A Antena 1 é uma rádio generalista, com ótima qualidade de vozes, música no melhor plano dos últimos 15 anos, boas rubricas e bons programas.
A Antena 2 é a única rádio portuguesa dedicada à música clássica.
A Antena 3 posicionou-se como uma rádio mais eclética, mais jovem, das outras músicas e do outro conteúdo, coisas que as privadas mal têm coragem.
A RDP África... Bem... passa música africana e tem informação dos PALOPs.
Privatizar só porque o Atento não gostou do que se fez com o desporto, que é o que está em causa? Vamos falar da sua fixação em haver desporto na rádio pública, coisa que só me lembro de ver nos anos 90 e em taxistas a este nível? É uma birra, só uma birra.
Em termos de rádio privatizar para quê? A Antena 1 está na melhor fase. Privatizar a rede da Antena 2 significa relegar a música clássica e os subgéneros para a madrugada e os fins de semana na Antena 1, condená-la à quase irrelevancia nesses períodos, e engordá-la a um nível imenso, dado que ninguém com um pingo de juízo vai passar Beethoven a seguir a EZ Special. A Antena 3 cumpre um papel que a Cidade FM e a Mega Hits não fazem, embora pudesse ser parcialmente integrada na Antena 1 se esta concedesse abrir-se um bocadinho. Da RDP África já se sabe o que acho.
Atrevo-me a dizer até mais: privatizar dois canais e ficar só a Antena 1 não vai fazer o seu querido desporto regressar. Vai fazê-lo é desaparecer de vez de antena, porque há obrigações de serviço público e nunca na vida, mas é que nunca na vida mesmo, se vai aceitar perder correntes de música clássica, de educação, ou vários dos programas da Antena 3. Inevitavelmente vão para o fim de semana, inevitavelmente o desporto desaparece.
Sugiro, por isso, que mude de estratégia/ideia. Esta não tem cabimento.
Retirando alguma dureza das tuas palavras, concordo em absoluto contigo.
Estou neste momento na Andaluzia e tenho aproveitado para escutar rádios espanholas, com enfoque para as da RTVE.
Sim, de facto os espanhóis primordiam a palavra.
Contudo, fico estupefacto dos noticiários da RNE 1 darem como destaque crimes de faca e alguidar, ao estilo de uma CMTV versão rádio.
Como disse anteriormente, gostava que existe mais palavra e informação na Antena 1, contudo, se é para isto ou para conversas da treta em antena, ou opto pela CMTV ou opto por uma Rádio Comercial.
Nada tenho a acrescentar à RNE-CLASS, pois cumpre bem o requisito de rádio musical erudita. Contudo, ao contrário do pdnf, gosto mais da nossa Antena 2 pois é mais ecléctica, apostando em música contemporânea, experimental e em documentários.
E o que dizer sobre a Radio 3... Tirando o programa da manhã e a cobertura de eventos académicos (a grande falha da Antena 3), a Radio 3 estagnou nos anos 80. É maioritariamente feita com programas de autor e, não obstante a qualidade dos mesmos, é completamente desfasada da realidade actual. Não faz sentido nenhum um programa que incide forte na MPB como o Cuando Los Elefantes Suenan Con La Musica (que caíria como sopa no mel na nossa Antena 2) anteceder outro programa de drum and bass.
Nem nos momentos mais críticos da troika ou na mais alternativa era do Reis na direcção da 3 isto de verificava.
Por fim, invejo sim a existência de uma Radio 5, que urge em Portugal, visto a TSF estar em baixo e a Rádio Observador não cobrir todos os espectros.
Isso e a descentralização de noticiários, algo que aqui e dando razão ao Zeca 2021, seria impensável para algumas cabeças pensantes.
Há coisas a melhorar na Antena 1?
Claro que sim. Mas ela já esteve pior? Sem dúvida que teve.
O desporto é um dos pontos em que tem forçosamente que melhorar.
Sobre a música, desde que não seja em excesso, sempre é preferível que escutar o estado do tempo de 15 em 15 minutos ou ter um Gaspar Loureiro nos comandos ou até a Filomena Crespo passar o Paraíso do Diogo Piçarra ou o Anselmo Ralph a cada topo de hora, que nem uma RFM fazia.
Além disso, a plástica da rádio pública espanhola e diria mesmo mais, de uma SER ou COPE, é tão anos 90...Até a Antena Livre de onde sou natural consegue ser mais harmoniosa.