Devia dar interdição do estádio.
Ou deixarem de lá ir.
Depois temos, volta e meia, treinadores e dirigentes a fazer choradinho porque a comunicação social não liga nada a clube x ou y.
Isso não é desculpa.
O Braga tem todas as condições e nas conferencias de imprensa do Braga não está qualquer tv de noticias. Só a Sportv.
O mesmo se aplica a jornais.
E a RTP. A CS em Portugal está pela hora da morte, os orçamentos são ínfimos.
Também diga-se que o jornalismo desportivo é em muitos casos um género pobre do jornalismo (se é que esta profissão ainda existe), e é mesmo assim. As conferências de imprensa de treinadores servem para quê? O adversário é aposentado quase sempre "uma boa equipa", ou nos pós-jogo, quando não ganham, "o árbitro prejudicou-nos", etc. E é isto jogo após jogo. Um desfile de lugares comuns.
Dito isto, penso que o João Correia fez o que tinha a fazer. Se não tem condições para trabalhar, não se trabalha. É simples. Há coisas que não se podem deixar serem passadas em claro.
O jornalismo de desporto, é o parente pobre da rádio, que ninguém duvide disso.
Quando um jornalista de desporto, um dos melhores deste país, necessita de 18 anos para entrar nos quadros de uma rádio nacional, quando durante cerca de 10 anos foi uma das principais vozes dessa mesma rádio, a recibos verdes...
Eu acho que não preciso de dizer nada.
Ao contrário do que possam pensar, na minha opinião, isso deve-se muito aos privados, que não sabem vender o produto do desporto (através da publicidade).
Eu sei que o nosso tecido empresarial é fraco, a nível nacional.
Mas podia-se tentar fazer muito mais.
No país do lado, a rádio pública anda a reboque das privadas.
Aqui é quase o contrário.
Para não dizer, que se o serviço público não faz, os privados também não vão fazer.
Na 2ª Liga, já nem há conferências de imprensa pós-jogo.
A Liga autorizou os clubes a não fazerem conferências de imprensa, quando não se encontrem no Estádio, no mínimo 3 órgãos de comunicação social.
No fim de semana passado, em Felgueiras, se tirarmos a Sport TV, eu era o único jornalista presente.
Estamos às portas da morte.
Talvez, venha daí, a minha decisão de abandonar o meio, já no próximo domingo.