Autor Tópico: Rádio no Reino Unido  (Lida 89299 vezes)

Luis Carvalho

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #45 em: Janeiro 14, 2017, 08:36:59 pm »
(...)

ii) Em caso de intempérie ou outro imprevisto, a emissão autónoma das emissões de rádio (separada de outras tecnologias de difusão) pode vir a ser a única forma de comunicação com o exterior quando todas as outras formas de comunicação falham. Isso aconteceu no local em que resido e em toda a região do Pinhal Interior há 3 anos, quando se abateu uma violenta tempestade. A energia elétrica falhou durante 24 horas (nos dias seguintes os cortes eram frequente e, por vezes, prolongados); telefones fixos, rede de telemóveis, TDT e Internet falharam quase durante 1 semana. O único contacto com o exterior foram as emissões de rádio que nunca falharam, mesmo no pico da borrasca.


Coloquei em sublinhado algumas das declarações do João S, porquanto considero que o cerne da questão reside precisamente na acessibilidade da Internet mesmo em circunstâncias excepcionais. E se o "pdf" menciona o caso de Sabrosa, permita-me a sugestão de visitar o Alentejo profundo, quiçá o concelho de Barrancos, entre outros casos, onde, em várias zonas, ainda nem sequer existe sinal GSM. Posso-lhe asseverar que até num concelho capital de distrito, houve, até há relativamente poucos anos, uma aldeia que não tinha GSM de nenhuma das operadoras e só houve a decisão de instalar uma célula por parte de determinada operadora, na sequência da realização de um evento desportivo que atravessava a povoação em causa. Ainda há redutos em Portugal onde fazer uma simples chamada é muito difícil, se não impossível, mercê da falta de cobertura 2G. Ora, se nem sequer o 2G oferece uma cobertura de 100% da população, nem vale a pena extrapolar para o 4G. E mesmo na rede rodoviária, ainda existem casos de estradas nacionais onde há falhas de cobertura das redes móveis.
Cumprimentos,
Luís Carvalho

Administrador do "Fórum da Rádio"

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #46 em: Janeiro 14, 2017, 11:05:10 pm »
Estou a gostar deste tópico, pontos de vista interessantes.

Três problemas foram apontados após o meu comentário. Plausíveis, mas vamos ver onde nos levam:

1. O custo: é certo que a rádio é grátis, universal e quase omnipresente. Habituamo-nos a ouvir rádio de graça. Mas se estou num Alfa Pendular ou num autocarro da Rede Expressos com o meu smartphone a ouvir um canal qualquer da soma.fm também não estou a gastar dinheiro. Que quero dizer com isto? Que apesar de o acesso à internet ainda não ser universal, tendencialmente caminha nessa direcção e é cada vez mais prolífera e acessível.

2. A identidade: aqui o problema está do lado do ouvinte. Se existir procura por emissões em português, podem crer que vão continuar a existir. Basta que as marcas que se criaram no éter saibam perpetuar-se na internet. Assevero com algum rigor que em muitos escritórios por este país fora o rádio ao canto da sala foi substituído pelo stream na página da rádio. Pelo menos é o caso no meu posto de trabalho, onde as rádios que gosto de ouvir chegam com algumas interferências. E acreditem que preferia ouvir via hertziana - será sempre uma paixão e ouvir online "não é a mesma coisa". Aposto que pensam de maneira semelhante. É pena, mas...

3. As lacunas de cobertura: numa tendência evolutiva de cobertura universal, apostaria que essas falhas desapareceriam no médio ou no longo prazo. Podemos também estabelecer paralelismo com coberturas hertzianas: há zonas do país que mal recebem as poderosas nacionais, quanto mais locais. A extinta freguesia de Arga de Baixo, em Viana do Castelo e em pleno coração da Serra d'Arga (um sítio lindíssimo), há tempos não tinha nem rádios nacionais nem rede de telemóveis. Hoje, continua sem nacionais, mas já há comunicações móveis.

A ver vamos para onde caminha o futuro.

É certo e válido que a rádio globalizada e desmaterializada pode perder identidade. É certo e válido que a rádio via IP não tem a mesma "magia", parco custo e universalidade de recepção da rádio tradicional. É certo e válido que, apesar dos avanços, nem toda a gente tem acesso à internet.

Mas o caminho faz-se caminhando. E isto, meus caros, é demográfico e geracional. Não sei quanto tempo vamos ter de esperar, mas a rádio como a ouvimos tem os dias contados. E acreditem que tenho muita pena - mas compreendo o avanço.

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #47 em: Janeiro 15, 2017, 03:51:57 pm »
Caro Pedro, magnifico texto na redação, argumentação e pontos de vista apresentados.

Basta observar os hábitos de cada um de nós, de quem nos rodeia, nomeadamente das novas gerações, para constatarmos que o streaming e as tecnologias baseadas na Internet vieram para ficar. Portanto o consumo da rádio passa obrigatoriamente por aí, cada vez com mais adeptos. Apresento o meu testemunho, como sabe oiço regularmente a “BBC Radio 2” através do serviço “Internet Radio”, num sistema dedicado, e posso asseverar que as condições de escuta são ótimas, a qualidade de som é muito boa, o serviço não tem falhas, e ouve-se melhor a “Radio 2” do que, por exemplo, a “Rádio Renascença”, que apresenta uma receção com problemas (deve-se à interposição de um morro entre a minha residência e o emissor), isto com o centro emissor aqui ao lado. Assim, oiço em melhores condições uma rádio inglesa do que uma portuguesa. Portanto, estamos de acordo no essencial, inclusive destas tecnologias suprirem as dificuldades de receção das emissões em RF.

O que não acompanho é a sua visão de rutura no que concerne ao futuro das emissões radiofónicas. Para si, a única forma de ouvir rádio daqui a uns anos é através das tecnologias baseadas na Internet, no meu ponto de vista, a Internet irá coexistir com as emissões hertzianas (em RF) tradicionais, mas na vez do FM, será o DAB. Não obstante as vantagens, há um argumento muito forte a favor do DAB, que os noruegueses apresentaram: as emissões em DAB ficam a 1/8 do custo das emissões em  FM. Uma redução significativa (diria, gigantesca) dos custos de operação, isto quando é expectável um número cada vez maior de ouvintes pela Internet e, consequentemente, cada vez menos ouvintes na rádio tradicional (ou seja, cada vez maior dispersão de ouvintes pelas diferentes tecnologias). O encanto da rádio termina se acabarem com as emissões em Rádio Frequência, as emissões de rádio acompanham a fronteira de um país, e refletem a cultura desse povo. A importância das emissões em RF revela-se premente num cenário de catástrofe, como referia o Luís, bastando a colocação em funcionamento de emissores provisórios com o intuito de informar as populações do desenrolar dos acontecimentos e procedimentos a adotar, isto quando as estruturas de comunicações ficam inoperacionais. Basta um rádio a pilhas para acompanhar essas emissões. É importante relembrar que o nosso país situa-se numa zona sísmica e um terramoto com idêntica magnitude daquele que ocorreu em 1755 pode voltar a acontecer.

Os países do norte da Europa estão a apontar para futuro da radiodifusão, resume-se a uma palavra: digital. Difusão digital por via hertziana e plataformas digitais. Redução de custos de operação, maior número de canais de rádio e maior diversidade de conteúdos. Seguramente que o assunto tem sido estudado e amplamente debatido por especialistas da área, nesses países.

MCastro

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #48 em: Janeiro 16, 2017, 10:10:49 pm »
Assumindo que o futuro passa pela transferência da audição de rádio das ondas para a Internet, que argumento tem uma pessoa que está habituada a ouvir o que quer e quando quer no Spotify, que escolhe as suas músicas, a ouvir rádios que se limitam a passar música a metro, sem critérios de qualidade?

Boxx

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #49 em: Janeiro 17, 2017, 10:37:16 pm »
os nossos The Gift na Playlist da BBC Radio 6:

http://www.bbc.co.uk/6music/playlist

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #50 em: Janeiro 25, 2017, 10:54:34 pm »
Termina o ciclo de programas da artista “Suzi 4”. Aguardemos pelo próximo artista a integrar a grelha, com 4 a 5 programas de sua autoria. Acho esta ideia magnífica, fora de série. O próprio que produz música, partilha o seu conhecimento e gostos pessoais com público.

Devo dizer que ouvi com enorme satisfação este conjunto de programas, fiquei muito bem impressionado com a prestação da apresentadora e constatei que falta uma série de nomes na discografia cá de casa (este tipo de programa ajuda a refrescar a memória).  Foi um conjunto programas muito bem estruturado, com temas diferentes de semana para semana e, o mais importante, de um extremo bom-gosto.

Um olhar alternativo pela música dos 70s, foi este o tema de hoje:
http://www.bbc.co.uk/programmes/b0891yj1

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #51 em: Fevereiro 04, 2017, 07:09:16 pm »
A rádio em direto nem sempre corre da melhor forma, os deslizes, erros ou imprevistos podem acontecer e cabe ao radialista, ou outro interveniente na emissão, sair da situação com a maior naturalidade possível. Na “BBC Radio Two” verifica-se uma aposta significativa em programas de autor, do tipo “Tertúlia”, com convidados em estúdio que relatam o seu testemunho sobre música e artes no geral e/ou dialogam sobre a temática, com uma banda sonora a condizer, o que cria uma atmosfera muito interessante para o ouvinte e até intelectualmente estimulante. Mas os “bloopers” acontecem:

- Num dia destes, estava a radialista “Jo Whiley” numa interessante conversa com um convidado, quando, subitamente, começa a tossir e não consegue parar a tosse. Fica o convidado literalmente sozinho, pendurado em direto para milhões, com a Sr.ª , no fundo do estúdio, a tossir continuamente, e este sem saber o que dizer, “enchendo chouriços”, como se diz na gíria. A radialista recupera e a emissão segue, como se nada tivesse acontecido;

- A radialista “Janice Long” estava a conduzir o seu programa quando começa a ficar afónica, chega a um ponto em que se desculpa perante o seu público, dizendo que não estava em condições para continuar a emissão. Daí em diante parecia que estávamos a ouvir uma rádio portuguesa, música contínua sem interrupções, com uma diferença, a seleção musical é muito superior. No dia seguinte um radialista da “BBC Radio Six” substitui a Sr.ª, tendo a seleção de temas caído a pique, muito pior escolha.

É muito frequente em alguns programas, os radialistas encetarem diálogos com os jornalistas que apresentam os noticiários, do tipo “Então, o que fizeste no fim-de-semana?”, etc. o que não deixa de ser descontraído, natural, aprazível de se ouvir e revelador de um excelente ambiente de trabalho.

Enquanto ouvinte de rádio desde criança, nunca tive tanto gosto em ouvir rádio como agora. Um dos melhores investimentos que fiz em termos de áudio foi este sistema da Pionner que permite ouvir rádio através da tecnologia “Internet Radio”, e este sistema foi mais barato do que os outros. Terei ligado o recetor FM uma 3 ou 4 vezes em 6 meses. Estou muito satisfeito, pelo que a relação qualidade/preço foi uma mais-valia.

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #52 em: Fevereiro 14, 2017, 10:32:13 pm »
É comum ouvirem-se artistas norte americanos com programas na ‘BBC Radio 2’, nos quais divulgam a cultura e a música do seu país. Chegou a vez de um artista francês ter o seu programa na ‘BBC Radio 2’, chama-se “Vincent Niclo”, fala inglês com sotaque e ouvimos a cultura e música francesa… na rádio pública inglesa. Espetacular! A rádio no seu esplendor, com a função nobre de unir povos e culturas [neste país não ligamos nenhuma para a cultura francesa, os ingleses não seguem esta conduta].

Já a rádio pública portuguesa é de um atraso absoluto, fechada sobre si mesma e retrógrada. Se estivermos à espera do serviço público português para expandir horizontes, bem podemos mudar de ideias. Nada moderno, sem interesse.

Oiçam francês no serviço público inglês:
http://www.bbc.co.uk/programmes/b08dcvj3

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #53 em: Março 19, 2017, 01:03:38 pm »
A jornalista-radialista, Moira Stuart, está de regresso com o seu programa, domingos das 23 às 24h. “Music 'til Midnight”, propõe divulgar o melhor das sonoridades “easy listening” e “standards” intemporais, desempenhados pelos melhores artistas dos últimos 60 anos.
Voz calma e tranquila, música a condizer em grande estilo, o equilíbrio entre o racional e o emocional. Ambiente retemperador.

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #54 em: Março 20, 2017, 09:35:45 pm »
Jools Holland está de regresso com o seu programa, na próxima segunda-feira, dia 27 de março, das 23 às 24h. O apresentador de televisão, radialista da ‘BBC Radio 2’ e músico, dinamiza um programa com ritmo, talento e irreverência, contando a sua banda residente em estúdio. Excelente e original programa de rádio.

Na próxima segunda-feira, no arranque desta temporada, conta com os convidados Tony Visconti, um dos melhores produtores de Rock de todos os tempos, e Glenn Gregory do grupo dos anos 80, Heaven 17. David Bowie será recordado neste programa. Criatividade, estilo e originalidade invadem a rádio. Do melhor.

NOTA: segundo a imprensa britânica, a ‘BBC Radio 2’ levou um corte no orçamento.

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #55 em: Março 26, 2017, 05:01:47 pm »
Faz-se referência à seguinte informação, com 2 meses de atraso, da qual se pode estabelecer um paralelo com as decisões que são tomadas no âmbito da rádio portuguesa:

Tendo como finalidade a redução de custos na programação, em linha com as restantes estações do grupo BBC, a ‘Radio 2’ suspendeu o programa “After Midnight”, dinamizado pelos radialistas Janice Long e Alex Lester. O referido programa ia para o ar 7 dias por semana, entre as 0 horas e 3 horas da madrugada. Como critério apontado pelo responsável da estação, Lewis Carnie, os cortes são feitos nos horários de menor audiência de forma a assegurar que os recursos financeiros sejam afetos aos programas de maior audiência, sem que tal decisão descaracterize a identidade da estação (cf. link).
http://radiotoday.co.uk/2017/01/bbc-radio-2-cuts-live-overnight-presenters/

A implicação dos cortes anunciados faz-se notar pelo maior número de repetições, sobretudo no horário da madrugada, das 0h às 2h, e pelo  recurso à automação entre as 2h e as 5h da madrugada, faixa horária designada de “Radio 2 Playlists” e dedicada à difusão de música de diferentes géneros. O espaço “Radio 2 Playlists” conta com temas do passado ao presente de categorias musicais tais como: folk, country, musical theatre, blues, jazz, funk, pop e soul. Não deixa de ser estranho que uma estação pública recorra à automação, mesmo num horário de baixa audiência (2h ~ 5h da madrugada), pelo que tal levantou a indignação de muitos ouvintes do Reino Unido. Tal pode ser constatado num fórum inglês de rádio, de nome “Digital Spy” (“Espião Digital”, que raio de nome…), cf. link:
https://forums.digitalspy.com/discussion/2197874/radio-2-cancels-after-midnight

Relativamente ao programa cancelado, “After Midnight”, apesar da hora tardia, ouvia de tempos-a-tempos, acho que era um bom programa de rádio, com bons radialistas, e permitia acompanhar os novos lançamentos ao mesmo tempo que ouvia sonoridades das 4 décadas precedentes. Este horário ficou descaracterizado após a supressão do referido programa.

Para terminar, resta referir que na próxima quarta-feira, dia 29 de março, entre as 23h e as 0h, a ‘Radio 2’ irá repetir um programa do naturalista “David Attenborough”, designado de “David Attenborough and the Natural History of Folk”. O documentário “Vida na Terra” (“Life on Earth”) foi o primeiro a passar na televisão portuguesa, pela RTP, no início das emissões a cores, por volta de 1981 ou 1982. Teve um assinalável sucesso entre nós.

Resta referir que o formato de documentário tem vindo a ganhar uma maior expressão nas emissões noturnas da ‘Radio 2’.

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #56 em: Abril 01, 2017, 12:29:38 pm »
Em tempos teve o slogan “BBC Radio 2 – It’s all for you”, tendo a vincada, como imagem de marca, a informação da gama “88 to 91 FM” em qualquer que seja o spot promocional radiofónico ou de indicativo de programa. De seguida listam-se links de alguns spots publicitários televisivos:

i) Alguns dos atuais apresentadores, afinal são eles o rosto da estação, cada qual com a palavra dirigida a uma camada específica de público (consoante o horário).
https://www.youtube.com/watch?v=yLfdthoaCNU

ii) O tema “Band on the Run”, lançado por Paul McCartney e Wings em 1973, teve um assinalável êxito à época. Em 2003 foi feito um spot promocional pelo próprio para a “Radio 2”, com a mensagem “Find a different perspective at 88-91 FM”.
https://www.youtube.com/watch?v=LulVVED_93c

iii) O animado programa “Chris Evans Breakfast Show”, que inicia os dias da semana dos ingleses, das 6h30 às 9h30, destina-se a todos e o spot reflete isso mesmo.
https://www.youtube.com/watch?v=TTFWfmLgyCE

iv) O vídeo recorre à computação gráfica para juntar artistas de diferentes épocas (alguns já falecidos) num mesmo palco. Esse palco é a “Radio 2”, “All day, every day”.
https://www.youtube.com/watch?v=0pFl8td_mTI

v) Os radialistas Jo Whiley (2.ªs a 5.ªs, 20h-22h. Também apresenta concertos ao vivo para a estação) e Jamie Cullum (3.ªs, 19h -20h. Músico Jazz) num saudável convívio radiofónico.
https://www.youtube.com/watch?v=ebaXuoJc0JQ

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #57 em: Abril 01, 2017, 06:37:45 pm »
== Adenda ao post anterior ==

2.ª Parte: Campanhas publicitárias televisivas da “BBC Radio (2)”.

vi) Julgo que este anúncio capta a verdadeira essência das emissões de radiodifusão, embora tenha alguns anos. Dos centros urbanos densamente povoados aos lugares mais recônditos, dos programas para as maiorias aos programas pensados para públicos com interesses específicos, da cultura contemporânea à cultura clássica, da simples companhia ao marcar do ritmo do quotidiano, do entretenimento ao conhecimento. Para todos, em qualquer lugar. Slogan “BBC – Radio at its best”.
https://www.youtube.com/watch?v=tt8mY3RuzDU

vii) Uma componente relevante da cultura contemporânea, o Rock. Promo designada de “Electric proms”, acompanhada pela voz da radialista Jo Whiley. “Be Creative”.
https://www.youtube.com/watch?v=Tq_IV6-7ft8

viii) “Radio 2 – The most listened to station in the UK”. Quando o anúncio foi difundido eram 10 milhões de ouvintes, hoje são 15,1 milhões de ouvintes. Um sucesso assinalável (a rádio mais ouvida na Europa, segundo os próprios).
https://www.youtube.com/watch?v=66oZzoXx44U

ix) “Country Nights Season”. Spot promocional do programa (diversidade qb na grelha da “Radio 2”. Reitero, um produto culturalmente relevante)
https://www.youtube.com/watch?v=5u_uPLt6eOQ

x) “We believe in listening”. O emissor, o elo de ligação do estúdio ao ouvinte.
https://www.youtube.com/watch?v=cyJ6IzAq-YA

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #58 em: Abril 10, 2017, 09:23:40 pm »
“April in Portugal” é o título do programa que irá para o ar amanhã às 23 e que dura 30 min. Não iremos ouvir música portuguesa, trata-se de um programa temático dedicado aos sons de órgão “The Organist Entertains”, mas não deixa de ser um título sugestivo.

Esta semana a Radialista “Janice Long” encontra-se a substituir “Jo Whiley”, no horário 20h – 22h. A radialista aludida teve o seu programa das madrugadas suspenso, 0h – 3h, o que acho uma asneira da parte da Direção da “Radio 2”. Acho-a “castiça”, com “boa onda” e gosto das escolhas musicais com que presenteia o público (vou fazer por ouvir este regresso, embora temporário).

Houve em tempos, em setembro ou outubro do ano transato, uma série de programas dedicada às bandas sonoras da 7.ª arte. Era bom que estivesse de volta uma nova temporada, porque a rádio também é para cinéfilos, como esse programa demonstrou.

joao_s

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Re: Rádio no Reino Unido
« Responder #59 em: Abril 17, 2017, 11:29:13 pm »
Para os interessados pela indústria da radiodifusão no geral, incluindo o panorama internacional, deixo a hiperligação para um interessante estudo publicado pela OFCOM (entidade reguladora das comunicações do Reino Unido) sobre o mercado da rádio & áudio no país:
https://www.ofcom.org.uk/__data/assets/pdf_file/0009/21411/uk_radio.pdf

Na p. 113 encontra-se um cronograma sobre os períodos-chave da história da rádio, do qual destacaria o seguinte:
1920 – Primeira emissão de rádio, com conteúdo de entretenimento;
1922 – Início das emissões de rádio da BBC;
Década de 40 – A BBC emite 3 estações de rádio: Home Service, Light Programme e Third Programme.
1945 – A BBC retoma as emissões de TV, após a Segunda Guerra Mundial;
1967 – O sucesso das rádios piratas força a BBC a lançar uma estação de música POP. O portefólio das rádios nacionais é  modificado para: Radio 1, Radio 2, Radio 3  e Radio 4;
1996 – Início das emissões em DAB;
etc.

--/--
Um comunicado, no qual se refere que o programa matutino da Radio 4 (o equivalente da nossa Antena 1) conquistou a audiência mais elevada de sempre.
http://www.bbc.co.uk/mediacentre/latestnews/2017/rajar-q4-2016

--/--
No grupo BBC verificam-se sinergias entre profissionais oriundos de diferentes universos de comunicação. Por exemplo a radialista Moira Stuart tem o seu programa sobre jazz e também é jornalista quer na rádio, quer na televisão.

Um vídeo de bastidores sobre a chegada às instalações da Radio 2 da equipa que realiza o programa da manhã, com início atualmente às 6h30. Constata-se que equipa é relativamente jovem e a jornalista de serviço é Moira Stuart:
https://www.youtube.com/watch?v=-12Zpu-TFlM