Autor Tópico: Memórias da Rádio  (Lida 132801 vezes)

AG

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #15 em: Julho 28, 2016, 01:33:10 am »
João S:
Note-se que o Programa 2 da Emissora Nacional, mais tarde RDP, actual Antena 2, já emitia, desde finais dos anos 60 ou início dos anos 70, em estereofonia, nas frequências FM, durante algumas horas por dia. Não sei, contudo, se já era o caso no emissor do Montejunto em inícios dos anos 80. Portanto, em 1983, havia duas rádios que operavam em FM estéreo: a RDP Rádio Comercial e a RDP Programa 2. Já o Programa 1 da RDP, mais tarde Antena 1, a RR e as rádios regionais da RDP, incluindo, naturalmente, a Rádio Ribatejo (em meados da década de 80 nas frequências 98,8 Santarém + 105,2 Montejunto), estariam, presumo, a operar em monofonia. Tanto mais que a Antena 1 só passou a emitir em estéreo em finais da década .
A designação Antena 1 surge no início de 1981 e Antena 2 apenas em 1990...
Quanto ao FM, é isso mesmo, desde o final dos anos 60 que em stereo apenas o Programa 2 e o RCP/Programa 4/Rádio Comercial FM.

Danl

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #16 em: Julho 28, 2016, 12:45:31 pm »
A RR era uma radio popular com muita palavra e interactividade com o publico. Tinha o popular programa "despertar", um dos mais bem sucedidos programas matinais de sempre, conduzido pela dupla Olga (Porto) e Sala (Lisboa). Havia o popular "jogo da mala". A musica que por la rodava era essencialmente musica ligeira, maioritariamente Portuguesa, com um ou outro hit internacional. Em meados dos anos 80, mais precisamente em 1984 começaram a explorar o FM que na altura era dominado pela super Radio Comercial (outro caso perdido...). Nesse período havia algumas horas em simultaneo FM e OM, e desdobramentos. Isso terminaria em 1 Jan 1987 com a criação da RFM, que definitivamente se autonomizou como canal, na altura denominado como"RFM - o outro canal da renascença". Essa rádio foi uma pedrada no charco, era um autentico luxo de criatividade, inovação e dinamismo. Grande parte do meu background musical devo-o à RFM dessa altura. Ficava horas a fio durante o dia e ás vezes noites (por causa das gravações de k7), a ouvir a Rádio. Hoje o grupo RR não tem nada a ver com isso. É tudo plastificado, sem criatividade, sem energia, sem um pingo de inovação, enfim uma seca total!

às vezes pergunto-me se o Despertar ainda não faria sucesso hoje em dia.  Essa RR todos os anos em setembro inovava na sua programação e mantinha sempre a liderança.

Do grupo RR salva-se a Sim, porque de resto é como diz... plastificado, criatividade quase nula ou energia.

joao_s

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #17 em: Julho 28, 2016, 12:57:56 pm »
O “Boxx” retratou com exatidão a força da rádio naqueles tempos. O que presenciou desde o Porto, replicava-se às restantes regiões do país. A reação das pessoas foi semelhante. “estvmkt” há que ter em conta que a rádio de hoje, e o estado de desenvolvimento do país como um todo, não são comparáveis com aquela época. São realidades distintas. Foquemos então a rádio. A rádio tinha uma elevadíssima adesão popular naquela época, nomeadamente nas emissões de Onda Média, tecnologia massificada nos recetores de rádio (muitos ainda a válvulas). Os recetores de FM ainda eram uma novidade relativa, os mais caros e, para a maioria, não era um investimento apelativo, já que as emissões de FM eram iguais às de Onda Média, apenas beneficiando a qualidade do som, mas os conteúdos eram os mesmos. Culturalmente, Portugal era um país ainda fechado sobre si, com elevadíssimas taxas de analfabetismo e atrasado em relação aos países europeus. As gerações mais novas tinham uma enorme curiosidade pela música e cultura dos países ocidentais, começavam a aparecer as primeiras discotecas e a rádio, principal veículo de divulgação de massas, não atendia a esse público. À semelhança do que já tinha acontecido no ocidente na década anterior, em Portugal, dois nomes que destaco, João David Nunes e Jaime Fernandes, implementam projeto totalmente inovador, à época, chamado de FM Estéreo da Rádio Comercial. Uma rádio moderna, orientada ao público jovem, às novidades da música, mas não só, também orientada à divulgação de trabalhos musicais de estúdio e de criatividade explosiva que, embora já tivessem algum tempo, tinham passado ao lado das gerações mais velhas. Foi um enorme sucesso e transversal a diferentes gerações. A grelha era rica, diversificada e, sobretudo, uma novidade absoluta. Não havia nada de mais moderno em Portugal. As emissões em FM desdobravam às 10 horas da manhã. Tal significa que até às 10 horas da manhã o FM da Rádio Comercial e a Onda Média da Comercial difundiam a mesma emissão, a partir das 10 horas da manhã a Onda Média da Comercial tinha uma emissão de cariz popular e o FM da Comercial uma emissão de cariz sofisticado e moderno, ou seja a partir das 10 horas da manhã, as emissões de Onda Média e FM eram autónomas. (o resto fica para depois, RR versus RFM – década de 80)

joao_s

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #18 em: Julho 28, 2016, 06:50:34 pm »
(continuando), “estvmkt”, o FM Estéreo da Rádio Comercial também impulsionou a nova vaga de música portuguesa, chamada de música moderna portuguesa. O rock, pop, etc. cantado em português surge nessa época e com um forte apoio da estação. Quem não se lembra dos primeiros trabalhos de Rui Veloso, Lena d´Água, Heróis do Mar, Jáfumega, Taxi, etc. Outra característica é que os radialistas do FM da Comercial também tinham programas na RTP 1. Por exemplo, a versão televisiva do “TNT”, chamava-se “Vivámúsica”, ambos apresentados pelo radialista Jorge Pêgo, indo a 1.ª temporada para o ar em 1981. A televisão chamou ouvintes para a rádio. Outra curiosidade, quando havia a emissão televisiva de um espetáculo que se enquadrasse nas características musicais da Rádio Comercial, a rádio e televisão faziam o simultâneo do evento, podendo assim os telespetadores usufruir do som em Estéreo, bastando para tal ligar o rádio (as emissões televisivas apenas disponibilizavam áudio em monofonia).
 
Em meados da década de 80, foi a vez da Rádio Renascença reestruturar o seu portfólio de rádios.  A Renascença, a mais ouvida em Portugal, exibia o programa mais popular de sempre da rádio portuguesa, o matutino “Despertar”, dinamizado por António de Sala, Olga Cardoso e o repórter Carneiro Gomes, por quem a generalidade portugueses nutriam simpatia. Só que as camadas jovens da população reviam-se no FM da Rádio Comercial, que começava a acusar algum desgaste, nem sempre acompanhando as tendências musicais do momento, na era dos canais de música difundidos por satélite e proliferação de discotecas um pouco por todo o lado. É neste contexto que foi criada a Renascença FM, que, à semelhança da Comercial, desdobrava as emissões a partir das 10 horas da manhã. O programa “Despertar” era emitido em simultâneo em Onda Média e FM, e a partir das 10 horas, a Onda Média (e alguns emissores FM) emitiam programação de cariz popular, os outros emissores FM emitiam uma programação mais sofisticada (a única rede FM foi dividida para difundir 2 rádios). As emissões FM da Renascença introduziram um novo conceito de playlist e abarcavam mais géneros/tendências musicais do que a Comercial, em período diurno (a Comercial compartimentava géneros de música em programas, mesmo em período diurno, isso não era assim com o FM da Renascença). A fasquia da seleção musical aumentava no período da noite, incluindo temas intemporais compostos nas décadas anteriores, inclusive dos anos 60. Programas como o “Oceano Pacífico”, da autoria do radialista João Chaves, rapidamente se tornaram referências. A partir da hora de jantar a grelha do FM da Renascença era estruturada com programação de autor. Em 1987 começam as emissões regulares da RFM, 24 horas por dia, com uma "nova" rede de emissores. As emissões eram dinamizadas por equipas motivadas, criativas, com uma ideia concreta do que se propunham fazer, que imprimiam ritmo à emissão, com talento para comunicar e que mostravam entrega à causa, digamos assim. A RFM era considerada uma das melhores rádios da Europa no que respeita ao seu público-alvo, dizia-se cá em Portugal, e os estrangeiros (europeus) que nos visitavam confirmavam, diziam que não se fazia rádio assim no país deles. Tal como referiu “Boxx”, o radialista Luís Loureiro foi um verdadeiro Senhor da Rádio, com um talento fora de série para comunicar e estruturar programas. Havia outros.
 
Para terminar, apenas para referir que a RFM deixou de ser a mesma com a saída do Luís Loureiro (e, eventualmente, outros). Nos anos 90, não era a mesma coisa, perdeu-se um certo carisma. Para mim, o período áureo do FM da Renascença esteve compreendido entre 1986 e 1990. Hoje não temos termos de comparação, essa forma de fazer rádio foi descontinuada.

Boxx

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #19 em: Julho 28, 2016, 10:56:14 pm »
(continuando), “estvmkt”, o FM Estéreo da Rádio Comercial também impulsionou a nova vaga de música portuguesa, chamada de música moderna portuguesa. O rock, pop, etc. cantado em português surge nessa época e com um forte apoio da estação. Quem não se lembra dos primeiros trabalhos de Rui Veloso, Lena d´Água, Heróis do Mar, Jáfumega, Taxi, etc. Outra característica é que os radialistas do FM da Comercial também tinham programas na RTP 1. Por exemplo, a versão televisiva do “TNT”, chamava-se “Vivámúsica”, ambos apresentados pelo radialista Jorge Pêgo, indo a 1.ª temporada para o ar em 1981. A televisão chamou ouvintes para a rádio. Outra curiosidade, quando havia a emissão televisiva de um espetáculo que se enquadrasse nas características musicais da Rádio Comercial, a rádio e televisão faziam o simultâneo do evento, podendo assim os telespetadores usufruir do som em Estéreo, bastando para tal ligar o rádio (as emissões televisivas apenas disponibilizavam áudio em monofonia).
 
Em meados da década de 80, foi a vez da Rádio Renascença reestruturar o seu portfólio de rádios.  A Renascença, a mais ouvida em Portugal, exibia o programa mais popular de sempre da rádio portuguesa, o matutino “Despertar”, dinamizado por António de Sala, Olga Cardoso e o repórter Carneiro Gomes, por quem a generalidade portugueses nutriam simpatia. Só que as camadas jovens da população reviam-se no FM da Rádio Comercial, que começava a acusar algum desgaste, nem sempre acompanhando as tendências musicais do momento, na era dos canais de música difundidos por satélite e proliferação de discotecas um pouco por todo o lado. É neste contexto que foi criada a Renascença FM, que, à semelhança da Comercial, desdobrava as emissões a partir das 10 horas da manhã. O programa “Despertar” era emitido em simultâneo em Onda Média e FM, e a partir das 10 horas, a Onda Média (e alguns emissores FM) emitiam programação de cariz popular, os outros emissores FM emitiam uma programação mais sofisticada (a única rede FM foi dividida para difundir 2 rádios). As emissões FM da Renascença introduziram um novo conceito de playlist e abarcavam mais géneros/tendências musicais do que a Comercial, em período diurno (a Comercial compartimentava géneros de música em programas, mesmo em período diurno, isso não era assim com o FM da Renascença). A fasquia da seleção musical aumentava no período da noite, incluindo temas intemporais compostos nas décadas anteriores, inclusive dos anos 60. Programas como o “Oceano Pacífico”, da autoria do radialista João Chaves, rapidamente se tornaram referências. A partir da hora de jantar a grelha do FM da Renascença era estruturada com programação de autor. Em 1987 começam as emissões regulares da RFM, 24 horas por dia, com uma "nova" rede de emissores. As emissões eram dinamizadas por equipas motivadas, criativas, com uma ideia concreta do que se propunham fazer, que imprimiam ritmo à emissão, com talento para comunicar e que mostravam entrega à causa, digamos assim. A RFM era considerada uma das melhores rádios da Europa no que respeita ao seu público-alvo, dizia-se cá em Portugal, e os estrangeiros (europeus) que nos visitavam confirmavam, diziam que não se fazia rádio assim no país deles. Tal como referiu “Boxx”, o radialista Luís Loureiro foi um verdadeiro Senhor da Rádio, com um talento fora de série para comunicar e estruturar programas. Havia outros.
 
Para terminar, apenas para referir que a RFM deixou de ser a mesma com a saída do Luís Loureiro (e, eventualmente, outros). Nos anos 90, não era a mesma coisa, perdeu-se um certo carisma. Para mim, o período áureo do FM da Renascença esteve compreendido entre 1986 e 1990. Hoje não temos termos de comparação, essa forma de fazer rádio foi descontinuada.
Excelente descrição! Sinto uma profunda saudade desses tempos magníficos! Só vi algo assim, pouco tempo depois na Radio Energia e num registo diferente na XFM.

Danl

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #20 em: Julho 29, 2016, 12:34:00 pm »
(continuando), “estvmkt”, o FM Estéreo da Rádio Comercial também impulsionou a nova vaga de música portuguesa, chamada de música moderna portuguesa. O rock, pop, etc. cantado em português surge nessa época e com um forte apoio da estação. Quem não se lembra dos primeiros trabalhos de Rui Veloso, Lena d´Água, Heróis do Mar, Jáfumega, Taxi, etc. Outra característica é que os radialistas do FM da Comercial também tinham programas na RTP 1. Por exemplo, a versão televisiva do “TNT”, chamava-se “Vivámúsica”, ambos apresentados pelo radialista Jorge Pêgo, indo a 1.ª temporada para o ar em 1981. A televisão chamou ouvintes para a rádio. Outra curiosidade, quando havia a emissão televisiva de um espetáculo que se enquadrasse nas características musicais da Rádio Comercial, a rádio e televisão faziam o simultâneo do evento, podendo assim os telespetadores usufruir do som em Estéreo, bastando para tal ligar o rádio (as emissões televisivas apenas disponibilizavam áudio em monofonia).
 
Em meados da década de 80, foi a vez da Rádio Renascença reestruturar o seu portfólio de rádios.  A Renascença, a mais ouvida em Portugal, exibia o programa mais popular de sempre da rádio portuguesa, o matutino “Despertar”, dinamizado por António de Sala, Olga Cardoso e o repórter Carneiro Gomes, por quem a generalidade portugueses nutriam simpatia. Só que as camadas jovens da população reviam-se no FM da Rádio Comercial, que começava a acusar algum desgaste, nem sempre acompanhando as tendências musicais do momento, na era dos canais de música difundidos por satélite e proliferação de discotecas um pouco por todo o lado. É neste contexto que foi criada a Renascença FM, que, à semelhança da Comercial, desdobrava as emissões a partir das 10 horas da manhã. O programa “Despertar” era emitido em simultâneo em Onda Média e FM, e a partir das 10 horas, a Onda Média (e alguns emissores FM) emitiam programação de cariz popular, os outros emissores FM emitiam uma programação mais sofisticada (a única rede FM foi dividida para difundir 2 rádios). As emissões FM da Renascença introduziram um novo conceito de playlist e abarcavam mais géneros/tendências musicais do que a Comercial, em período diurno (a Comercial compartimentava géneros de música em programas, mesmo em período diurno, isso não era assim com o FM da Renascença). A fasquia da seleção musical aumentava no período da noite, incluindo temas intemporais compostos nas décadas anteriores, inclusive dos anos 60. Programas como o “Oceano Pacífico”, da autoria do radialista João Chaves, rapidamente se tornaram referências. A partir da hora de jantar a grelha do FM da Renascença era estruturada com programação de autor. Em 1987 começam as emissões regulares da RFM, 24 horas por dia, com uma "nova" rede de emissores. As emissões eram dinamizadas por equipas motivadas, criativas, com uma ideia concreta do que se propunham fazer, que imprimiam ritmo à emissão, com talento para comunicar e que mostravam entrega à causa, digamos assim. A RFM era considerada uma das melhores rádios da Europa no que respeita ao seu público-alvo, dizia-se cá em Portugal, e os estrangeiros (europeus) que nos visitavam confirmavam, diziam que não se fazia rádio assim no país deles. Tal como referiu “Boxx”, o radialista Luís Loureiro foi um verdadeiro Senhor da Rádio, com um talento fora de série para comunicar e estruturar programas. Havia outros.
 
Para terminar, apenas para referir que a RFM deixou de ser a mesma com a saída do Luís Loureiro (e, eventualmente, outros). Nos anos 90, não era a mesma coisa, perdeu-se um certo carisma. Para mim, o período áureo do FM da Renascença esteve compreendido entre 1986 e 1990. Hoje não temos termos de comparação, essa forma de fazer rádio foi descontinuada.

Excelente resumo!
Aliás, e limitando-me apenas ao que se encontra a bold, lembro-me de ouvir algures que a "irmã" francesa RFM, que começou a emitir alguns anos antes, elogiou a nossa RFM chegando a considerá-la superior em qualidade àquela emissora parisiense.

ZECA

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #21 em: Julho 29, 2016, 02:36:11 pm »
E onde fica a Antena 1?  Sempre que vejo este regresso ao passado,  por norma verifico que apenas falam da Comercial e RR. E a Antena 1? Alguém se lembra de míticos programas à tarde na Antena 1 para combater a Comercial em Fm?

AG

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #22 em: Julho 29, 2016, 05:20:43 pm »
É preciso dizer que essa Comercial é uma evolução do conceito do RCP até à nacionalização em 75: Onda Média com programação popular e FM (ainda não massificado como nos 80s, é certo) com uma programação que nos tempos de agora se diria "alternativa", com programas como o mítico Em Órbita (que a minha mãe ainda se recorda de ouvir), do mesmo João David Nunes que seria o "fundador" da Comercial. Aliás não é inocente o uso da sigla "RC"... E muitos dos que estiveram no RCP fundaram a RC, como Júlio Isidro, Jaime Fernandes, Adelino Gomes...

AG

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #23 em: Julho 29, 2016, 11:05:09 pm »

Diário de Lisboa de 20-02-1984
« Última modificação: Novembro 27, 2024, 11:45:29 pm por AG »

Boxx

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #24 em: Julho 30, 2016, 10:23:14 am »
Era um delírio de rádio! Tinha estúdios e emissor numa torre dos edifícios Raione. A musica era de cariz alternativo. A emissão tinha uma qualidade e potência enorme, talvez por conseguir avistar o emissor da varanda da minha casa, que se situava a pouco mais de 100 metros em linha recta.

Radiofilo

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #25 em: Julho 30, 2016, 01:32:39 pm »
Na Antena 1, nessa epoca, recordo-me do excelente "Sete Mares" da Silvia Alves ou do "Portas do Sol" do Nuno Galopim. Eram emitidos apenas no FM, pois havia desdobramento FM/AM em determinadas faixas horarias.

Boxx

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #26 em: Julho 31, 2016, 10:35:16 am »
Na Antena 1, nessa epoca, recordo-me do excelente "Sete Mares" da Silvia Alves ou do "Portas do Sol" do Nuno Galopim. Eram emitidos apenas no FM, pois havia desdobramento FM/AM em determinadas faixas horarias.

Nessa grelha de inicio dos 90, o Carlos Dias da Silva e o Jorge Alexandre Lopes também tinham programas interessantes à tarde, dos quais não me recordo o nome...

Radiofilo

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #27 em: Julho 31, 2016, 11:51:03 am »
Na Antena 1, nessa epoca, recordo-me do excelente "Sete Mares" da Silvia Alves ou do "Portas do Sol" do Nuno Galopim. Eram emitidos apenas no FM, pois havia desdobramento FM/AM em determinadas faixas horarias.

Nessa grelha de inicio dos 90, o Carlos Dias da Silva e o Jorge Alexandre Lopes também tinham programas interessantes à tarde, dos quais não me recordo o nome...

E o Ricardo Salo tambem. O programa dele penso que se chamava "Em Busca do Acorde Perdido".

AG

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #28 em: Julho 31, 2016, 11:35:09 pm »
Há precisamente 30 anos, a 1 de Agosto de 1986:

Fonte: Diário de Lisboa

AG

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Re: Memórias da Rádio
« Responder #29 em: Julho 31, 2016, 11:36:34 pm »
Fonte: DL de 01-08-1986

« Última modificação: Julho 31, 2016, 11:40:03 pm por AG »