Não é bem assim.
Se não ouvem é porque não querem.
Os três canais nacionais, apesar de alguns constrangimentos, não envergonham ninguém.
A ANTENA 1 não é inferior ao serviço apresentado pela RNE1, ou FRANCE INTER...
A ANTENA 2 não é inferior à BBC3, ou à RNE RÃDIO CLÃSSICA...
A ANTENA 3 em qualquer paÃs europeu teria o triplo da audiências...
Temos de admitir: Portugal ainda é um paÃs de gente rasca, inculta que adora a boçalidade e espreitar pelo buraco da fechadura...
Além disso, uma boa parte da elite é provinciana, rasca, controleira com uma rede transversal de amizades facilitadoras...
Depois temos casos de corrupção que minam a credibilidade da democracia...
(...)
Num ponto, o principal, estamos de acordo. Da necessidade da existência de serviços públicos, no caso concreto, de radiodifusão, de acesso universal, “gratuito†(pago com impostos) e eficientes, capazes de corresponder às expetativas. Neste ultimo ponto, a RTP-Rádios falha redondamente.
Depois, o carÃssimo “Atento†dá-nos música, toca por aà uma melodia ilusória, como se nós não ouvÃssemos as rádios públicas da Europa e constatássemos que o serviço público de radiodifusão português é um subproduto, claramente inferior aos congéneres. Atrasado, com estratégia difusa, sem criatividade e muito menos inovação, incapaz de atrair os melhores, cheio de compadrios e amiguismos, provinciano, enfim um espelho de todos aqueles pontos que enumerou para caracterizar uma parte da sociedade portuguesa (felizmente, não é o todo), encaixam na perfeição no serviço público de radiodifusão.
A RTP-Rádios suga as contribuições dos cidadãos e não lhes devolve serviços em condições.