Na Nova Era temos o jurássico (neste caso no bom sentido...) Daniel Oliveira, que está na estação desde o tempo da Nova Era pirata (meados 80's)...deve ter para aà uns 55 anos...
Mas está na informação e continua com voz de jovem. 
Sem dúvida, sem dúvida!
Quanto ao resto, é conversa que já pude descrever que não me interessa e que para mim pouco sentido tem, pela qual me abstenho; mas colocar limites de idade a locutores para rádios jovens é uma ideia que não me faz qualquer sentido, é limitar administrativamente o potencial de qualquer locutor em qualquer estação.
Não é disso que se trata. Pessoas mais velhas são muito úteis, mais que não sejam para domar a irreverência excessiva dos mais novos e serem os seus mentores, ajudando-os a se tornarem em profissionais ainda mais de excelência. Por exemplo, eu que tenho 30, aprecio imenso as conversas de sábado de manhã entre o grande Júlio Isidro e o Paulino Coelho na Renascença. Honestamente, sou daqueles que sinto falta de mais palavra nas rádios jovens, que embrutecem o pessoal a lhes darem os famosos "mais de 90 minutos de música sem parar!", quando até têm locutores que depois em podcast, facilmente os ouvimos num ápice em conversa por mais de uma hora.
Não obstante, numa sociedade "tribal" como a que vivemos, chamo à conversa um dos princÃpios mais basilares em fundamentos de marketing: se queres comunicar para a "tribo" (target) usa... alguém da mesma! Ora, por muito excecionais que sejam um Daniel Oliveira, um Nélson Cunha, um André Henriques, e os três o são... padecem todos do mesmo problema, já não se enquadram no segmento. Passa-se o mesmo com o Paulo Fragoso na RFM, que já vários foristas aqui o disseram, e bem, que encaixava melhor numa RR. É normal e salutar: ao longo da vida, vamos gostando de coisas diferentes, fazendo-as de forma diferente do que fazem os mais jovens. Por muito espÃrito jovem que tenhamos...vai ser sempre o do jovem da nossa época! Se no caso da Nova Era, que não tem um grupo, ainda compreendo a presença em antena, não obstante, querendo crescer, precisar ali de 3/4 elementos sangue novo, na R/Com e na MCR tal não se justifica. Até não me chocaria nada que mantivessem funções de coordenação e direção nas rádios jovens e fizessem paineis nas irmãs mais velhas. Aliás, é uma crÃtica que faço a ambos os grupos: falta estabelecer ligação entre as diferentes estações, que embora atingindo segmentos diferentes, não são estanques entre si. Mas isto não significa ter jovens seniores a falar para crianças jovens!

Apesar de tudo, o contrário não será tão problemático, mas ainda assim, tem riscos!