Autor Tópico: Rádio no Reino Unido  (Lida 88749 vezes)

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #60 em: Abril 18, 2017, 05:10:42 pm »
Prezados participantes do fórum,
neste espaço dedicado à rádio mais ouvida na Europa, seguramente uma das melhores a nível europeu e uma referência no restante mundo ocidental, merece alguma atenção como são produzidos os jingles identificativos da estação. Uma das imagens de marca da rádio em epígrafe é um aspeto técnico: “eighty eight to ninety one FM”, ou seja a estreita faixa de frequências que pertence à Radio2 no Reino Unido, é impossível dissociar uma da outra, toda a gente sabe do que se trata (se fosse por cá seria de 87.5 a 108 e ninguém se entendia, dada a desorganização caótica do espetro radioelétrico).

Quem ouve a Radio 2 conhece bem estes jingles identitários, produzidos com elevadíssimo grau de profissionalismo. Visionamento recomendado:

i) Pack de jingles de 2012,
https://www.youtube.com/watch?v=XVbYVJ-N6pg
(um dos jingles é interpretado pela radialista Clare Teal, que tem o seu programa aos domingos, das 21h às 23h. Um muito bom programa dedicado à música de orquestra e afins)

ii) Pack de jingles de 2013,
https://www.youtube.com/watch?v=yxhlvMC-5KE

Tratando-se de uma rádio generalista e eclética nos conteúdos, há programas para praticamente todos os gostos e feitios. Há quem se identifique mais com uns do que outros, mas podem encontrar-se programas de qualidade máxima, do melhor que se pode fazer em rádio.

Radio 2, musica ao vivo, tributo ao álbum “The Beatles - Sgt Pepper’s” (para muitos, o melhor álbum de sempre):
https://www.youtube.com/watch?v=Zf28CM6o76c

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #61 em: Abril 22, 2017, 04:19:05 pm »
A artista/cantora Rock, Suzi Quatro, está de volta à Radio 2, na próxima quarta-feira, às 23 h.
 
Trata-se da reposição da primeira série de 4 programas que foi para o ar em fevereiro de 2014, com o sugestivo título “Quatrophonic”. Devo dizer que ouvi com bastante agrado a última série 4 programas que foi transmitida em janeiro deste ano, tendo ficado totalmente surpreendido com o extremo bom-gosto e com os critérios de escolha musical definidos pela artista.

No primeiro programa desta série 1 (esperemos que estas continuem), a cantora/radialista revisita algumas canções que a influenciaram, reminiscências dos sons de piano e canções que aprendeu com o seu Pai (Art Quatro foi músico em Detroit, EUA). Na expetativa para verificar se a fasquia da primeira série é semelhante à da que foi para o ar em janeiro, simplesmente imbatível.

--/--
O músico norte-americano, Gregory Porter, vai dinamizar uma série de 4 programas, com início na próxima quarta-feira, às 22h. Com o título “At Home With Gregory Porter”, o músico passa em revista a sua coleção pessoal de discos e partilha com o público uma seleção de canções dos seus artistas favoritos. Promete!

--/--
Na próxima 3.ª feira, a Radio 2 celebra a voz de Ella Fitzgerald, 100 anos após o seu nascimento. A voz de ouro e intemporal da Primeira Dama da Música, que conquistou 13 prémios Grammy, será recordada em dois programas, o primeiro vai para o ar às 20 horas, o segundo às 22 horas.

Quem ouve a Smooth FM portuguesa conhece bem Ella Fitzgerald, já que passam vários temas da cantora.

Onde anda o serviço público em Portugal, alguém viu?

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #62 em: Abril 23, 2017, 03:58:05 pm »
A “BBC Radio 2” está a destacar o trabalho de Ella Fitzgerald nas suas emissões e irá dedicar o serão da próxima 3.ª feira à voz suprema e carreira da cantora norte-americana, aclamada pela crítica especializada. Naquele que seria o seu centésimo aniversário, começa um documentário biográfico de 2 episódios. Quem ouve os temas que passam na Smooth FM portuguesa, e certamente conheceu a cantora através desta estação, reparou na voz de uma grandiosidade invulgar, mais do que um talento, um dom, que não está ao alcance do comum dos mortais. Desconhecia que Ella Fitzgerald é considerada a maior cantora do Séc.XX e a lista de prémios e homenagens assim o confirma pela sua extensão, bem como pelas forças sociais envolvidas, ou não fosse a cultura um meio de pertença e identificação de cada um à sociedade e uma força mobilizadora para causas.

A menção dos seguintes prémios/homenagens da cantora justifica a escuta da emissão da “BBC Radio 2” no serão da próxima terça-feira, para quem se interessa minimamente por estes fenómenos culturais:
-Doutoramento  Honoris Causa  pelas Universidades de Harvard, Yale, Dartmouth, Maryland Eastern Shore, Howard e Princeton;
-National Academy of Recording Arts and Sciences' Lifetime Achievement Award;
-American Society of Composers, Authors and Publishers highest honor;
-George Peabody Medal for Outstanding Contributions to Music in America;
-Medalha Nacional das Artes do Presidente Norte-Americano Ronald Reagan;
-Medalha Presidencial da Liberdade, do sucessor de Reagan, George H. W. Bush;
-National Endowment for the Arts Jazz Masters award;
-The first Society of Singers Lifetime Achievement Award, named "Ella" in her honor;
-Order of Arts and Letters, France;
-13 prémios Grammy;
etc.

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #63 em: Abril 25, 2017, 07:07:10 pm »
Bryan Adams está de regresso à Radio 2 com um novo programa de 2 horas, designado de “Bryan Adams Rocks!”. Neste  programa o músico apresenta uma seleção pessoal de temas do Rock Clássico e conta ainda com entrevistas dos artistas envolvidos, recolhidas nos arquivos da BBC. Como é usual em épocas tais como o Natal, ou em dias de feriado, a Radio 2 altera a grelha de programas usual para incluir outros espaços. O programa de Bryan Adams vai para o ar na próxima segunda-feira, dia 1 de maio, pelas 12 horas, e inclui artistas tais como: Rush, Elton John, Thin Lizzy, AC/DC, Led Zeppelin, John Lee Hooker, The Rolling Stones, Ray Charles, The Knack, 10cc, Simple Minds, John Lennon, Roxy Music, ELO, Status Quo, Bob Seger, Steve Miller e Pink Floyd.

Agora, às 19 horas, no programa do músico Jazz da nova geração “Jamie Cullum” (um excelente programa de rádio), começa um especial de 4 horas consecutivas dedicado à cantora Ella Fitzgerald, aclamada pela crítica como a melhor do Séc. XX.

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #64 em: Maio 31, 2017, 11:48:29 pm »
Na próxima 4.ª feira, dia 7 de junho, pelas 22 horas, a “BBC Radio 2” inicia uma série de programas com periodicidade semanal e dedicada ao Rock. Com a dinamização do cofundador da banda de Rock norte americana KISS (quem não se lembra do êxito explosivo lançado em 1979, “I was made for loving you”), o colaborador é apresentado por esta estação de rádio como um dos mais bem-sucedidos músicos de Rock de sempre, e irá partilhar com o público os seus temas de Rock favoritos, que inclui faixas do Led Zeppelin, Faith No MoreAC/DC e muitas outras.  A banda KISS foi fundada em 1973.

O programa designa-se de “I Love It Loud: The Gene Simmons Rock Show”. Julgo que cria alguma expetativa o estilo de comunicação que o músico/radialista irá adotar para com o auditório. Promete!

---
A patente do FM foi registada em 1933, portanto existe há 84 anos. Houve avanços e recuos, tendo como consequência o alheamento do público à tecnologia até finais da década de 60 do séc. XX. A partir dessa altura o FM massificou-se, numa aceitação crescente, em parte devido à popularidade do género Rock. As bandas mais carismáticas surgiram em finais da década de 60 e, sobretudo, na década de 70. Não é por acaso que a época de ouro da HI-FI e a popularidade do FM remonta a essa altura. Chegaram a produzir-se equipamentos com potências áudio massivas, de 250 W sob impedâncias de 8 Ohm, que conciliavam a tecnologia da época com design de produto (fabricaram-se componentes áudio com estética aprimorada).

Um exemplo de um sistema de finais da década de 70:
https://www.youtube.com/watch?v=v3-tE98w5vY

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #65 em: Junho 05, 2017, 10:59:26 pm »
O documento, acessível a partir da ligação seguinte, descreve as características mais relevantes da Radio 2, incluindo a pertinência em se integrar no universo e na missão do serviço público. O documento de 8 páginas poderá interessar aos profissionais de rádio, estudantes de comunicação social e público em geral, já que sintetiza a estrutura de uma rádio deste tipo, vocacionada para todas as faixas de audiência e intergeracional, líder na Europa.

http://downloads.bbc.co.uk/bbctrust/assets/files/pdf/regulatory_framework/service_licences/radio/2016/radio2_apr16.pdf

==Síntese==
Orçamento:  49,6 milhões de Libras (cerca de 57 milhões de Euros);
20% de música nova;
40% de música do Reino Unido;
260 horas, pelo menos, de música tocada ao vivo, por ano (promotora de espetáculos e eventos);
Difusão eclética de diversos géneros musicais, mais do que qualquer outra estação de renome, o que inclui 1100 horas de programas especializados em música, por ano;
Difusão de mais de 100 horas de programação relacionada com as artes, por ano;
Difusão de, pelo menos, 10% de programação produzida por independentes.
Constata-se que a BBC 6 Music é um produto derivado da Radio 2, destinado às tecnologias digitais.

Na hiperligação seguinte constam os planos da entidade reguladora, Ofcom:

https://www.ofcom.org.uk/about-ofcom/latest/media/media-releases/2017/Regulating-the-BBC-performance

Embora o financiamento seja excessivo para uma estação portuguesa (o campeonato é outro, uma rede FM com 216 emissores, DAB e todo o tipo de plataformas digitais), julgo pertinente a transposição de um modelo deste tipo para Portugal, adequado à nossa realidade, até porque vamos constatando que a rádio neste país está numa fase (demasiado duradora) de estagnação. Por agora é tudo, não há tempo para mais.

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #66 em: Junho 08, 2017, 08:55:04 pm »
Quem desfruta de concertos ao vivo difundidos pela rádio, tem a oportunidade de satisfazer essa pretensão todas as sextas-feiras, pelas 20 horas, na “BBC Radio 2”. Devo dizer que, embora não seja ouvinte regular, dada a hora, tenho ouvido música tocada com absoluto profissionalismo, chegando ao ponto de praticamente não distinguir da gravação em estúdio/original.

Amanhã, dia 9 de junho, a banda “Texas” junta-se à BBC Symphony Orchestra desde Glasgow, Escócia. Os “Texas” são uma banda de Pop-Rock escocesa de finais dos anos 80 que ficou conhecida com o tema “I Don´t Want a Lover” (1989).

Este é um tipo de programa que não é, nem será, possível de ouvir nas rádios portuguesas, dada a periodicidade e os montantes envolvidos na sua concretização.

guest22

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #67 em: Junho 08, 2017, 09:43:43 pm »
O vírus "Despacito" também já chegou à BBC Radio 2. E já está na "A list" da playlist da Radio 2, o que significa que é das músicas mais tocadas. http://www.bbc.co.uk/radio2/playlist
Na irmã Radio 1, o Despacito está na "B List".
http://www.bbc.co.uk/radio1/playlist

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #68 em: Junho 09, 2017, 08:02:58 pm »
O vírus "Despacito" também já chegou à BBC Radio 2. E já está na "A list" da playlist da Radio 2, o que significa que é das músicas mais tocadas. http://www.bbc.co.uk/radio2/playlist
Na irmã Radio 1, o Despacito está na "B List".
http://www.bbc.co.uk/radio1/playlist

De facto o tema não passa de poluição sonora, de tão básico que soa, pelo que concordo consigo, “mpereira”.
No 5.º ponto dos objetivos estruturantes da estação, contribuição para a valorização do serviço público, é referido que a estação deve divulgar o melhor do talento internacional na música e refletir um amplo “catálogo” de música inovadora ou de grande aceitação internacional. Talvez essa “musiqueta” não se enquadre no âmbito desse ponto, mas tal não passa de “uma gota num oceano”. Interessa mais o que a “BBC Radio 2” representa como um todo, os seus propósitos de fundo, que subscrevo, do que pormenores irrelevantes. Também não seria espectável ouvir a banda de Hard Rock germânica “Rammstein” num programa vespertino para o público em geral desta estação, portanto não especializado,  mas é certo que passaram.

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Inicialmente, os recetores FM funcionavam na banda de 41,2 até 50,4 MHz. A interferência verificada entre estações de televisão e dispositivos de comunicação da Polícia e Bombeiros fez com que a banda de FM fosse realocada. Como consequência, mais de meio milhão de recetores e cerca de 50 estações de rádio ficaram obsoletos. Este foi um revés que gerou desconfiança no público, tendo atrasado a massificação da tecnologia, o que veio a ocorrer em finais da década de 60, início da década de 70.

Um exemplo de um recetor da banda 41,2~50,4 MHz:


joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #69 em: Junho 10, 2017, 05:28:23 pm »
A atual série de programas da radialista britânica Moira Stuart, de nome “Music ‘till Midnight”, termina amanhã, dia 11 de junho, pelas 23 horas. Trata-se de um excelente espaço radiofónico, constituído por música criteriosamente selecionada, acompanhada da palavra calma, conhecedora e envolvente, que acompanha géneros que variam do jazz, blues, à bossa-nova. Com o título “The Best Is Yet To Come”, este programa, tal como todos os outros da série, propõe-se transmitir o melhor dos standards intemporais, desempenhados pelos artistas mais sonantes dos últimos 60 anos. Cumpre na íntegra. Um programa pertinente e de autor (ou, como dizem os ingleses, de especialista) do qual ficamos a aguardar pela próxima temporada de novos programas.

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O ano de 1961 marca o início das emissões regulares em FM Estéreo. Nessa época, a maioria das estações que emitiam em FM pertenciam aos mesmos operadores que exploravam a Onda Média, pelo que difundiam em simultâneo a programação da Onda Média em FM. As regras mudaram em 1966, em que o FM foi utilizado para programação alternativa ou diferenciada daquela que se ouvia em Onda Média.

O primeiro recetor de FM Estéreo foi fabricado em 1961, da marca “Scott”, modelo “350”:
“This is a journey into sound, Stereophonic sound”

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #70 em: Junho 30, 2017, 11:03:07 pm »
No início desta semana, dias 26 e 27 de junho, pelas 22 horas, a “BBC Radio 2” emitiu um  programa dividido em 2 partes e de tributo ao quadragésimo aniversário da morte de um dos maiores ícones de sempre da cultura popular, Elvis Presley. O artista nunca realizou concertos ao vivo fora do continente americano (Estados Unidos e Canadá) e a Rádio 2 propõe um conjunto de gravações de atuações ao vivo do cantor e destinadas ao público britânico (o concerto que não chegou a acontecer nos palcos do país). Estou, neste momento, a ouvir a segunda parte do programa e recomendo. Não tem nada a ver com a música de plástico e sem qualidade com que nos presenteiam as emissões de rádio de hoje em dia no nosso país, com memória curta, muito curta…
Links:
Parte 1: http://www.bbc.co.uk/programmes/b08vq1bw
Parte 2: http://www.bbc.co.uk/programmes/b08vq3t8

Na próxima quarta-feira, dia 5 de julho, pelas 22 horas, Ralph Johnson da banda Earth Wind & Fire (quem não se lembra dos temas "September" – 1979-, "Let's Groove" -1981-, etc.) apresenta um programa designado de “Jazz Epicenter 6.7”, dedicado aos melhores temas do género produzidos nas décadas de 60 e 70. Promete!

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Quadrifonia (Quadraphonic) foi um sistema de som desenvolvido na década de 70, que utilizava 4 canais de áudio independentes, destinados ao posicionamento de colunas dispostas nos 4 cantos do um compartimento. Verificaram-se emissões experimentais de rádio em julho de 1974, no entanto cessaram.
A aceitação da tecnologia foi diminuta devido à complexidade técnica, incompatibilidades de formatos e custos elevados quando comparados com os equipamentos estereofónicos de 2 canais.

O modelo ilustrado foi produzido pelo fabricante nipónico Pioneer, modelo QX 9900, entre 1972 e 1974.

(Clique para aumentar)

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #71 em: Julho 07, 2017, 08:29:31 pm »
Chama-se Johnnie Walker, um dos radialistas veteranos da “Radio 2”. Com a idade de 72 anos permanece no ativo, já que dinamiza um programa que vai para o ar todos os domingos (15h – 17h), com reposição às segundas (0h – 2h), e também faz outros programas que não são residentes na grelha.
Denota uma capacidade inata e invulgar para fazer rádio, certamente uma das múltiplas paixões da sua vida, o que se traduz numa mais-valia e interesse acrescido para a audiência. No seu programa cria um ambiente que entretém, retrata a cultura dominante de uma época (década de 70) e dá a conhecer o trajeto de vida dos convidados (o que não deixa de ser lições de vida). Um autêntico Senhor da Rádio.

Nas próximas edições do programa “Johnnie Wlaker’s Sounds of the 70s”, os convidados são os membros atuais da banda Foreigner (entre os vários sucessos, um foi emblemático dos anos 80, “That Was Yesterday" – 1985 -) e Suzi Quatro, que vão partilhar as suas memórias com o público.

---
As emissões de rádio em Quadrifonia ocorreram entre 1969 e finais da década de 70, tendo-se iniciado nos Estados Unidos, digamos, com algumas excentricidades. As dificuldades técnicas e guerra de formatos não permitiram apurar um standard de difusão, puseram um ponto final na tecnologia.


Foram testadas excentricidades, que não se podem considerar formatos, para emissões “Quad”. Uma consistiu na utilização de frequências FM separadas, uma para emitir os canais esquerdo e direito dos altifalantes frontais, a outra para emitir os canais esquerdo e direito dos altifalantes de retaguarda. Neste caso, o ouvinte necessitava de dois recetores de rádio para ouvir o som “Quad”, e sintonizar duas emissoras de rádio distintas para o efeito.

Semelhante excentricidade foi tentada no Japão, cerca da década de 50, desta feita para a escuta de emissões em AM-Stereo. Eram necessárias duas frequências distintas (portanto dois emissores) para o efeito, e, do lado do ouvinte, dois recetores AM para percecionar a “envolvência estéreo”.

Na ilustração seguinte, pode ver-se um componente áudio com 2 sintonizadores independentes para receção de emissões do AM- Stereo primitivo.

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #72 em: Julho 25, 2017, 01:23:05 pm »
No Reino Unido estalou a polémica sobre os vencimentos obscenos das “estrelas” da Radio 2. O radialista Chris Evans, que apresenta o programa “Breakfast Show”, do qual a Rainha se diz fã, aufere cerca de 3 milhões de Euros por ano, cerca de 275 mil Euros por mês, sendo o mais bem pago de todos. Um exagero… Já um Engenheiro de Som recebe cerca de 18 mil Euros por ano, cerca de 1400 Euros/mês. A mulher radialista mais bem paga, aufere cerca de 157 mil Euros por ano, 13 mil Euros por mês.

A polémica também se reporta à diferença salarial entre “estrelas” homens e mulheres e destes relativamente aos restantes quadros da estação.

A propósito deste assunto que está a indignar a sociedade britânica, Chris Evans afirmou que , se limita a seguir os conselhos da sua Mãe “Earn what you can, when you can, while you can”. Não se pode queixar…

Tudo isto assume contornos no mínimo discutíveis, quando se verificaram cortes na grelha alegadamente por razões de contenção financeira. O programa de madrugada “After Midnight”, apresentado por Janice Long e Alex Lester, que era um excelente veículo de divulgação de música nova em equilíbrio com os sucessos das décadas precedentes, foi cancelado com o argumento da contenção orçamental e por ir para o ar nas horas de menor audiência. Este arranjo na grelha permitia assegurar a qualidade dos programas de maior audiência, segundo as explicações dos responsáveis pela estação.

Intitulam-se como a rádio mais popular da Europa e aquela que tem o maior número de ouvintes, acredito que sim, a qualidade e abrangência (no sentido eclético) assim o indicia. Daí até um radialista auferir um vencimento semelhante ao executivo de uma multinacional vai uma grande distância…

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #73 em: Julho 25, 2017, 05:49:17 pm »
Há correções a fazer nos montantes mencionados no texto anterior, uns para cima, outros ligeiramente abaixo. Foi divulgada a constelação de 96 “estrelas” com os vencimentos mais elevados do grupo BBC, que está a gerar polémica na sociedade britânica. Os comunicadores masculino e feminino com os vencimentos mais elevados do grupo BBC não são da televisão, não são jornalistas, são… radialistas da estação Radio 2. Chris Evans que apresenta o programa “Breakfast Show”, segundas a sextas das 6h30 às 9h30, é o mais bem pago de toda a BBC, com cerca de 2,5 milhões de Euros/ano, cerca de 210 mil Euros/mês. Claudia Winkleman é a mulher com o vencimento mais alto, radialista, com o programa “Claudia on Sunday”, domingos das 19h às 21h, aufere cerca de 560 mil Euros/ano, cerca de 47 mil Euros/mês (ocupa a 8.ª posição da tabela, recebe cerca de 1/5 do valor mais alto).

Porque motivo os radialistas da Radio 2 auferem os salários mais elevados no grupo? Só encontro uma explicação. Não são “apenas” os 16 milhões de ouvintes que os seguem no Reino Unido que dão à Radio 2 uma influência gigantesca. Imagine-se a projeção que um convidado desses programas tem na sociedade britânica… Julgo que a Radio 2 também terá um impacto muito significativo fora do Reino Unido, na divulgação da cultura e modo de vida dos britânicos. A Radio 2 tem influência nos Estados Unidos e Austrália, pelo menos, com milhões de ouvintes,  quiçá também na Commonwealth, e no mundo global. A BBC é conhecida no mundo global como o porta-estandarte dos britânicos. É por isso estratégica, e isso pode justificar (será?) os vencimentos multimilionários que as estrelas da estação auferem.

guest22

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #74 em: Outubro 02, 2017, 10:12:15 pm »
Já é possível ouvir a Absolute Radio através do site oficial fora do Reino Unido. Para isso, basta só introduzirem um código postal do Reino Unido (ex: SW1A 1AA) e têm logo acesso à emissão online. Se criarem uma conta no site da estação, poderão ouvir a emissão com melhor qualidade de som. As outras rádios do grupo Bauer Radio (Kiss, Magic, Kerrang Radio...) também já podem ser ouvidas através do mesmo método.