega Hits. Essa visão é redutora, pois constatamos que os festivais de música mais alternativos como o Primavera Sound ou mais comunitários como o Bons Sons, estão apinhados de jovens sedentos de música de qualidade.

Há uns anos existia um projecto interessante e que infelizmente não se tem ouvido muito falar (nem sei se já sessou): a Academia RTP.

No que toca à Tarde Desportiva da Antena 1, esse modelo poderia enquadrar-se, deixando a condução da emissão em estúdio e os relatos dos jogos mais importantes para radialistas mais experientes e, nos jogos dos «ditos pequenos» e os da Liga de Honra, bem como os das modalidades, seriam cobertos por relatadores jovens, competentes e com muita margem de progressão.
Actualmente a logística é muito mais ágil e barata, bastando haver um pequeno investimento e muita vontade para que haja uma Tarde Desportiva digna de um serviço público de qualidade.

Já sobre o comentário desportivo, creio que se devia pôr um ponto final aos debates crónicos com adeptos do Sporting, Benfica e FC Porto, adoptando um pouco a filosofia do canal 11: comentadores que são intervenientes e praticantes dos desportos em análise.
Para isso, também adoptava a lógica da veterania com juventude, existindo um comentador da área desportiva para estar em estúdio (como teve, há uns anos, Álvaro Braga Júnior), mais uns ex-jogadores/treinadores de futebol e jovens treinadores de qualidade que vêm saindo de academias renomeadas como a Faculdade de Desporto de Rio Maior ou a FMH.

Caro Bigodes,

Parabéns pelo seu comentário! Descreveu tudo aquilo que penso que deveria ser o futuro das rádios da RTP! O serviço, para continuar a ser público, tem de evoluir nesse sentido. Doutro modo, privatize-se. Como está é que não. Falta muita gestão na coisa pública em Portugal, e como já foi referido, por vezes dá jeito.

Vamos por partes: a ideia dos estágios remunerados, é fantástica e não deveriam ocorrer apenas para Lisboa. Como defende (e bem!) o Zeca, é preciso ir buscar sangue novo e pô-lo junto do pais real. E isso pode ser feito (e se calhar até com mais facilidade) com uma rede nacional, com mais músculo financeiro!
A RDP está extremamente envelhecida. É um grupo que cristalizou no tempo, fruto de falta de visão estratégica, mas também de um mal muito comum no nosso país: "no meu tempo é que era bom!". A Antena 1 tem de ir buscar jovens, até saídos da Universidade, mas também os jovens no fim dos 20 inícios do 30. Pô-los na informação e também no desporto. O modelo que sugeriu para o acompanhamento das competições desportivas, pode ser estendido à informação, pondo jovens a fazer peças de menor relevo e até jornais em horários de menor exposição. Apostar em programas de autor com um cunho mais jovem e dinâmico, seria também interessante. Há muito que digo, que ser jovem não é só ouvir a Mega ou a Cidade. Eu escuto ambas e facilmente comuto para o eixo A1/RR/TSF/OBS. Se há produto onde existe complementaridade é a rádio, daí todos os grupos apostarem em rádios diferenciadas.
Por seu lado, a Antena 3 é uma rádio com um potencial tremendo, que está a ser utilizado próximo de 0%. E permitam-me aqui discordar, mas não veria qualquer mal em ter uma Antena 3 com mais pontos de contacto com o eixo Mega/Cidade, mas com uma playlist com bastante mais qualidade, com autores que não cabem nas duas primeiras, onde pudessem ser lançados mais novos talentos. Tudo isto pode ser feito com uma roupagem bastante jovem, dinâmica, também assente nas redes sociais, e como até referiu, com uma aliança interessante com festivais, como acontece na Mega. Se queremos falar para jovens, temos de falar como jovens de hoje, não como os jovens dos anos 2000. E esse é também um problema da Antena 3: a maioria dos animadores, já deveriam ter progredido para a Antena 1. Em suma, podemos vender um produto jovem diferenciado, e quiçá, até pegar o "vírus" às concorrentes privadas, obrigando-as a se reinventar e a melhorarem. As audiências iam agradecer, e os ouvintes e os profissionais também.

Parabéns também para ti por teres complementado com bastante valor aquilo que referi.
Sim, eu que não sou de Lisboa, defendo uma maior disseminação dos órgãos de comunicação social para o país real.

A pandemia, trouxe muita coisa nefasta, mas também fez-nos ver que é possível trabalhar em qualquer território do país com praticamente a mesma qualidade que em estúdio.

Por fim, essa Antena 3 que referes já existiu e era muito boa: foi entre 2005 a 2010/2011, sendo sub-director da RTP-Rádios e responsável pela Antena 3 o José Marino.

Experimenta ouvir os primeiros Índices A3.30 que estão no RTP Play (são de 2011) e este concerto que deram em 2007.

https://youtu.be/9mB35ZbNbnM


PS: Trata-me por tu que tenho 26 anos. 😃


Para mim, o melhor diretor da A3 foi o Jorge Alexandre Lopes!

Ainda está no Grupo RTP.


miguelalex23

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Re: RTP Antena 1
« Responder #2234 em: Julho 06, 2021, 10:55:37 pm »
Já foi anunciada a transmissão da final do Euro? Na programação no site da Antena 1 não consta ainda nada.