De 15 a 25 de Dezembro, só músicas de Natal entre as 22h e a 1h da madrugada, será esta já uma ideia do Diogo Beja?
É um horário de baixíssimo risco. Ainda assim, a RFM agradece a generosidade.
Aqui já podem ler a noticia toda sem ter de pagar: https://eco.sapo.pt/2025/12/12/pedro-ribeiro-passa-vice-presidente-da-bauer-media-e-diogo-beja-e-o-novo-diretor-da-radio-comercial/
Desejo as maiores felicidades ao Diogo Beja, que me parece perfeitamente capaz de fazer um excelente lugar. Não obstante, reconheço que vai ter três desafios bastante imediatos pela frente.
1) Ter a humildade de reconhecer que o ponto mais problemático da Comercial é, justamente, o esgotamento do seu painel, que, honestamente, não conheço quem ainda lá resista. Até uma colega de trabalho que é doente pela Comercial (ao nível de fã de claque de futebol) há uns tempos entrei no gabinete dela e, à tarde, estava com o PC na RFM. Neste momento, acredito que a Buraca ganhe, neste horário, à Sampaio e Pina, e a margem não deve ser pequena.
Os próximos desafios são, essencialmente internos:
2) Quando alguém está num lugar durante muitos anos, quando sai do mesmo, se não sai também da organização, tem uma tendência gigante a continuar a fazer sugestões, com um certo caráter impositivo, a que, quem lhe sucede, muitas vezes tem dificuldade, por uma certa reverência a dizer que não. Este quadro tende a agravar-se quando a pessoa que deixa o lugar vacante, sobe a um posto de chefia em que, na prática, tutela o novo titular do lugar. Há uma enorme tentação de acumular dois chapéus, tornando-se o novo responsável uma figura um tanto ou nada decorativa, par fazer as funções que já eram aborrecidas para quem é promovido. Atenção que isto não é por maldade, ou por qualquer senso de grandeza, simplesmente, quem é apaixonado pelo que faz, e o Pedro Ribeiro sabemos que o é, muitas vezes tem essa tentação. No caso, ainda há uma agravante: se o Diogo chegar à conclusão de que necessita de refrescar as manhãs, será que é para ele fácil fazê-lo?
3) Está intimamente relacionado com o segundo, mas, desta feita, passa pela demais equipa. O Pedro era o chefe. Vai continuar a sê-lo. O Diogo é o colega, que é o chefe, mas cujo o anterior continuará a ser aquele para quem as pessoas olham como o verdadeiro líder do grupo (equipa Comercial).
Claro que isto são desafios, não quer dizer que aconteçam, mas é o tipo de caso de manual, que se estuda nas aulas de Estudo da Empresa como sendo de alerta vermelho. Veremos como corre...