Há algum tempo que não ouvia a Antena 1, coisa de mês, mês e meio. Hoje sintonizei-a ao fim da tarde, e foi uma agradável surpresa ouvir o José Carlos Trindade a animar a tarde, para mim um animador na verdadeira acepção da palavra. A maior parte dos animadores têm a designação sem o ser na realidade.
Meio de setembro, há alguns anos atrás, acontecia a rentrée da Rádio. A Rádio ganhava nova sonoridade, nova roupagem, nova cor… notava-se que os profissionais da rádio estavam mais despertos, mais animados, ou até com aquele friozinho na barriga a acusar a responsabilidade de algo novo a acontecer, como se fosse uma primeira vez, o assinalar de uma nova temporada. Os ouvintes curiosos, não perdiam segundos da emissão, para ouvir o que trazia de novo a Rádio. A Rádio soava a novo, a descoberta. Hoje em dia e desde alguns anos, nada acontece por esta altura. Vem-se de um interregno de férias para a continuidade do que se passara anteriormente, nada de novo. Cabia aqui bem aquela expressão: ‘Vira o disco e toca o mesmo’, é isto o que hoje a rádio apresenta. Não nomeio qualquer uma como trazendo algo de novo. A Antena 1 que seria a Rádio em que isso poderia acontecer, mas nada, mantém-se igual a si própria. Com os profissionais que tem, a qualidade que eles têm, muitos deles nos bastidores, não se sabe bem a fazer o quê... chefes e sub chefes, coordenador disto e daquilo, e qual é o trabalho que apresentam?...o trabalho deles reflete-se em antena?.... não me parece… a Antena 1 poderia fazer mais e muito melhor do que aquilo que apresenta. Mas mesmo assim é a rádio com mais qualidade no panorama radiofónico português. Já a sua irmã mais nova Antena 3, é aquilo que se ouve, a falta de criatividade, entusiasmo, falta de profissionalismo, é o marasmo. Aos comando uma Direção sem direção, não se percebe onde que ir, o que pretende, a que ouvintes quer chegar, o desnorteio. Já deviam ter colocado um letreiro às portas da rádio a dizer: ‘Nova direção precisa-se urgentemente’.